quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Oficialmente Mãe de um adolescente

Hoje torno-me, oficialmente, mãe de um adolescente.
Faz hoje 13 anos que dei à luz pela primeira vez, e que este dia 12 do 12 se tornou um dia especial, o meu primogénito nasceu.
Não estou propriamente muito nostálgica como às vezes acontece, mas, como já havia aqui referido no aniversário da minha filha, estou numa fase diferente. Quero que cresçam, que se tornem nuns bons adultos, pessoas interessantes e independentes. Isto de ser mãe há 13 anos, com tudo o que implica, e caindo toda a responsábilidade sobre nós, Pais, já cansa demasiado.
Ainda no sábado passado tive um jantar de Natal com os colegas e respetivos Pais da minha filha, e foi um verdadeiro inferno. O restaurante tinha mais barulho do que uma discoteca às 4 da manhã, ninguém conseguia falar com ninguém, tal era a confusão instalada com tanta criança. Já estou cansada deste mundo de crianças. Já passaram a fase da fofura desmedida, do gu-gu-dá-dá, do empolgamento com tudo o que é novidade e encanto deste mundo. Neste momento tenho uma filha pré-adolescente e um adolescente.
Só anseio por liberdade (que tarda em vir, porque tenho de ir todos os dias buscá-los à escola e fazer jantar para eles), por silêncio, por uma vida mais tranquila.
Agora tenho de me preparar ainda para uma fase conturbada. Não sei se vou ter adolescentes fáceis ou difíceis, sei é que o meu filho já está fisicamente muito diferente. Este último ano cresceu imenso, está praticamente da minha altura. Tem umas mãos e pés já enormes, e um buço proeminente que não tarda muito tornar-se-á num bigode a ter de ser aparado.
Implica com a irmã a todo o segundo (e como isso arrasa com a minha paciência senhores) e quer-me parecer que vai mesmo entrar naquela fase de armário em que não fala com ninguém e isola-se sempre que puder.
Mas enfim, se calhar está na altura de ler uns livros diferentes. Em vez de birras, agora são outras coisas. Haja paciência e, acima de tudo, sabedoria para lidar com esta fase da melhor forma sem deixar grandes mazelas em nenhuma das partes.
Parabéns filhote! Tens sido um miúdo exemplar, sempre mais adulto que criança, muito responsável, bom aluno e já com uma cultura de fazer inveja a muita gente (a mim, or exemplo).
Que continues assim, e que percebas que a vida tem de ser vivida com alegria, amigos, família, viagens, comida, convívio, e tudo o mais que ela nos puder dar e nós merecermos.
Chuac!


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Dos Casamentos à Primeira Vista

Antes de mais, perdoem-me a falta de assiduidade por aqui, mas voltei àquela vida difícil de ter 2 empregos, e essa fase arrasa comigo. A única coisa em que penso é em descansar no pouco tempo livre em que não trabalho.
Mas adiante... Vocês vêem os "Casamentos à Primeira Vista"? ou são daqueles que têm vergonha de dizer que vêem e por isso passam por lá assim só de raspão para garantir que não perdem o fio à meada?
Pois eu sou fã já há algum tempo. Comecei por ver, por acaso, o Australiano. Fiquei viciada. Depois veio o Inglês, adorei, e por fim, o Espanhol. Vi todos! Ao início nem queria acreditar que um programa daquele género era possível, meu Deus, quem se atrevia a entrar numa aventura destas?
Mas... como em muita coisa da vida... primeiro estranha-se... depois entranha-se...!
E que dizer do Português? que seguiram um formato um tanto ou quanto diferente dos outros países, e que lá me vai prendendo ao ecrã todos os dias.
Comentários:

Daniela e Daniel: Ela é um Amor de pessoa, daquelas que dificilmente se encontram por aí. Completamente genuína, boa pessoa, e para quem a vida vai andando na boa onda, sem grandes complicações. Ele? Meu Deus, uma criancinha que não faz ideia do que é a vida. Um parvalhão que, ou cresce... ou vai estar enterrado na sua birrinha a vida inteira. Não mudes não, que perdes a fantástica Daniela e todas as seguintes que te aparecerem à frente.

Graça e José Luís: Adoro a Graça, uma mulher madura já muito vivida, e muito bem resolvida. O "Conde" José Luís também gosto, é um Senhor, sempre bem vestido e bem apessoado, e todo o esforço que está a fazer para que a relação funcione só lhe dá pontos a favor. Torço, sinceramente, para que dê tudo certo.

Eliane e Dave: Adoro o Dave! é um boa onda, um querido e.. apesar de viver apenas naquele mundo do Guincho e do Surf, é uma pessoa com maturidade, com pensamentos coerentes e alinhados. Ela, uma miúda que liga o complicómetro todos os dias. Não acredito que fiquem juntos. Ele vai é arranjar a mulher da vida dele depois do programa acabar, pois está a conquistar meio mundo com a  sua maneira de ser. Ela vai afastar toda a gente. É muito criancinha. E isto de juntar Cascais com a Foz do Arelho é não ter mesmo noção de como vivem uns e outros. São mundos demasiado opostos, gentes com formas e ser demasiado diferentes. Já foram!

Ana e Hugo: Ele é completamente queimado da tola! Não consigo perceber o que fez durante 1 ano no templo kadampa em Sintra, pois parece que não teve efeito nenhum. E se aqueles budistas são fantásticos! Conseguem mudar a cabeça de qualquer um, pelo que o caso dele deve ser mesmo complicado. Já dela, ainda tenho pior opinião. Perante uma pessoa como o Hugo, e de perceber claramente que não o suporta nem pintado de ouro, ela continua a escrever "Ficar" no seu cartãozinho, porque o dinheiro que ali ganha dá muito jeito para a sua vidinha. É demasiado óbvio que vai fazer perdurar a relação somente para ganhar o dela. Esta "senhora" não vale nada. Não sabe falar, não sabe estar, consegue até fazer-se a outros enquanto está com o marido (é o hábito).. enfim...

Quanto ao resto, ainda é cedo para dar opinião. Posto isto, e concluindo, torço ainda pela Graça e José Luís. De resto... não dou nada por ninguém

domingo, 28 de outubro de 2018

Verão M

Mais uma série portuguesa que nos prendeu (a mim e aos miúdos) ao ecrã todos os sábados ao serão. Quando não podíamos ver, arranjávamos depois um espacinho nos dias seguintes para nos sentarmos todos juntos no sofá a apreciar o episódio. Mais uma ótima produção portuguesa sem estar desenfreadamente à procura de audiências. Descomplicada, simples, que mostra a necessidade e a felicidade das crianças brincarem juntas e terem experiências divertidas nas férias de verão.
Adorei! Os meus filhos também! E eu fiquei também a conhecer Moledo, que nunca conheci, e que mostrou ser um local parecido com a foz do Arelho no que ao clima diz respeito. Sou capaz de não querer ir lá no verão...ehehe
Também gostei que tivessem colocado no elenco crianças da zona norte do país com aquela pronúncia típica.
Pode não ter sido o sucesso de audiências das novelas.
Para mim, foi perfeito.
Venham mais



domingo, 21 de outubro de 2018

Lasanha Vegetariana

Mais uma receitinha vegetariana para fugir à carne e peixe, que me cansam cada vez mais.
Ficou ótima, só com legumes biológicos que agora compro no mercadinho perto de minha casa aos sábados.



Ingredientes (para 4 pessoas):

1/4 couve flor
1 alho francês 
1 cenoura
100 g de cogumelos (usei shitake)
1 mão cheia de espinafres
1 Beringela pequena fatiada
4 tomates pequenos
Tomatinhos cherry para enfeitar
Molho bechamel q.b.
Placas de massa para lasanha (usei 12)
Queijo parmesão ralado.
Azeite q.b.
Pimenta q.b.
Manjericão q.b.

Comece por grelhar as fatias de beringela. Reserve. Num tacho, aqueça o azeite e junte o alho francês fatiado fininho, a couve flor picada, a cenoura ralada e os cogumelos partidos aos bocadinhos. Deixe refogar, tempere de sal e pimenta. Junte os tomates pelados e cortados em pedaços pequenos. Deixe cozinhar alguns minutos e junte depois a beringela cortada em pedacinhos e as folhas de espinafre picadas. Deixe cozinhar tudo alguns minutos e, por fim, um pouco de folhas de manjericão.
Faça o molho bechamel com um pouco de margarina, farinha e leite. Junte um pouco de noz moscada.
Alterne então as fatias de lasanha com o molho de legunes. No final, na última camada de massa, acrescente um pouco de polpa de tonate e o molho bechamel. Enfeite com os tomates cherry cortados ao meio, polvilhe de queijo parmesão ralado e leve ao forno, cerca de 30 minutos.

Bom apetite!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mudança de Hora - Parece que afinal já não vivemos em Democracia

Este PS dá comigo em doida. É o Medina com as obras e os disparates em Lisboa. E agora o António costa com a mudança de hora. Estou piursa com isto!
Odeio a mudança de hora. ODEIO!!!!! ODEIO!!!!!
E quando vi que iam reequacionar o assunto fiquei tão feliz. Por que se o iam fazer, é porque há um motivo sério para tal, porque os cidadãos não se sentem bem com isso.
Ora bem... foi o que aconteceu. Em todos os países se votou, e a resposta foi notória, sem dúvidas.
Em Portugal? Também!
Mas o António Costa? faz o que quer! Ele está no governo sem que o tenham eleito, pelo que esta é apenas mais uma. Vai decidir com base no que uma entidade acha, e não no que os cidadãos votaram.
Eu votei, e a opção que ganhou foi precisamente a que votei. O que acontece agora? Nada! Porque em Portugal o voto de nada serve.
Estou capaz de o atropelar se o vir na rua. A sério! estou mesmo chateada com isto.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Wanderlust - Nunca mais!!!!

Ora sendo eu uma moça que gosta de correr, de fazer yoga e de meditação, isto parecia o evento ideal. Já o ano passado pensei em ir, mas achei o bilhete um pouco caro, e não tive ninguém a desafiar-me, pelo que não me aventurei.
Este ano, tendo ficado com a sensação de que o ano passado até foi giro, e tendo umas amigas a desafiar-me, lá fui eu ontem direitinha aos jardins da fundação EDP. 
Pois começou muito bem, com um dia lindo à beira-rio, bom ambiente, um check-in fácil, um saquinho cheio de coisas interessantes... o pior veio depois. A corrida começou, tudo bem, sem precalços. Depois veio o yoga. Resolveram dividir a aula de yoga em 2 partes, com dois professores diferentes. O problema é que não se alinharam e acabámos a fazer quase o mesmo, uma saudação ao sol sem fim, já não aguentava a posição do cão, que a mim me custa para chuchu, quanto mais sendo feita um número infinito de vezes. Um calor abrasador, sem haver uma única sombra, estava a ver quando é que o pessoal começava a cair para o lado de insolação. O único sítio para encher a garrafa de água era numa barraquinha onde tinha de levar com a publicidade da água alcalina, tive de deixar o meu número de telefone, etc.
A parte de meditação foi bonita, mas... não me afetou nada. Não sei se devido ao calor, se o Sol já me estava a afetar a moleira, o que é certo é que achei muito fraca ao nível de ser potenciadora de me deixar num estado melhor. 
Depois veio o almoço. Para mais de 3000 pessoas que estavam naquele recinto, e sendo que uma grande parte tinha bilhete com almoço incluído, tinham uma... sim, disse bem, uma única barraca do celeiro para dar a tacinha de comida. A fila era interminável, ao Sol, devo lá ter ficado perto de meia hora até ser atendida, e porque fui logo para lá, caso contrário nem sei. Sendo que saí de casa às 08, só consegui almoçar eram umas 14:20h. Por favor....
Enquanto estava na fila, veio uma menina da organização perguntar se não queria ir à aula de fitness da Isabel Silva. Como?!?! Nem sequer deram um programa ao início para sabermos o que havia no recinto. Sabia lá que havia uma Isabel Silva ou que a Marta Gautier ia dar uma palestra às 16:30h.
A sério.... organizam dezenas de eventos em Portugal. Organizam centenas de eventos no mundo.... isto não faz sentido...
De dizer que hoje estou com uma dor de cabeça descomunal, quase não conseguia trabalhar, de tanto Sol que apanhei. Foi de tal modo traumatizante que hoje andei o tempo todo a fugir do Sol. Parece que já nem consigo estar sem ser à sombra.
Paguei 38,5€ por aquilo. Nunca mais!!! 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

E 43 já cá cantam!!!

Coisa estranha esta da idade. Fazem-me muita impressão estes números já fartos, quando me sinto completamente uma miúda. Gosto de festas, de passear, de me divertir, estou farta de muita responsabilidade, continuo a vestir-me muitas vezes como uma miúda que se recusa a ser mulher. Digo disparates, não penso muitas vezes no que digo, é o que sai... seja para miúdos ou graúdos. Gosto de praia, de piqueniques, de gargalhadas com amigos. Gosto de gelados e de noites de verão quentes. Gosto de viver! E de não ter de estar constantemente a pensar no futuro. Tenho 43 anos, uso minissaia quando me apetece, cabelo comprido, calções curtos, roupa até transparente. Tenho 43 no cartão de cidadão, mas sinto-me com 26. Sou uma miúda, e às vezes criança a precisar de colo. Hoje fiz anos e fiz tudo o que me apeteceu.
It’s my party and I cry If I want to....

E até amanhã para mais um dia de rotina... bááá!!!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Um murro no estômago

Estamos nós todos contentinhos a acabar as férias, ai tão bom, gosto tanto de praia, é tão bom não ter preocupações, e tal e tal e toca o telefone.
No meu último dia de férias, enquanto acabava de almoçar numa esplanada na praia, recebo um telefonema do trabalho. Do outro lado, com uma voz suave e delicada, tinha uma colega a dizer-me que um dos nossos colegas tinha falecido no dia anterior, num brutal acidente de automóvel.
Um choque! Ainda perguntei estupidamente se estava a gozar comigo. Não queria acreditar!!!! Como era possível? Ainda por cima ultimamente era uma pessoa com quem lidava mais frequentemente à conta do projeto com o qual trabalho.
Uma pessoa fica incrédula. Começa a colocar tudo em causa, pensa no sentido da vida.
Bolas!!! Ele não merecia!! Era novo, uma excelente pessoa, um ótimo profissional, muito respeitado por todos. E que morte foi! Deu direito a notícia na comunicação social e tudo, pela brutalidade associada.
E assim, de repente, vês os teus colegas a chorarem no corredor, a evitarem passar pela antiga sala dele, a questionarem os valores da vida e o que nos move diariamente, a serem até melhores uns para os outros. Um dia estás, no minuto a seguir podes já não estar.
Um murro no estômago, um abre-olhos, um peso enorme na nossa consciência.
Vive o presente! Como o próprio nome indica, é uma dádiva e deve ser aproveitada como tal. O passado já foi, o futuro ninguém conhece.
Fiquem bem!

domingo, 19 de agosto de 2018

De férias na Sardenha!

Sim, estou de férias na Sardenha. Sim, este ano não fui para o Algarve como os 9 563 231 portugueses. Mas desta vez, queria ter a certeza de que tinha verão. Estou doida com o vento que se faz sentir em Portugal, e já percebi que começa a ser um padrão, ultimamente acontece em todos os verões e nem o Algarve escapa. Não há quase noites para andar sem casaco, a água é fria, a praia nem sempre é o mais agradável. 
De maneiras que, este ano, resolvi embarcar numa aventura até à Sardenha. Os pormenores ficam para um post posterior, agora queria apenas referir umas coisitas que me vão assolando a mente enquanto ando por aqui.
Está muito calor, e a água do mar é, simplesmente, fenomenal. Entro no mar como se estivesse a entrar na minha banheira. A água está a uma temperatura verdadeiramente deliciosa. As praias são parecidas com Menorca, pequenas e de um lindo azul turquesa. Algumas completamente a abarrotar, mas estamos em agosto, não há milagres.
Agora o que me deixa mesmo, mesmo com a pulga atrás da orelha é o figurino destes italuanos. Nunca vi tanta mulher elegante por metro quadrado. E quando digo elegantes, quase me refiro a mulheres que podiam perfeitamente entrar em anúncios de bacardi, bikinis, old spice e por aí fora. Nunca vi tanto rabo sem uma pinga de celulite (que inveja), tanta barriga sequinha sem uma ponta de gordura e flacidez, e depois ainda têm uma altura acima da média, o que me deixa mesmo roidinha até ao tutano. E eles? A mesma coisa. Andam todos muito tatuado e de tanga para que se veja bem o material, talvez. Secos, secos, para condizer com o par feminino.
Há que ressalvar que a grande maioria que tenho visto são seguramente mais novos do que a minha faixa etária, sem filhos, mas ainda assim.... como conseguem? Com tanta pasta, piza, gelati, qual é o segredo? Eles comem outras coisas? É das carradas de pomodoro? É do quê, senhores? Alguém sabe? Já das outras vezes que tinha estado em Itália tinha reparado. Mas agora que ando nas praias e vejo os corpos despidos, surge uma admiração ainda maior. 
Raios partam estas italianas! Anda uma pessoa a correr, nadar, fazer yoga, comer frutos secos, etc, etc, e mesmo assim tem sempre o rabo numa desgraça e a barriga flácida, e depois vem a Itália, à terra da comida pecaminosa e é isto.
Há por aí alguém com ideias? 
Agradecida!




domingo, 12 de agosto de 2018

10 anos e a incrível tendência de começar a desligar

A minha filha fez 10 anos. São já 10 anos daquela que, por ser a mais nova, eu tenho tido sempre a difícil capacidade de aceitar como não sendo um bebé. Mas de há uns bons meses para cá, tenho-me sentido diferente no que à relação dos filhos diz respeito. O cansaço, o sentimento de prisão por todo o controlo necessário, todos os afazeres por ter filhos e que não teria se os tivesse, fizeram-me começar a relativizar certas coisas. E se há 2 ou 3 anos atrás, por cada aniversário deles, caía sobre mim um manto terrível de saudosismo, a coisa agora mudou um pouco. Sim, são 10 anos, olha que bom. Estão a crescer, a depender cada vez menos de mim, a tornarem-se cada vez mais independentes. 
Quando, há uns anos, me pediam para dormir fora de casa, em casa de outros amigos, eu gelava. O pensar em acordar e ver uma cama vazia, o ter de passar mais de um dia sem os ver.... era um pesadelo para mim. Agora? Queres dormir fora? Há um acampamento no ATL e queres ficar? Tudo bem.... sempre são menos umas horas em que os tenho a implicar um com o outro. 
Estou cansada! E mudei! Não tenho mais a capacidade de um controlo gigante que sempre lhes fiz. Eles precisam crescer, aprender, e não podem estar à espera que a mãe vá sempre à frente limpar-lhes o caminho.
10 anos!!! Boa filha! Cada vez mais crescida e cada vez mais companheira para me ajudar a viver esta vida que é, cada vez, mais difícil.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Objetivos

É sempre bom ter objetivos. E já por várias vezes referi aqui a minha vontade em conseguir correr 10km. Mas como corro com pouca frequência, e o meu corpo também não evoluiu assim como eu queria, este tem sido um objetivo duro de alcançar.
Mas este ano já tomei uma decisão: vou correr a São Silvestre no final do ano. Serão, se Deus quiser, os meus primeiros 10km numa corrida.
De maneiras que estabeleci algumas metas até lá, de forma a que a coisa não seja demasiado sofrida. Como já há algum tempo que tinha conseguido correr 7km seguidos, defini um plano até Dezembro. Sendo assim, teria de atingir os 8km no pico do verão, no final de Setembro conseguir correr 9km, e depois correr 10km poucos dias antes da corrida, para o meu psicológico ir preparado para o sucesso.
Normalmente não é para mim fácil conseguir estes feitos no que ao exercício físico diz respeito. Mas ontem, dotada de muita energia à conta de um bom almoço, e decidida a conseguir uma boa performance antes da vaga de calor, lá me fiz ao caminho.
E consegui!!!!! Consegui o objetivo de correr os 8km sem ter sido um suplício. Demorei 1h certinha, nem mais um segundo, mas para mim, não é um resultado desastroso. Já consigo correr 1h sem parar, e agora é só continuar. Estou contente! E confiante de que vou conseguir :)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Parece que estamos em Cabo Verde

Só que não!!!
Estamos em Portugal, e isto não é bonito, nem bom :(
Há uns anos fui a Cabo Verde, à ilha do Sal. Tinha vontade de experimentar, diziam que a praia era boa e tal, e lá fomos.
Não é que não tenha gostado, mas fiquei assim de sorriso amarelo com aquelas férias. Era uma ventania pegada todo o santo dia. Se, de manhã, ainda se aguentava, à tarde era um verdadeiro vendaval. As palmeiras em volta da piscina, quase tombavam, a areia da praia levantava, não se conseguia estar bem, descansada, a aproveitar a praia. Disseram-me lá, na altura, que só em Julho e Agosto o vento abrandava. Pensei: “Que horror!!! Eu que odeio vento jamais conseguiria aqui morar. Só 2 meses de calmaria..,”
Mas agora, que continuo a morar em Lisboa, sinto-me em Cabo Verde. Já nem falo das temperaturas baixas para a altura do ano, mas falo nesta ventania horrível que nos acompanha todos os dias.
Ontem, domingo, fugi do litoral para ver se corria melhor. E correu. Não sei se em Lisboa o vento também amainou, mas eu fui para uma praia fluvial no Alamal para estar mais no interior do país e aproveitar o tempo mais seco e quente. E foi muito bom. Praticamente não tivemos nem uma aragem, e passámos um belo dia de praia (o meu primeiro dia de praia, finalmente).
Hoje o dia também esteve agradável. Mas amanhã regressa tudo. Vento e até ameaça de chuva. Por favor!!! E eu que sou daquelas que passa o ano à espera do verão.

Agora até ir de férias (para fora de Portugal), fico já com energia deste dia de ontem para ver se me lembro que estou no verão. Ai vida






terça-feira, 10 de julho de 2018

Com a respiração suspensa - pela Tailândia

Há muitos dias que a Tailândia não saía do meu pensamento. Aqueles miúdos presos na gruta há tanto tempo, aquela tranquilidade aparente face a um fim inevitavelmente próximo, e o facto dos miúdos estarem na faixa etária do meu filho, deixaram-me quase sem respirar.
Todos os dias andava à procura de mais notícias, cheguei a acordar de noite a pensar naquilo.
Isso, a juntar ao facto do salvamento ser em parte debaixo de água, em locais completamente claustrofóbicos, com garrafa de mergulho... estava a ser, na minha cabeça, um filme de terror.
Fala-vos uma pessoa com um trauma permanente depois de ter feito uma ressonância magnética, e que num batismo de mergulho, veio por aí acima de repente, por pânico absoluto. Já para não falar dos problemas de ansiedade que ainda vou resolvendo. E esta situação tinha tudo o que a mim me deixa à beira de um ataque.
Confesso que, no domingo, quando disseram que iam iniciar os resgates, temi o pior. Cheguei a dizer que havia fortes probabilidades de isto se tornar numa enorme tragédia. Estava em suspenso. Passei a ficar paranóica de notícias, acordava a fazer contas à diferença horária, mudava de canal de rádio no carro à procura de novidades. 
E hoje estou muito feliz. Porque correu tudo lindamente, porque conseguiram salvar todos, porque houve muita coragem de todos, de quem salvou e de quem foi salvo.
Não posso, no entanto, deixar de referir que houve uma morte no meio disto tudo. Alguém que se predispos a ajudar, e que não conseguiu aliar o planeamento com as ações necessárias. Uma grande tristeza.
Também não posso deixar mais uma vez de referir a importância da meditação, e que eu tanto apregoo, para ajudar numa situação tão delicada como esta. Eu sou um claro resultado positivo dessas técnicas. Desde que as descobri, nunca mais as larguei, ainda que não pratique com a regularidade e intensidade que devia. Mas funciona, e começamos todos a acordar para esse facto.
Esta história vai servir de exemplo de estudo para muita coisa. E ainda bem que será um exemplo feliz.
Uma grande salva de palmas a todos os que estiveram envolvidos nesta operação. Merecem uma vénia internacional. Clap, clap, clap!!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Cinema Paraíso

Quando chega o verão (que este ano parece estar a chegar apenas agora), chegam também as noites de cinema ao ar livre em vários pontos da cidade.
Este sábado, fui ver o filme “Cinema Paraíso” ao cine conchas. Disseram-me que seria giro para o tipo de filmes que aprecio (realmente nunca tinha visto), e lá fui com os miúdos, sem ter sido preciso convencê-los em demasia.
Pois deixem-me dizer-vos que AMEI!!!
Um filme tão simples, tão bonito, com uma história singela e delicada que aborda um vida mundana de outros tempos. Cada vez tenho menos paciência para ver filmes de grande elaboração, efeitos especiais, histórias de correria que obrigam o meu cérebro a pensar e reagir demasiado rápido. Não, não quero! Quero momentos tranquilos de lazer e contemplação. E o que eu chorei baba e ranho enquanto via o filme? Jesus!!! O meu filho só dizia: “Ó mãe, por favor!!!”
Mas eu sou assim. Gosto de uma boa história lamechas, o que hei-de fazer?
Se ainda não viram, aproveitem uma boa horinha de cinema bom.
Vão ver que não se vão arrepender.





quarta-feira, 4 de julho de 2018

Zmar

Já tinha ouvido falar (ou lido) várias vezes sobre este resort no Alentejo. Até já tinha pensado em ir acampar com os miúdos (só para experimentar) por lá pois há séculos que andamos a falar em ter uma experiência do género. Mas afinal fomos só para um bungalow no Zmar. Tínhamos combinado, em conjunto com os Pais da turma da minha filha, fazer-lhes uma surpresa de final de ano e final de primária. Alguém sugeriu o Zmar, por já conhecer, e foi realmente uma escolha indicada. O sítio é ótimo para grupos de amigos, tem imenso espaço, e o facto de serem bungalows separados dá-nos sossego, não temos de ouvir os vizinhos a abrir e fechar portas como nos hotéis, crianças a chorar nos quartos e outros barulhos que não vale a pena aqui detalhar....
Tem uma piscina exterior excelente, gigante, uma piscina interior que faz ondas de horas a hora. Foi o delírio dos miúdos. A comida também é muito boa, o pequeno almoço daqueles bem fartos como eu gosto. O jantar buffet muito bom também.
A animação noturna foi muito engraçada e posso dizer que foi um fim de semana muito agradável.
Só tem um pequeno senão: É que todos os acessos internos são em terra, e tanto os nossos pezinhos como os carros ficam imensamente porquinhos. 
Mas tirando isso... recomendo! Não é uma pechincha mas para ir descansar uns dias, há por ali muitas atividades para miúdos e graúdos.
Ficam algumas fotos: