terça-feira, 22 de maio de 2012

Acabar o dia com um acidente :(

Tive um daqueles dias doidos em que mal me sentei, corri de um lado para o outro, chateei-me, tive de sair de umas reuniões antes de acabar para entrar em outras, discuti, mais do mesmo, chuva no molhado.
Estava exausta quando saí do trabalho. Com a cabeça cheia, muitos pensamentos ao mesmo tempo, o cérebro a processar mais depressa do que devia.
Fui buscar os miúdos. Meti-os no carro. Vínhamos a caminho de casa, passámos semáforos, rotundas, o trânsito do costume.
Quase a chegar a casa, no último cruzamento antes de virar para a minha rua não sei o que me deu. Não sei se foi o cansaço, se foi o Sol que me encadeou mais do que devia, só sei que quando dei por ela, tinha um carro quase a bater-me porque eu não o tinha visto. Tentei avançar porque já não ía a tempo de travar, a outra tentou travar, mas já não fomos a tempo. Chocou contra nós, apanhou o lado da minha menina, o meu filho começou a chorar com dores no ombro e eu fiquei atónita com o sucedido. Fui eu a culpada porque não vi o carro. Eu não vi o carro!!! Como? Será que o cansaço estúpido destes últimos dias me parou o cérebro naquele instante? Depois das papeladas, depois do susto, depois de chegar a casa, veio a descarga emocional e desatei a chorar. Podia ter sido pior. Podia ter sido bem pior. E eu fiquei de rastos.
Por isso, por hoje chega, e vou limitar-me a recolher à box (olha que palavra tão adequada).

3 comentários:

Ana Rita disse...

Há dias assim. Infelizmente, são um verdadeiro reflexo dos dias carregados de rotina e de responsabilidades. Espero que os meninos tenham recuperado do susto e estejam bem. Vê este episódio como um aviso para abrandares um pouco! Beijinho

Francesca disse...

É esse mesmo aviso que já não me sai da cabeça! :(

Anônimo disse...

Olá!

Ainda bem que não passou de um susto!
Por vezes acontece, e ainda com mais facilidade depois de um dia esgotante.

Eu ontem não bati, mas ia a 30km hora e subi um passeio a fazer uma pequena curva se lá fosse alguem atropelava-a e eu nunca me ia perdoar por tamanha distração...
Descontrai.

bjs,

Ana