quarta-feira, 20 de março de 2019

O maravilhoso mundo das finanças (e não estou a brincar)

Em 2018, quando tive de passar recibos verdes pela primeira vez, abriu-se um mundo completamente desconhecido para mim.
Perguntava a um, perguntava a outro, mas a lei vai mudando e todos me diziam: "Olha, liga para as finanças para teres a certeza".
Eu até gelava só de pensar em emaranhados telefónicos, a passarem de um para outro, a dizerem-me coisas que não percebia... enfim, lá estava eu a sofrer por antecipação.
Mas lá tive de ligar e, logo à primeira, fiquei agradavelmente surpreendida com a solidez e confiança com que me responderam a tudo, limpinho sem espinhas.
Esta semana, recebi uma coima para pagar por não ter feito uma declaração de IVA a tempo (não sabia), e lá tive de ligar para lá novamente e, num ápice, fizeram a declaração comigo ao telefone, a explicarem-me o que colocar em cada campo e em 5 minutos, tinha a declaração pronta.
Ainda me disseram para recorrer da coima, pois não tinha lesado o Estado em qualquer montante e explicaram-me como o fazer.
A sério.... nós dizemos sempre mal dos funcionários públicos só porque sim, porque toda a gente diz, porque é uma generalização, porque é histórico, blá, blá, blá.... mas depois esquecemo-nos dos que realmente são competentes e que pecam talvez apenas pela gestão que têm.
Experimentem ligar para a linha das finanças e vão ver... aquilo é uma competência e uma sabedoria extremamente sólida, que nos dá plena confiança do que fazer e como fazer. Tão bom!!

segunda-feira, 4 de março de 2019

O telemóvel do Conan Osíris

Enquanto que, há 2 anos atrás, eu estava maravilhada com a música do Salvador Sobral que, ainda que muito diferente e pouco festivaleira, tinha um encanto delicioso numa voz angelical de um rapaz estranho, o cenário aqui é muito diferente.
Quando vi/ouvi a música pela primeia vez, desliguei logo. Achei tão estranho aquele cenário teatral com uma música de fundo que nem parecia bem música, que nem a ouvi até ao fim.
Depois os meus filhos vieram dizer-me, admiradíssimos, que a música tinha passado à final.
No sábado, quando a ouvi novamente, esbocei um sorriso e disse: "Que horror!" e voltei a desligar.
Nisto, numa navegação rápida pelas redes sociais, percebo que o público gostava da música e estava a dar-lhe apoio. Pensei: "Não pode!"
Depois vieram as votações e a minha boca aberta de espanto ao ver que todos os diversos júris (practicamente sem exceção), lhe deram o primeiro lugar. Pensei: "Bom, deve haver aqui alguma coisa que me escapa na música, mas duvido que o público tenha assim uma opiniãp tão unânime!".
Mas depois veio a votação do público e....  fiquei completamente parva!!!!
Não consigo perceber o que tem aquela música de tão especial.
Ouvi novamente, vi aqueles 2 a dançar com penas por todo o corpo, não conseguia perceber a letra da música no meio daquela encenação estranha, e pensei: "Devo estar velha, porque a única coisa que acho piada é ao bailarino com ar de cachorrinho a pedir mimos".
Entretanto, e depois de tanto alarido, fui ver a letra da canção na Net, e percebi que tem conteúdo. A letra é bonita, embora haja grande dificuldade em percebê-la naquela interpretação.
A música continua sem me cativar, mas já percebi que devo ser eu, porque entretanto já vi que na Europa também já adoraram a música e já é uma das preferidas.
Será que alguém me consegue explicar onde é que está a essência daquela canção?
Eu juro que me estou a esforçar, mas não consigo, mesmo, perceber!
Agradecida.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O Yoga do Jean Pierre

Quase parece o título de um livro, mas não é. Eu faço yoga há algum tempo, como já aqui tinha referido, e neste momento não sou fiel a nenhum professor ou estilo de yoga.
Fiquei um bocado traumatizada com o yoga que fazia num estúdio próprio, com um professor um bocado atacado. Ele percebia daquilo à brava, mas os discursos começaram a estrangular-me a vontade de ali estar, até que às tantas já ia por obrigação e não por vontade.
Como a minha relação com o yoga é boa, gosto mesmo daquilo e sinto que me faz mesmo bem, continuei a fazê-lo mas de forma isolada, sem qualquer vínculo.
Primeiro, comprei um bom tapete e comecei a fazer em casa, fui a workshops, leio livros, vou sempre a aulas livres (que há muitas por essa lisboa fora), e assim me vou mantendo e evoluindo à minha maneira, sem me sentir amarrada a ninguém. E uma  dessas aulas abertas é a do professor Jean Pierre. O homem respira yoga, eu gosto muito de o ouvir, e de vez em quando lá vou a uma aula aberta dele.
Ontem, foi um desses dias. Era uma aula dedicada à posição do guerreiro e gostei muito. O problema é que as aulas dele são puxadíssimas, e sinto que levei uma bela de uma tareia.
Hoje quase não me mexo. Encolho os ombros, dói-me os músculos. Viro a cabeça, dói-me os músculos do pescoço. Tusso ou respiro fundo, dói-me os músculos laterais do abdómen. Ando ou baixo-me, dóem-me as pernas.... de maneiras que é isto. Anda uma pessoa a fazer corridas e a nadar, e depois fica assim com uma aula de yoga. Ah Jean  Pierre, Jean Pierre! Dás cabo de mim!!!

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O creme milagroso - Remescar

Se há coisa que não gosto fisicamente em mim, e que tem vindo a piorar com a idade, são os papos e as consequentes olheiras que tenho por baixo dos olhos. Se há dias em que até estou mais ou menos, outros há em que quase me assusto de manhã quando me vejo ao espelho.
Entretanto, há tempos, vi um anúncio no facebook a este creme. Tinha umas fotos e vídeos do “antes” e “depois” do creme e os resultados eram incríveis.
É claro que torci o nariz, pois bem sabemos como é a publicidade, mas os vídeos eram muito realistas e, dado que já experimentei tanta coisa, algumas das quais bem caras, e os resultados nada animadores, por que não experimentar mais uma hipótese?
Então tentei ver onde vendiam, mas não encontrei na farmácia ou na parafarmácia, por isso mandei vir da net.
Assim que experimentei.... UAU! Nunca vi uma coisa assim! Comecei a sentir a pele a ser repuxada, como se tivesse estilo fita-cola, e passados alguns segundos tinha a pele completamente diferente. Dura umas boas horas, não há stress, mas na embalagem diz que se usar 4 semanas seguidas deve fazer uma pausa para evitar a habituação.
Eu noto que, no dia a seguir a usar, quando me levanto, parece estar pior, mas não sei se é por entretanto ter estado habituada a ter a pele diferente e sinto mais diferença. 
Só tenho usado 1 a 2 vezes por semana e parece que até já estou melhor, no geral.
O creme não é nenhuma fortuna e, neste momento, estou satisfeitíssima.
Por isso, para quem tem o mesmo problema que eu, vale a pena a tentativa.







sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Marcelo e Cristina

Sim, já sei que este assunto foi espremido até ao tutano e que não há ninguém que não tenha uma opinião a tecer.
Já há algum tempo que queria ter aqui vindo deixar a minha marca neste assunto, e tenho andado a adiar, mas ainda assim não posso deixar de vir dizer o que me vai na alma sobre este (in)feliz acontecimento.
O nosso Exmo Presidente da República, como já aqui tinha referido anteriormente é, para mim, um grande orgulho. Já aqui postei que acho que os meus filhos têm uma grande sorte por terem em Portugal, no tempo deles, alguém que é um líder a seguir, que é um exemplo para a sua educação, como cidadãos do futuro e portugueses esperançosos num mundo e país melhores.
Quando ouvi, na rádio, algo alusivo a este assunto, sobre um tal telefonema, pensei que estivessem a brincar. Acho que estava a ouvir que tinha mesmo acontecido, mas o meu cérebro não queria ouvir nem acreditar e ignorei.
Quando cheguei a casa, e vi as notícias e as piadas com mais atenção, recebi o duro golpe da realidade.
Marcelo Rebelo de Sousa tinha - mesmo - telefonado à apresentadora Cristina, em direto, no seu primeiro dia de trabalho numa nova estação de televisão.
Foi mau! Muito mau! Dá a entender que se perdeu completamente a noção do que é importante e prioritário neste país. Marcelo tem muita energia, gosta de estar presente nos bons e maus momentos, isso todos nós já sabemos, mas este não era, definitivamente, um deles.
Não sei como é que tudo isto se originou, não sei se houve conselheiros a favor ou contra, o que é certo é que o filtro não passou e a coisa correu muito mal.
Não ouvi o telefonema. Nem quero! Tenho medo da possível - ainda maior - desilusão.
Marcelo ganhou, pela primeira vez, uma nota negativa na minha caderneta de cidadã portuguesa e estou com muita dificuldade em esquecer (ou aligeirar, vá) este episódio.
Não sei se ele se arrependeu depois das críticas. Não sei se teve tempo de refletir melhor depois... o que sei é que está feito, e foi, quanto a mim, muito grave.
Há limites, e Marcelo ultrapassou, para mim pela primeira vez, os seus.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Refrigerantes e Canções de Amor

Tinha uma enorme curiosidade em ver este filme.
Lembro-me que, quando saiu, tive logo vontade de ver, mas não houve a oportunidade certa. Sendo do Nuno Markl fico logo com a certeza de que há alguma coisa que vou gostar de certeza.
Quando vi que ia dar este fim de semana, pus-me logo a jeito para o ver.
Ainda o vi por duas vezes nos dias seguintes, que já sabem que a minha resolução de ano novo é deitar-me cedo, e adorei.
É um filme muito estranho, muito Markl sem dúvida, com uma produção à portuguesa (nota-se que é pouco endinheirada), mas é uma história fofinha, querida e com final feliz.
Eu às vezes acho que sou um pouco estranha porque não resisto a um filme português, não sei porquê, acho que me sinto mais próxima da história, dos personagens. Aquilo lá para as Américas é muito longe de mim. Vai daí, quando digo que vejo filmes portugueses, olham logo para mim de lado porque não passo a vida a ver séries Netflix como eles. Enfim, vivam as minorias.
Nuno Markl, continua!!! Fui mega fã do 1986, e gostei muito desta dinossaura cor-de-rosa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Mais um ano, mais uma mudança

Na vida, muitas coisas têm que mudar para tudo ficar igual. Parece um paradoxo, mas não
é. Quantas mudanças temos que ir fazendo no dia a dia para que a nossa família continue
bem? Quanto é que temos que ceder para atingir os nossos objectivos? Mesmo sem
darmos conta, há muitas coisas que vamos ajustando no nosso dia.

Claro que há outro tipo de mudanças. As mudanças que nos fazem avançar e que nos dão
um empurrão para a fase seguinte - um novo emprego, uma nova relação, receber um novo
membro na família. Seja como for, a única coisa que nos é garantida é que a vida é feita de
(grandes) mudanças.

Não quero com este post dizer que tenha uma grande mudança em vista. Não tenho!
Mas por vezes, só a própria atitude de nos deixar "estar" e não mudar, nos faz pensar na vida e no que poderíamos já ter feito.

Por exemplo, vejo colegas e amigos meus que mudam de casa com alguma frequência. Eu, só de pensar no assunto, quase fico doente. Porque só de começar a pensar em empacotar, transportar, arrumar, já me põe a transpirar.

Mas depois há as pessoas para as quais estas tarefas são apenas mais umas, sem grande peso. E depois também reparo que parei um pouco no tempo, pois hoje em dia, já está tudo muito mais facilitado.

Descobri há pouco tempo estas ajudas: empresas de mudanças em Lisboa ou empresas de mudanças no Porto, e realmente hoje em dia tudo é mais simples. Basta procurar e talvez nem seja preciso perder assim tanto amor ao dinheiro. Ou para remodelar a casa onde estamos. Às vezes olho para a minha e já estou um bocado farta de ter sempre tudo igual. Talvez devesse pensar em contratar alguém para me ajudar a tornar tudo um pouco mais bonito. Já há dezenas
de tutoriais disponíveis online, uma panóplia de materiais DIY e preços muito mais
competitivos.

O mundo mudou e nós também, mesmo os que se recusam a acreditar e dizem que viviam bem sem o telemóvel! Eu aceito a mudança e espero que 2019 nos traga muitas daquelas boas e positivas. Afinal de contas, mudar é viver, parar é morrer!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018 em jeito de balanço

Sinto alguma necessidade de olhar para esta "fatia" de tempo que agora termina e à qual chamamos de ano, fazendo uma retrospetiva sobre tudo o que se passou.
Lembro-me de, no ano passado, ter 3 resoluções de Ano Novo para 2018:

A 1ª era deitar-me mais cedo, dado que passava todo o santo dia a bocejar e cheia de sono;
A 2ª era deixar de passar tanto a ferro e tentar contratar serviços que fizessem isso por mim;
A 3ª era deixar de fazer comida todos os dias e tentar fazer várias refeições numa só, de forma a poupar-me.

Bom, não consegui alcançar todas, mas dei alguns passos nesse sentido. Comecei realmente a deitar-me mais cedo a maioria das vezes, mas ainda não consigo levantar-me fresca e fofa todos os dias para ir trabalhar. Pensava que isto com a idade dava-nos menos para dormir, mas parece que eu estou a ter um caminho inverso e cada vez me custa mais levantar.
Relativamente a passar a ferro, continuo sem fazer nada quanto ao assunto. Tenho deixado de acumular tanta roupa, mas isto é uma prisão do caraças e continua em cima do meu lombo.
Quanto à comida, tem dias que consigo, sim, fazer comida para mais do que um dia, mas não costuma ser com muita frequência - ou a que devia. Lá vou aligeirando a coisa em certos dias que tenho mais ocupados, mas isto está-me enraizado e é difícil sair. Por isso vou continuar a tentar cumprir estas resoluções em 2019.
Bom, mas dizer que 2018 foi um ano muito bom, embora com muito trabalho. Se eu já trabalhava muito, em 2018 arranjei um 2º emprego em quase 3 meses do ano, que me ia levando à loucura. Ainda não aprendi que não é a trabalhar que fico rica.
Mas foi uma experiência enriquecedora e que me permitiu "engordar" o meu CV com algo que me pode vir a ser muito útil.
Dizer que este foi um ano muito bom para as minhas ansiedades que andaram, felizmente, muito fraquinhas. Comecei a ser seguida por uma ótima psicóloga no final do ano passado, e este ano foi claramente o ano do corte com certos problemas que ainda residiam no meu cérebro. É verdade que nunca mais serei a mesma, mas.... estou francamente melhor! Finalmente.
E consegui atingir o meu objetivo dos 10Kms a correr! Yupppiiiiiiii..........
Fui no sábado fazer, pela primeira vez, a São Silvestre, e não morri... ainda!
Já tinha corrido 10kms há 2 semanas e, embora seja ainda muito duro para mim, consegui! Com um resultado vergonhoso, mas o que me interessa é ter acabado a corrida. A minha 1ª corrida.
Em 2018 também fiz umas viagens muito boas, fui a Verona, Veneza e Sardenha que AMEI.

Venha 2019, com muita saúde acima de tudo, já quase não peço mais nada (é a idade).
Se for possível continuarmos com emprego e um dinheirito para gastar e para gozar esta vida... melhor!

Bom 2019 a todos!!!!

Bjs

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Concurso Acredita Portugal

E mais uma vez..... Não se esqueçam!!!

Estão abertas as inscrições para a IX edição do Concurso de Empreendedorismo Montepio Acredita Portugal. Promovido pela Acredita Portugal e Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), trata-se do maior concurso de empreendedorismo de Portugal e o segundo maior a nível mundial, e tem como objetivos identificar, desenvolver e premiar ideias e projetos de diferentes setores, como o empreendedorismo social, mobilidade e tecnologia, aceitando ideias de qualquer área. Na última edição estavam a concurso mais de 11 mil ideias de negócio.A iniciativa pretende apoiar qualquer pessoa com uma ideia de negócio, independentemente da idade, nível de formação e localização no território nacional, apoiando projetos promissores com know-how especializado para o seu desenvolvimento e avaliação. Os melhores projetos têm contacto direto com investidores, especialistas e mentores, assim como o acesso a formação personalizada e a oportunidade de integrar um programa de pré-aceleração. As inscrições podem ser submetidas online, de forma gratuita, até dia 20 de janeiro de 2019 através do site acreditaportugal.pt


Força Nisso!!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Arroz de amêijoas

Este deve ter sido um dos arrozinhos assim mais espetaculares que fiz nos últimos tempos.
Para quem gosta de bivalves como eu, é assim de ir ao céu.
Peço desculpa pela foto, mas por pouco esquecia-me da fotografia, tal era a vontade de comer.


Ingredientes (Para 3 pessoas):

750g de amêijoas (usei congeladas, frescas deve ficar ainda melhor)
1 tomate
1/2 cebola picada
2 dente de alho
Azeite q.b
Sal q.b.
Vinho branco q.b.
Coentros picados q.b.
Arroz para 3 pessoas 

Comece por abrir as amêijoas apenas em um pouco de água a cobrir o fundo do tacho. Retire depois o miolo das amêijoas deixando algumas inteiras para enfeitar, e reserve. Coe a água resultante e reserve.
Num tacho, leve ao lume a cebola, os alhos picados, o tomate pelado e cortado em pedacinhos, os coentros e um pouco de vinho branco só para refrescar.
Quando ferver, junte a água da abertura das amêijoas e, quando ferver, junte o arroz. Deixe cozinhar em lume brando e, quando estiver quase pronto, junte o miolo retirado das amêijoas.
Sirva com algumas amêijoas inteiras por cima e, bom apetite!!!
Este arroz é ótimo para acompanhar peixe frito.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Mais um murro no estômago

Era domingo e, ao pegar no telemóvel, reparei que tinha uma chamada não atendida de uma colega de trabalho. Achei estranho, pois não é costume ligarem-me fora de horas, e pensei logo: "Beemmm, para me estar a ligar a um domingo à tarde, coisa boa não há-de ser".
E, ao entrar no carro a caminho de casa, preparei-me para devolver a chamada. Confesso que fiquei logo com friezas na barriga pois já estava à espera de coisa complicada.
Liguei uma vez, nada! Não atendeu. Comecei a ficar ansiosa. Ligo 2 vezes, não atende. Mau!!! Assim morro de ansiedade. Até que, finalmente, me liga ela de volta e eu atendo.
Adoro esta minha colega, que deve ser assim das pessoas melhores que já conheci em toda a minha vida, e a conversa começou assim com ela:
Ela - Estás em casa?
Eu - Não, estou no carro.
Ela - Vais a conduzir?
Eu (já em pânico porque percebi mesmo que a coisa era difícil) - Não, vou no lugar do pendura.
Ela - Tenho uma coisa muito triste para te contar
(esta minha colega sabe perfeitamente dos meus problemas de ansiedade e de como certas notícias me afetam)
Eu (a tremer por todo o lado) .....
Ela - A nossa colega (X) ligou-me a dizer que o marido foi jogar futebol de manhã e teve uma paragem cardio respiratória. E, apesar de todos os esforços do INEM, não o conseguiram reanimar.
Eu (em choque e já sem conseguir dizer nada)....
Esta minha colega é pouco mais velha que eu e o marido devia ter à volta de 50 anos. Ficou viúva com um filho ainda pequeno (a rondar os 8 ou 9 anos). Fiquei completamente de rastos, mal dormi nessa noite.
O funeral foi só 4 dias depois (tortura) e eu tive de lhe ir falar e enfrentar todo aquele pesadelo com ela, porque sempre fomos uma equipa unida e, para além de laços fortes de trabalho, temos também já amizades formadas.
Nada importa, mesmo!
Do tudo, ficamos sem nada.
E são estas histórias e episódios que me fazem pensar na sociedade dos nossos dias e no facto de sermos Pais tão tarde.
Antigamente, quando os Pais morriam cedo, normalmente as "crianças" já eram adolescentes e tinham algumas lembranças dos Pais.
Agora, com a sociedade a ser Pai/Mãe por volta dos 40, quando acontecem estas desgraças dos Pais falecerem muito cedo, as "crianças" são ainda mesmo crianças e mal vão ter memórias dos Pais.
É muito triste. Foi muito triste. E tudo isto, mais uma vez, nos faz pensar no que andamos aqui a fazer nesta correria do dia-a-dia.
Sejam felizes e não se preocupem muito com as coisas. Vivam o presente.
Mindfulness!



quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Oficialmente Mãe de um adolescente

Hoje torno-me, oficialmente, mãe de um adolescente.
Faz hoje 13 anos que dei à luz pela primeira vez, e que este dia 12 do 12 se tornou um dia especial, o meu primogénito nasceu.
Não estou propriamente muito nostálgica como às vezes acontece, mas, como já havia aqui referido no aniversário da minha filha, estou numa fase diferente. Quero que cresçam, que se tornem nuns bons adultos, pessoas interessantes e independentes. Isto de ser mãe há 13 anos, com tudo o que implica, e caindo toda a responsábilidade sobre nós, Pais, já cansa demasiado.
Ainda no sábado passado tive um jantar de Natal com os colegas e respetivos Pais da minha filha, e foi um verdadeiro inferno. O restaurante tinha mais barulho do que uma discoteca às 4 da manhã, ninguém conseguia falar com ninguém, tal era a confusão instalada com tanta criança. Já estou cansada deste mundo de crianças. Já passaram a fase da fofura desmedida, do gu-gu-dá-dá, do empolgamento com tudo o que é novidade e encanto deste mundo. Neste momento tenho uma filha pré-adolescente e um adolescente.
Só anseio por liberdade (que tarda em vir, porque tenho de ir todos os dias buscá-los à escola e fazer jantar para eles), por silêncio, por uma vida mais tranquila.
Agora tenho de me preparar ainda para uma fase conturbada. Não sei se vou ter adolescentes fáceis ou difíceis, sei é que o meu filho já está fisicamente muito diferente. Este último ano cresceu imenso, está praticamente da minha altura. Tem umas mãos e pés já enormes, e um buço proeminente que não tarda muito tornar-se-á num bigode a ter de ser aparado.
Implica com a irmã a todo o segundo (e como isso arrasa com a minha paciência senhores) e quer-me parecer que vai mesmo entrar naquela fase de armário em que não fala com ninguém e isola-se sempre que puder.
Mas enfim, se calhar está na altura de ler uns livros diferentes. Em vez de birras, agora são outras coisas. Haja paciência e, acima de tudo, sabedoria para lidar com esta fase da melhor forma sem deixar grandes mazelas em nenhuma das partes.
Parabéns filhote! Tens sido um miúdo exemplar, sempre mais adulto que criança, muito responsável, bom aluno e já com uma cultura de fazer inveja a muita gente (a mim, or exemplo).
Que continues assim, e que percebas que a vida tem de ser vivida com alegria, amigos, família, viagens, comida, convívio, e tudo o mais que ela nos puder dar e nós merecermos.
Chuac!


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Dos Casamentos à Primeira Vista

Antes de mais, perdoem-me a falta de assiduidade por aqui, mas voltei àquela vida difícil de ter 2 empregos, e essa fase arrasa comigo. A única coisa em que penso é em descansar no pouco tempo livre em que não trabalho.
Mas adiante... Vocês vêem os "Casamentos à Primeira Vista"? ou são daqueles que têm vergonha de dizer que vêem e por isso passam por lá assim só de raspão para garantir que não perdem o fio à meada?
Pois eu sou fã já há algum tempo. Comecei por ver, por acaso, o Australiano. Fiquei viciada. Depois veio o Inglês, adorei, e por fim, o Espanhol. Vi todos! Ao início nem queria acreditar que um programa daquele género era possível, meu Deus, quem se atrevia a entrar numa aventura destas?
Mas... como em muita coisa da vida... primeiro estranha-se... depois entranha-se...!
E que dizer do Português? que seguiram um formato um tanto ou quanto diferente dos outros países, e que lá me vai prendendo ao ecrã todos os dias.
Comentários:

Daniela e Daniel: Ela é um Amor de pessoa, daquelas que dificilmente se encontram por aí. Completamente genuína, boa pessoa, e para quem a vida vai andando na boa onda, sem grandes complicações. Ele? Meu Deus, uma criancinha que não faz ideia do que é a vida. Um parvalhão que, ou cresce... ou vai estar enterrado na sua birrinha a vida inteira. Não mudes não, que perdes a fantástica Daniela e todas as seguintes que te aparecerem à frente.

Graça e José Luís: Adoro a Graça, uma mulher madura já muito vivida, e muito bem resolvida. O "Conde" José Luís também gosto, é um Senhor, sempre bem vestido e bem apessoado, e todo o esforço que está a fazer para que a relação funcione só lhe dá pontos a favor. Torço, sinceramente, para que dê tudo certo.

Eliane e Dave: Adoro o Dave! é um boa onda, um querido e.. apesar de viver apenas naquele mundo do Guincho e do Surf, é uma pessoa com maturidade, com pensamentos coerentes e alinhados. Ela, uma miúda que liga o complicómetro todos os dias. Não acredito que fiquem juntos. Ele vai é arranjar a mulher da vida dele depois do programa acabar, pois está a conquistar meio mundo com a  sua maneira de ser. Ela vai afastar toda a gente. É muito criancinha. E isto de juntar Cascais com a Foz do Arelho é não ter mesmo noção de como vivem uns e outros. São mundos demasiado opostos, gentes com formas e ser demasiado diferentes. Já foram!

Ana e Hugo: Ele é completamente queimado da tola! Não consigo perceber o que fez durante 1 ano no templo kadampa em Sintra, pois parece que não teve efeito nenhum. E se aqueles budistas são fantásticos! Conseguem mudar a cabeça de qualquer um, pelo que o caso dele deve ser mesmo complicado. Já dela, ainda tenho pior opinião. Perante uma pessoa como o Hugo, e de perceber claramente que não o suporta nem pintado de ouro, ela continua a escrever "Ficar" no seu cartãozinho, porque o dinheiro que ali ganha dá muito jeito para a sua vidinha. É demasiado óbvio que vai fazer perdurar a relação somente para ganhar o dela. Esta "senhora" não vale nada. Não sabe falar, não sabe estar, consegue até fazer-se a outros enquanto está com o marido (é o hábito).. enfim...

Quanto ao resto, ainda é cedo para dar opinião. Posto isto, e concluindo, torço ainda pela Graça e José Luís. De resto... não dou nada por ninguém

domingo, 28 de outubro de 2018

Verão M

Mais uma série portuguesa que nos prendeu (a mim e aos miúdos) ao ecrã todos os sábados ao serão. Quando não podíamos ver, arranjávamos depois um espacinho nos dias seguintes para nos sentarmos todos juntos no sofá a apreciar o episódio. Mais uma ótima produção portuguesa sem estar desenfreadamente à procura de audiências. Descomplicada, simples, que mostra a necessidade e a felicidade das crianças brincarem juntas e terem experiências divertidas nas férias de verão.
Adorei! Os meus filhos também! E eu fiquei também a conhecer Moledo, que nunca conheci, e que mostrou ser um local parecido com a foz do Arelho no que ao clima diz respeito. Sou capaz de não querer ir lá no verão...ehehe
Também gostei que tivessem colocado no elenco crianças da zona norte do país com aquela pronúncia típica.
Pode não ter sido o sucesso de audiências das novelas.
Para mim, foi perfeito.
Venham mais



domingo, 21 de outubro de 2018

Lasanha Vegetariana

Mais uma receitinha vegetariana para fugir à carne e peixe, que me cansam cada vez mais.
Ficou ótima, só com legumes biológicos que agora compro no mercadinho perto de minha casa aos sábados.



Ingredientes (para 4 pessoas):

1/4 couve flor
1 alho francês 
1 cenoura
100 g de cogumelos (usei shitake)
1 mão cheia de espinafres
1 Beringela pequena fatiada
4 tomates pequenos
Tomatinhos cherry para enfeitar
Molho bechamel q.b.
Placas de massa para lasanha (usei 12)
Queijo parmesão ralado.
Azeite q.b.
Pimenta q.b.
Manjericão q.b.

Comece por grelhar as fatias de beringela. Reserve. Num tacho, aqueça o azeite e junte o alho francês fatiado fininho, a couve flor picada, a cenoura ralada e os cogumelos partidos aos bocadinhos. Deixe refogar, tempere de sal e pimenta. Junte os tomates pelados e cortados em pedaços pequenos. Deixe cozinhar alguns minutos e junte depois a beringela cortada em pedacinhos e as folhas de espinafre picadas. Deixe cozinhar tudo alguns minutos e, por fim, um pouco de folhas de manjericão.
Faça o molho bechamel com um pouco de margarina, farinha e leite. Junte um pouco de noz moscada.
Alterne então as fatias de lasanha com o molho de legunes. No final, na última camada de massa, acrescente um pouco de polpa de tonate e o molho bechamel. Enfeite com os tomates cherry cortados ao meio, polvilhe de queijo parmesão ralado e leve ao forno, cerca de 30 minutos.

Bom apetite!