segunda-feira, 25 de maio de 2015

Famílias desestruturadas

Já há algum tempo que não falo aqui da emigração, e do meu Emigration Report, porque entretanto passei uns tempos sem ouvir falar de ninguém à minha volta que se tivesse ido embora. Mas ontem, enquanto via o novo programa "Cook Off" caiu-me a ficha outra vez. Estava um senhor a contar, enquanto choramingava, que a mulher era professora e tinha sido colocada em Coimbra (o senhor morava na Beira Alta), e por isso agora estava longe da mulher e do filho que tinha ido com ela. Esta semana, o meu filho veio dizer-me que duas das suas coleguinhas de escola vão abandonar o país agora no final do ano, porque o seu Pai já se foi embora (uma vai para o UK - mais uma - a outra irá para a Irlanda). E eu só penso: Mas a única coisa que este País sabe fazer é dar cabo das famílias? É desestruturá-las? Obrigá-las a viver uma vida à distância, até que todos se possam encontrar de novo, quando as condições assim o permitem? Olhem fico tão triste, tão incomodada com isto, que não consigo deixar de pensar no assunto, e de imaginar, que num dia não muito longínquo - aliás parece estar cada vez mais perto - irá calhar-me a mim também.
Que tristeza!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Esta mulher cada vez me surpreende mais pela negativa

A revista é antiga (de janeiro), mas eu encontrei-a agora numa sala de espera. Esta mulher, cujos livros já decidi deixar de ler há algum tempo, só diz disparates. Ora atentem bem às letras gordas:


Portanto, a única característica que podia interessar a uma mulher muito oca, como ela insiste em continuar a mostrar que é. Oh senhores!!

Altos e Baixos, altos e Baixos

É como eu ando. Se há dias em que me sinto mais arejada, mais elevada, com um espírito positivo que ultrapassa as minhas questões psicológicas que me andam a limitar, outros dias há que me deitam completamente abaixo. Basta ouvir uma conversa menos simpática, uma frase que me marca mais do que devia, uma sensaçãozinha no corpo. Qualquer coisa. Ainda há muita instabilidade na minha pessoa, e isto não anda bem.
Como eu quero que isto passe depressa, senhores. quero a minha vida normal de volta. Possa!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

E ainda dos exames

Hoje foi o dia do exame de matemática. E mais uma vez as borboletas na (minha) barriga. Sim, porque ele estava na boa.
Agora à hora de jantar ouvia os comentários "contra" de alguns professores na TV, que declaravam ser um programa desadequado, complexo, abstrato. Eu, que não sou professora, não tenho o "calo" para poder proferir certas opiniões a respeito do dito assunto, mas lá que eu fico abismada com a quantidade de matéria que os miúdos hoje em dia dão na escola primária, fico. Dão polígonos a uma profundidade exagerada, frações que eu só vi pela primeira vez para aí no 6º ano, para além de toda a outra matéria básica que tem de ser bem percebida. É um programa pesado, não há dúvida. Mas também não tenho dúvidas que os nossos miúdos devem ser dos mais bem preparados desta Europa, e quiçá, do Mundo. Já conheci quem fosse para inglaterra com miúdos na primária e que, apesar de não dominarem o inglês, brilhavam ao pé dos outros na matemática. Se está correto assim? Não sei! Se é muito duro para as crianças? Também não sei. Mas há 30 anos atrás, tenho em crer que era seguramente mais "leve", concluir a instrução primária.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Eu hoje estou quase a voar

Bolas!
Quem é que abriu a janela e a porta ao mesmo tempo? Já viram a corrente de ar louca que aí anda?
Como sou relativamente leve, tenho sempre medo destas rabanadas fortes. Tenho sempre a sensação de que me vai atirar para cima de algum carro ou levantar-me os pés do chão.
Me-Do!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Barbárie

Não tenho adjetivos que consigam descrever o terror que se viveu em Salvaterra de Magos entre 2 jovens menores de idade. Foi de tal ordem monstruoso que fico com pena de ambos e das suas famílias. Não faço ideia do que se passou entre os 2, mas o seu encontro deve ter sido tudo menos inocente. Hoje lia uma mensagem da mãe do "criminoso" que dizia isto:



Este jovem de 17 anos já tinha cadastro, já tinha cometido outros crimes antes, e já tinha vivido em instituições próprias para correção. Não querendo de forma alguma desculpá-lo, que o que aconteceu não tem desculpa possível, mas o transtorno da mente deste rapaz era e é, seguramente, demasiado gigante para ser ignorada. Aperceberam-se tarde demais, depois de uma tragédia dantesca.
A sua mãe escreve este texto a matá-lo na sua vida, e a ignorar que um dia houve um bebé que saiu de dentro de si e que foi responsabilidade sua. É verdade que os pais não têm de ter culpa de tudo, e não conheço esta história familiar, nem a vida dura que certamente a mãe já terá tido. Mas uma mente perturbada destas tem também (para além de outros muitos possíves fatores) origem numa grande desestruturação familiar. E nisso, também cabe à sua mãe fazer uma instrospeção profunda e não um um simples corte com uma vida que também lhe pertence.
E paz às "suas" almas!

Exames!

O meu pequenino, o meu bebé, o meu menino, já tem hoje exame de 4º ano. Coitadinho! Embora não o tivesse achado muito nervoso, vi-o a fazer perguntas um pouco disparatadas que denunciaram a sua ansiedade perante o facto.
Sou da geração em que não havia exames nenhuns do género, por isso nem sei muito bem ter opinião sobre o assunto. Que é preciso nivelar os alunos e perceber, em momentos chave, quão bem sabem a matéria base para transitarem de ciclo, é um facto. Mas também me custa submetê-los a tanta pressão, tendo em conta todas as pressões que já existem hoje em dia nas suas pessoas pequeninas.
Meu menino. Sei que sabes muito, tens sempre boas notas, e normalmente só erras por distração. Já escreves melhor (sem erros) como muitos adultos nunca o conseguiram fazer, por isso sei que te vai correr bem, e que vais ficar mais aliviado depois de perceberes que um exame não é nenhum bicho de sete cabeças.
Boa sorte meu amorzinho!

sábado, 16 de maio de 2015

Mindfulness - 3a semana

Já Vou na 3a semana a seguir as instruções do livro Mindfullness, como já vos tinha mostrado num post anterior. Também continuo com o yoga uma vez por semana, e ando a fazer terapia psicológica. E posso dizer-vos que têm sido os dias mais calmos da minha vida. Não tornei a sentir uma ponta de ansiedade, tenho dormido lindamente e sinto-me muito bem. Não sei qual das 3 está a ter mais efeito em mim, mas apostaria que a meditação tem tido o maior efeito. Às vezes, olhar para as coisa apenas numa perspectiva ligeiramente diferente, é o suficiente para podermos caminhar em paz. E é tão bom andar sem ter sempre água a ferver dentro de mim. Que alívio! 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Festa Brava - Olé!!!!

Ontem estreei-me na festa brava. Nunca tinha ido a tal evento, mas há sempre uma primeira vez para tudo, não é verdade? E então era o Campo Pequeno ao rubro (cheiíssimo), família Ribeiro Telles em ação, forcados de Vila Franca de Xira e de Coruche. Ohem, só vos digo é que adorei!! Ver um espetáculo destes ao vivo é, realmente, outra coisa. Os bichanos (touros) eram alguns de um porte realmente assustador. Dois deles tinham quase 600 Kg, coisita pouca.
Tenho consciência de que me fartei de fazer caretas assustadas e interjeições várias ao estilo de: "Ai", "Ih", "Sseee", e outras que tais.

Reações que me vêm à cabeça depois de assistir ao vivo a um evento destes:

1. Portugal é mesmo país que gosta de touradas. E não há a mínima hipótese de ignorar tal facto;
2. A quantidade de loiras pintadas acabadas de vir do cabeleireiro para a festa, eram aos magotes;
3. É preciso ter tomates bem GRANDES para se meter em frente a um bicho daqueles para a pega, e correr REALMENTE risco de vida em cada tentativa. Para mim foi do mais impressionante que presenciei enquanto lá estive;
4. O touro, depois de cansado, fica com a língua de fora completamente branca (coisa estranha, mas aconteceu com todos);
5. Não percebo mesmo nada daquilo pois, quando chegou o intervalo, levantei-me para ir embora a achar que já tinha acabado.

E é isto. Deixo-vos umas fotos da minha estreia daquilo que é um ex-libris do divertimento ibérico :)

O Início

Um dos bichanos

António Ribeiro Telles em ação


Ajudar a acalmar o touro :)


E os donos dos GRANDES tomates!!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os meus 3 anos de acordo ortográfico

O acordo ortográfico entrou na minha vida há 3 anos atrás, com a entrada do mesmo no ensino escolar. O meu filho entrara então no seu 1º ano de escolaridade e eu, resolvida que estava em ajudá-lo e a não fazer figuras tristes, aderi também de imediato.
Comecei a escrever segundo o acordo, mas sem o estudar devidamente, pelo que comecei a fazer as minhas alterações na escrita de acordo com o que eu fui aprendendo sobre o "acordo".
Hoje, 3 anos depois, continuo sem o saber. Sei as palavras mais óbvias como "ótimo" sem o "p", ou "projeto" sem o "c", mas continuo cheia de dúvidas, mesmo vendo os meus filhos a escrever e os livros que vão surgindo. Há palavras cuja alteração é tão significativa que nem lembra ao menino Jesus (com o devido respeito), como minissaia por exemplo. Tenho consciência, portanto, que há 3 anos que misturo acordo velho com acordo novo, e das duas uma:
- Ou agora me ponho a estudar e a ter cuidado à séria,
- Ou nunca mais vou conseguir escrever corretamente, o que me entristece profundamente, dado que sempre fui uma rígida defensora da escrita sem erros ortográficos. Sempre me causaram consternação e alguns arrepios, e tentei muitas vezes corrigir quem podia.
Mas agora..... estou um bocadinho perdida. E acho que nas próximas décadas, sem ser em órgãos de comunicação social (e ainda assim vamos ver...), nunca mais vamos ver um português corretamente escrito. Porque se a língua portuguesa já era difícil, agora então, é a confusão total.

Dia de Nossa Senhora

E é impossível não pensar naqueles peregrinos que perderam a vida por causa de um ser com delinquências recorrentes (segundo a comunicação social), e que agora também terá a sua vidinha toda estragada somente com vinte e poucos anos. Mas há por aí com cada um, que contado ninguém acredita!
Enfim...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pavlova de Frutos Vermelhos

Tão boa que esta coisinha ficou, senhores. Tão boa!!! E que fácil que é de fazer. De comer e chorar por mais. Tirei a receita de uma página de facebook que me apareceu à frente com a receita.





























Ingredientes:

4 claras
175g de açúcar (este valor já é menos do que a receita original, pois tiro sempre um bocado de açúcar)
1 c. chá de farinha maisena
1 c. chá de vinagre de vinho branco
1 c. chá de extrato de baunilha

Para a cobertura:

200ml de natas
raspa de 1 limão
1 c. chá de extrato de baunilha
1 embalagem de frutos silvestres para decorar
açúcar em pós q.b
6 morangos em puré

Ligue o forno a 180º com ventilação.
Bata as claras em castelo. Quando estiverem bem firmes, junte a pouco e pouco o açúcar (cerca de 2 colheres de cada vez) envolvendo bem entre cada par de colheradas. Continue a bater as claras até que fique uma mistura bem homogénea e brilhante. Junte depois a maisena, o vinagre e a baunilha e envolva apenas já sem bater.
Coloque o merengue sobre uma folha de papel vegetal untada com margarina, fazendo um círculo com a ajuda de uma espátula. Faça uma ligeira cavidade ao centro para ajudar depois a reter o recheio. Coloque no forno, baixe a temperatura para cerca de 120º e deixe cozer 1h e 30 minutos. Desligue o forno e deixe arrefecer o merengue por completo dentro do forno. Eu deixei-o lá de um dia para o outro.
Depois de frio, retire-o do papel vegetal com cuidado e coloque-o no prato de servir.
Bata as natas em chantily, juntando a raspa de limão e o extrato de baunilha (esta tarefa para mim é sempre difícil, porque nunca consigo ter a consistência certa de chantily -  nota-se na imagem). Cubra a pavlova com este chantily. Deite depois o puré de morangos por cima e por fim, os frutos silvestres. Polvilhe com açúcar em pó e está pronto a servir.

Bom apetite!

domingo, 10 de maio de 2015

Presente

Se há coisa que a meditação me tem ajudado a perceber, é a dádiva do "presente". Passamos a vida a lamentar o passado e a sonhar com o futuro, mas... e o presente? O passado já lá vai, o futuro não sabemos como vem, por isso, porque não aproveitamos melhor o presente? Será por isso que se chama assim? Porque é um presente que a vida nos está a dar e nós sempre a desprezá-lo?
Fica o pensamento do dia, e uma foto do dia maravilhoso que o "presente" me deu. Que dia fantástico, que tempo fantástico, que almoço maravilhoso, que cidade linda!!



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Avaliação de Professores

Ía no trânsito a ouvir as notícias, e fiquei em estado de choque. Mais de metade dos professores contratados chumbaram nos respetivos exames. Mais de metade! Mas quem é que anda a ensinar os nossos filhos, senhores?
Sabem que mais? Acho muito bem que se avaliem professores, e ainda digo mais - (Já sei que vou levar na cabeça com este comentário, mas não me importo) - Acho que o valor para se considerarem aptos num exame devia ser bem superior a 50%. Não vi os exames, mas não acredito que a matéria exposta não tenha de ser do teor do conhecimento dos professores para a poderem ensinar - parece-me óbvio. Ninguém devia poder ensinar os futuros adultos de Portugal sem ter um conhecimento acima da média da matéria a lecionar. E também digo que, para isto acontecer, os professores não poderiam ser tratados como lixo, como têm sido em muitas circunstâncias. Deviam ganhar bem, para ensinar bem, que é da cultura e aptidão de gerações que estamos a falar.

ePark

Usei hoje, pela primeira vez, esta aplicação da Emel para o parquímetro em Lisboa. Para quem como eu, anda sempre à rasca de moedas, seja por causa do estacionamento ou máquinas de vending, ando sempre à caça da moedinha no porta moedas, ou em cafés a pedir para me trocarem notas. A cara que me fazem é sempre de frete, às vezes dizem que só me trocam porque estão bem dispostos...enfim, uma verdadeira chatice. E agora acabou. Gostei mesmo, até porque posso cancelar o pagamento caso chegue mais cedo, e não tenho de andar a deitar dinheiro à rua. Não sei se esta aplicação está disponível para outros sistemas operativos que não o iOS, mas hoje, depois de ver o que a tecnologia me permite, só pensei:
- Epá, quem tem um iPhone, tem tudo!!
:)