quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Em casa

Não sou pessoa de ficar muito tempo em casa. Devo ter uma espécie de bichos carpinteiros embutidos em mim, que não consigo ficar muito tempo quieta, muito tempo no mesmo sítio. Ao fim de semana arranjo sempre coisas para fazer fora de casa, nem que seja ter de fazer compras a maior parte das vezes, ou ir tratar disto ou daquilo. Em casa é que não.
Mas hoje, que este querido feriado abandonado resolveu voltar, até dou graças a Deus que tem estado um tempo horrível a chover a manhã toda, e com um dia super cinzento.
Estava a precisar mesmo de não fazer nada, de passar um dia na ronha, a tratar de coisinhas cá de casa, a deambular pelo sofá, apanhar umas roupas, validar cenas de mulher a dias.
Não é normal em mim, mas está a saber muito bem.
Mandei vir comida para não dar por mim a ter de fazer tudo e mais alguma coisa ao mesmo tempo (já bem basta em dias de semana normais). Já tratei de assuntozinhos em atraso, já vi TV, já dormitei, já arrumei roupa, já fiz gelatina para os putos...enfim... dá para fazer tanta coisa num dia só!
Para a semana há mais (tão bom), que uma pausa a meio de uma frenética semana, é do melhor que podemos ter.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Restaurante Pharmácia

Já tinha ouvido falar do restaurante umas 2 vezes e sempre bem. Confesso que já andava com vontade de experimentar, mas ainda não tinha surgido a oportunidade.
Fui lá este fim de semana. Gosto muito do conceito de pedir pratos para partilhar porque assim podemos petiscar vários, mas achei os preços completamente exorbitantes.
Cada prato custa uma média de 12 a 13€ e, como são para petiscar, são mais pequenos do que os outros, pelo que para 2 pessoas devem ser pedidos 3 a 4 pratos.
O ambiente é engraçado mas não espetacular. Estava a abarrotar de turistas e é muito barulhento. Dizem que no verão é mais interessante pois podemos ficar na esplanada e tem uma vista ótima, mas como fui com este tempo de chuva, fiquei lá dentro.
Tem alguma piada os adereços e a decoração toda ao estilo farmácia, mas servirem-me uma água com gás num frasco de xarope é um pouco estranho... já para não falar da conta vinda dentro de um boião de urina. É giro, sim, mas não achei o máximo.
Relativamente à comida propriamente dita, tudo o que provei, desde os vários pratos à sobremesa, era tudo realmente excelente. Por isso, olhem, tirem as vossas conclusões. Eu gostei, mas não tenho vontade de voltar a correr.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Vidinha!!

Estou um caco! Literalmente! No fim de semana passado não consegui descansar quase nada e andei a dormir mal. De maneiras que cheguei a 2.feira completamente de rastos, parecia que vinha da guerra! Tenho tido uns dias de trabalho alucinantes, problemas e stresses até à décima casa, e continuo a dormir mal. Hoje sentei-me a trabalhar às 08:00 e foi non-stop todo o santo dia. Não parei para beber café (porque não o bebo), quase não fui ao WC, almocei num instante e nem tive tempo para lavar os dentes. Saí a correr ao final da tarde para levar os miúdos ao piano, fiz o jantar à pressa com uns robalos ainda meio congelados, corrigi trabalhos de casa, ajudei a fazer outros, respondi a mais emails, pus-me a passar a ferro, fiz uma máquina de roupa.
Neste momento sentei-me um pouco no sofá a escrever este post, para a seguir  ir tratar das roupas dos miúdos para amanhã, arrumar a roupa que passei a ferro, estender a máquina que está a lavar e, quem sabe, tomar depois um banho para poder ir dormir. A sério, isto não é vida. Tenho dito isto a mim própria diariamente quando me levanto mais cansada do que me deito, porque acho que tenho de tomar certas decisões na minha vida para mudar este rumo auto destruidor. Não vou aguentar este ritmo muito mais tempo. Sou uma autêntica escrava do tipo de vida que escolhi, e estou quase a bater no fundo. Já não aguento muito mais porque, isto, não é vida!!!!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O dia em que o mundo mudou, pela 2ª vez

O mundo mudou no dia 11 de setembro de 2001 - para pior! E tenho a ligeira sensação de que o mundo vai voltar a mudar bastante a partir de hoje, dia 09 de novembro de 2016, e igualmente para pior.
Contra a maioria das expectativas, foi eleito para Presidente dos Estados Unidos da América Donald Trump. O homem que ofende quem lhe apetece, que oferece guerra e porrada a quem se meta na frente, que não tem qualquer pudor em dizer o que acha, mesmo quando as suas opiniões envergonham mesmo as visitas lá de casa.
Nunca tinha visto um candidato tão politicamente incorreto ganhar. Há americanos verdadeiramente chocados, mas o que é certo é que foram eles que o elegeram. Pergunto-me se me escapará alguma coisa, se haverá algo por trás que não estou a perceber bem, afinal de contas, não sou americana, não vivo a vida deles. Será o cansaço de ser sempre vira o disco e toca o mesmo? Veja-se o que aconteceu também em Portugal com o BE, em Espanha com um governo por formar quase 1 ano, ou na Grécia com a eleição do Syriza. Muitos dizem-me que não. Que os americanos são ignorantes, que acham que o Oceano Atlântico no mapa mundo representa o lago Michigan e que 1/4 dos mesmos acredita que o Sol gira em torno da terra. Só não percebo como é que um povo destes se transforma na potência mundial que é. Será do patriotismo? será do quê?
O que sei, é que o mundo, hoje, está com medo! Se este homem cumpre o que andou a apregoar toda a santa campanha eleitoral, somos capazes de estar numa grande embrulhada. Se calhar é o fim do mundo que vem aí de vez, um salve-se quem puder.
Deus nos acuda, que temo precisarmos de bastantes reforços.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Olhem que coisa mais linda

Principalmente depois de ter passado o dia inteiro a fazer quilómetros de um lado para o outro, com umas botas supostamente confortáveis mas que me deixaram os dedos mindinhos feitos num oito, sabe bem demais.
Já está frio, desde ontem que o mais que faço é tremer o dente, e estes amigos aqui para além de fofos até mais não, são quentinhos e confortáveis. Custaram-ma 15€ no continente e são a coisinha má boa de sua dona. Ai k'a bom!!!


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

How Not To Die

Tem um título um pouco exagerado, talvez, mas é o último livro que ando a ler.

Fala sobre alimentação, e explica como não morrer de uma série de cancros, doenças degenerativas, cardiovasculares, diabetes, etc, através simplesmente da alimentação.
Esse pecado, arte, obrigação, etc, que nos leva a cometer excessos e erros crassos com consequências nefastas para a nossa saúde.
Os tipos de doenças com as quais nos deparamos aos nossos dias são assustadoras. Aparecem cada vez mais cedo, cada vez em maior quantidade e a alimentação é um tema chave. Já diz o velho ditado: "Somos aquilo que comemos". E cada vez mais me convenço disso.
Não gosto de fundamentalismos, acho que uma alimentação variada é capaz de ser sempre a melhor solução, mas os hábitos dos nossos dias com uma alimentação altamente processada só pode dar mau resultado. Por causa da pressa, por causa da falta de tempo, porque somos gulosos, porque estamos sempre stressados, porque é aquilo que os supermercados mais têm.
E temos de abrir os olhos!
Existem vários livros do género, e nem todos preconizam exatamente o mesmo, mas há uma base mais ou menos comum. Por enquanto, comecei a ler este. Talvez outros se possam seguir com opiniões mais contraditórias, e há que retirar aquilo que o nosso bom senso nos vai ditando.
Há que cuidar do nosso corpinho, porque só temos este, e só se vive uma vez.
Fiquem bem!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Inevitabilidades

A mudança de hora para o horário de inverno é, para mim, talvez das piores alturas do ano. Sabe-me muito bem dormir mais uma hora (sim, porque desde que os miúdos me deixam dormir, esta hora é aproveitada mesmo na caminha), mas o que traz de seguida é um rol de chatices que preferia evitar.
Primeiro, é aquele acordar já com Sol alto que me faz sentir a bater de frente contra uma qualquer artificialidade matinal. Depois, aquele anoitecer perto das 17:30h que me dá uma depressão daquelas.
E por fim aquela inevitabilidade de que a época de verão morreu, e de que agora temos pelo menos 6 meses pela frente de frio, chuva, roupa, casacos, Natal a aproximar-se (blhéc..).
Acho que já aqui disse anteriormente que, se fosse eu a mandar, não havia mudança de hora. Não gosto de artificialidades, não gosto de mudanças bruscas, não gosto do termo "ter de me habituar".
Sei que pareço uma bota de elástico com estas palavras, onde é que já se viu uma pessoa não querer mudança, mas eu assumo. Não gosto de mudar, não gosto que me troquem as voltas se tenho de seguir uma determinada rotina para ter a vida mais ou menos controlada.
Mas pronto, é a vidinha. Chegámos aos dias pequenos, e o melhor que há a fazer é aproveitar o que temos, e não passar os dias à espera de maiores e melhores alternativas.
Buáááá´!!!!

domingo, 23 de outubro de 2016

Super Mães

No outro dia estava na aula de ténis com o meu filho e, enquanto os miúdos jogam, as mães (e os pais) que ali estão à espera que a aula acabe, põem-se na conversa uns com as outros.
E nisto, fiquei a saber que uma das senhoras que ali estava, vem do alentejo 2x por semana para o filho poder jogar ténis numa escola que o leve a torneios e o faça evoluir naquela modalidade.
Fiquei de boca à banda! a sério. Disse que onde mora, o ténis que existe é mais de brincadeira e de aprendizagem básica, e que se os miúdos querem evoluir têm de ir para uma cidade maior.
Então a senhora (e o respetivo filho) faz uma viagem de ida e outra de volta (2 horas cada viagem) para o filho ter aulas de ténis de uma forma mais intensiva. Ainda me saiu uma frase do estilo: "Quase mais valia mudarem-se para Lisboa", ao que ela respondeu que não, que também tem um trabalho que lhe permite ter essa flexibilidade, e que na altura em que decidiram vir, foi uma decisão difícil, que passou algumas noites mal dormidas à conta da decisão, mas que depois pensou: "Se não nos sacrificarmos pelos filhos, sacrificamos-nos por quem?"
Eu e outra mãe que lá estava olhámos uma para a outra e concordámos que, se fosse connosco, teríamos de dizer ao nosso filho que pensasse noutra coisa para fazer. Mas isto deixou-me a pensar. Há mesmo super-mães por aí! E, neste caso, eu não serei certamente uma delas!
Que grande exemplo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

As minhas corridas

Comecei a correr há cerca de um ano, mas a coisa não tem sido fácil. Primeiro, porque só consigo correr uma vez por semana, o que não me dá para grandes evoluções. Segundo, porque as minhas ansiedades com a saúde não me deixam esticar muito a corda, e não consigo puxar por mim até ficar com os bofes de fora, para não estar sempre a achar que me vai dar uma coisinha má. E terceiro, porque também não tenho companhia, o que torna o ato sempre mais limitado, pois a partilha deste tipo de experiências e o convívio ajuda muito a evoluir neste contexto.
Por isso, apesar de já andar em treinos há 1 ano, a coisa tem-se dado muito lentamente. Mas nestas férias de verão, consegui aproveitar para ir correr até à praia, para correr na passadeira do ginásio de hotel mais do que 1 vez por semana, o que foi logo suficiente para ganhar mais resistência. Neste momento, já consigo correr entre 20 a 30 minutos seguidos (é certo que corro bem devagarinho), mas a resistência que consegui alcançar ao dia de hoje já me deixa muito feliz e esperançosa. Ainda não me consegui meter em nenhuma corrida (são quase todas de 10km), mas acho que por este caminho, ainda que muito  devagarinho, vou lá chegar. Ainda falta muito, mas já faltou mais, e é nisso que agora me foco.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Mensagem da semana


Tanta desilusão, são umas atrás das outras. As pessoas são tão estranhas, tão perversas, tão maquiavélicas, tão falsas, têm tantas caras....

Acho que estou a precisar de arranjar um cão!

sábado, 8 de outubro de 2016

O verdadeiro artista: Herman José


Adoro-o, admiro-o desde miúda, e até já foi alvo de um post meu, há uns tempos atrás. Ontem fui ver um dos seus muitos espetáculos, que tem dado por aí cidade fora. Foi o máximo!! Chorei a rir, já me doíam os abdominais de não conseguir parar de rir. Este homem é verdadeiramente genial, um artista único. E, apesar de já serem muitos anos, apesar de já haverem piadas repetidas e números esperados, consegue sempre surpreender-me pela positiva. Este homem é um exemplo para a sociedade e para outros artistas que, por falta de trabalho, entram num ciclo decadente vicioso difícil de quebrar. O Herman vai à luta, volta à estrada, dá espetáculos pelas juntas de freguesia, oferece-se para programas de TV onde não seria natural a sua presença, enfim, faz tudo o que está ao seu alcance para continuar no ativo e conseguir pagar as contas. Trabalha com dignidade, sem espaço a vergonhas, dentro das regras estabelecidas numa sociedade muitas vezes injusta e cruel para os artistas, e nunca o vimos a chorar pela vida ou pelo destino. 
És grande Herman! E tens aqui uma fã para a vida!






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Praia de outono

Adoro ir à praia quando supostamente já não é tempo dela, mas a temperatura ajuda e há pouca gente já em "mood" verão.
Vai daí, aparece-nos uma praia magnífica, deserta, cheia de cheiros, sons e prazeres da natureza. Tão bom!!!


domingo, 2 de outubro de 2016

Marcas de Infância

Decididamente, os lugares por onde passas na tua infância, as pessoas com quem convives, a família que mais te rodeia, os sabores que provas, os pequenos detalhes das casas por onde passas, as imagens que te ficam na mente, aquilo que te faz rir, aquilo que te traz segurança, jamais sai da tua memória. E hoje tive a prova disso. Passaram talvez perto de 30 anos sobre algumas caras que vi pela última vez, por sabores que nunca mais experimentei, por convívios que jamais voltei a presenciar. Mas por mais anos ou décadas que passem, há marcas que te ficam para sempre, mesmo que não faças o mínimo esforço para que isso aconteça. Chamam-se a isso as nossas raízes, a nossa essência. E por vezes, na correria do dia a dia, não me apercebo da verdadeira importância das vivências que dou aos meus filhos, das pessoas que os rodeiam, das influências que vão ter, das memórias que poderão partilhar.
A infância é, sem dúvida alguma, a base de toda a nossa complexa construção enquanto ser humano. Por isso, haja saúde, muita alegria, paz e felicidade para todas as crianças deste mundo. Será a única forma de termos um mundo de adultos mentalmente sãos.


sábado, 24 de setembro de 2016

Há dias que valem por uma semana de férias

E hoje foi um desses dias.
Fomos, em conjunto com uma boa quantidade de amigos fantásticos, fazer a descida do rio zêzere desde a Barragem de Castelo de Bode até Constância. Já foi a terceira vez que o fiz, sendo que a última vez foi ainda antes de ter filhos. O dia esteve fantástico, nem frio nem demasiado calor, paisagem linda, aves bonitas, só os sons e as cores da natureza. Para quem vive em plena cidade estes momentos de convivência em plena natureza valem ouro. Adorámos, tomámos umas belas banhocas no rio, remámos muito, cansámo-nos mais e convivemos com quem gostamos.
Foi tão bom!! Não tirei fotos porque o medo de molhar aparelhos valosos não me deixou levar nada a bordo. 
Mas fica uma imagem da net para terem uma ideia. E já agora, a empresa a quem contratámos o evento foi a Aventur, que foram super profissionais e sempre com um tónica de segurança bem presente. Recomendo.






sexta-feira, 23 de setembro de 2016

6 anos de blog

Este blog fez ontem 6 anos.
Lembrei-me uns dias antes, mas ontem acabei por me esquecer, pelo que segue aqui o post de Parabéns para mim e para todos aqueles que espreitam por aqui de vez em quando. 
Tenho sido menos assídua, é um facto. Mas a quantidade de trabalho, de afazeres, e da necessidade gigante em descansar e não fazer nenhum, tem-me afastado do PC ou do teclado do telemóvel.
Tenho tido muito poucos comentários ultimamente, não sei bem se estão aí desse lado com a regularidade que era costume, mas as estatísticas dizem que sim, que há leitores por aí.
Por isso, e porque 6 anos não são para deitar fora, vamos comemorar!!


Obrigada a todos vocês que estão do outro lado do monitor. Espero servir-vos para alguma coisa quando aqui vêm espreitar, e que o vosso dia ganhe um bocadinho nais de cor.
Um bem-haja para todos.