sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bárbara e Carrilho

Um verdadeiro filme de terror. Para eles, para as respetivas famílias e, principalmente, para os filhos.
Tenho pena dos 2, que devem estar a passar pelo pior momento das suas vidas, e tenho muita pena das crianças, principalmente do mais velho que já irá ter fortes memórias destes tristes acontecimentos.
Não acredito que algum seja o Santo desta história. A Bárbara tenta fazer-se de vítima do ex-marido, mas há muito fumo à volta dela para que não haja por ali fogo sujo, comportamentos muito duvidosos. Quanto a Carrilho, também não consigo imaginá-lo como vítima de tudo isto. Ambos devem ter aturado muita coisa um do outro, e agora rebentam como rolhas presas de uma pressão imensa.
Querem vingar-se um do outro, usando os filhos, pois são o seu mais que tudo. Ambos querem o mal um do outro, isso está à vista.
Que a justiça impere. Mas porque é que não decidem uma guarda partilhada com acompanhamento?
Que tortura tão prolongada, que horror!!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

As pessoas que nos marcam

Ultimamente tenho percebido que não é à toa que muita gente profere a frase: "As pessoas entram na nossa vida por acaso, mas não é por acaso que ficam".
Há pessoas realmente muito marcantes e que condicionam a forma como vamos pensar ou agir dali para a frente. Digo isto a propósito de uma colega que se reformou recentemente e que marcou de uma forma enorme e muito positiva todos os que com ela partilharam o dia-a-dia.
Apesar de já ter atingido a idade da reforma há algum tempo, não era condição que almejasse com pressa. Acabou por ir porque as empresas às vezes assim o impõem, há que dar lugar a outros e rejuvenescer certos ambientes. Mas a sua presença era uma fonte de energia e de juventude diária. Eu assumo aqui que, com 41 anos, me sinto bem mais velha que ela. Sinto-me sempre cansada, com pouca energia, desmotivada, farta de fazer sempre as mesmas coisas.
Ela não. Apesar de nem fazer exatamente o que gostava, agarrou com todas as suas forças o trabalho diário que tinha e que passou a adorar. Fazia-nos rir muitas vezes com as suas opiniões muito próprias, levava-nos a viajar em sonhos com as suas histórias. Era uma lição de vida diária, uma fonte de inspiração e de motivação laboral.
Uma marca positiva que deixou em todos, agora que a vamos ver só de vez em quando, e nas redes sociais que tanto ajudam a aproximar as pessoas.
Há realmente muita gente que vale a pena conhecer, pois andam neste mundo a contribuir para que tenhamos, todos os dias, um dia melhor. E eu fui uma felizarda porque a conheci a ela. Porque se cruzou na minha vida por acaso, e agora fico com os seus ensinamentos e modelo de atitude para o resto da vida.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Novo ano - Novas resoluções

Por acaso não sou nada de resoluções de ano novo. Nem ligo muito a estes ciclos impostos socialmente, parece que se tornam quase uma obrigação de mudança, de melhoria de qualquer coisa.
Mas este ano, assim do acaso, e sem ser nada premeditado, algo que sonhava fazer já há muito tempo, calhou acontecer entre o final de 2016 e início de 2017.
A perspectiva começou a tomar corpo em dezembro, a decisão de sim ou sopas arrastou-se para o início do ano, e voilá, hoje foi um dia decisivo.
O dia em que nos comprometemos com algo novo nas nossas vidas e que, assim o esperamos, seja proveitoso para o nosso dia a dia, para o nosso futuro e o dos nossos filhos.
As decisões são sempre difíceis, nunca sabemos se temos uma má surpresa ao virar da esquina, mas todas as opções que tomamos na vida implicam riscos, por isso, há que saber encará-los caso apareçam, e geri-los da melhor forma.
Estou contente! Coisas novas se avizinham, novos desafios e novas perspectivas para criar um bocadinho de rutura na nossa rotina diária.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mais um dente - Mais uma volta no carrossel

Ando a tornar-me profissional de dentes arrancados.
Primeiro um siso, depois outros 2 de uma vez, agora um canino incluso.
Estou de rastos. boca inchada, cheia de pontos, céu da boca que não me deixa falar como deve de ser... enfim,uma lástima!
O que vale é que já não é a primeira vez e já sei o que a casa gasta.
Este canino levou mais tempo a sair do que 2 sisos juntos. A ponta da raíz parecia um anzol, tanto que o dentista me pediu para ficar com o dente para ir à pesca... engraçadinho!
Defeitos de fabrico chatos, que se resolvem só depois de 40 anos de vivência... quero ir para a minha caminha descansar! Buááá!!!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Escape Games

Já tinha ouvido falar, assim muito de raspão, deste tipo de jogos. Não dei muita importância, nem percebi bem como era ou o que era exatamente.
Ontem, à conta da vida social dos meus filhos, assim sem saber muito bem como, vi-me dentro de um deles, na zona histórica de Lisboa.
Que experiência espetacular, que momento tão bem passado.
Enfiada numa sala com mais 4 miúdos, tínhamos 60 minutos para desvendar todos os enigmas que nos levariam a abrir a porta para o final do jogo.
Foi duro! Ninguém com experiência, e ficámos para aí os primeiros 10 minutos completamente à nora, só a explorar a sala onde nos encontrávamos, a tentar perceber o que fazer em primeiro lugar.
Lá teve a senhora (monitora) de nos desembaraçar do primeiro quebra-cabeças, pois, ao dizer-nos para não usar a força em nada, ninguém percebeu que tinha de desenroscar a primeira pista (era preciso fazer força).
Foram tantas as peripécias, tanto código, tanta coisa para decifrar, duas salas secretas, chaves, telefones, malas com códigos, quadros que escondiam peças do quebra-cabeças, tanta coisa, que quase saí de lá esgotada. Mas completamente apanhada por esta vivência.
Entretanto contaram-me que existem imensas em Lisboa, e que é uma ótima forma de nos divertirmos com os amigos antes de um jantar por exemplo.
Só tive pena de precisar de imensa ajuda para ir andando no enigma, e digamos que ter mais 4 piolhos à minha volta a gritar, a mexer nas chaves erradas, a mandar "bitaites" também não ajudou. Saí frustrada porque queria ter conseguido desembaraçar-me sozinha, e não consegui. Quero mais, quero mais experiência, quero ir a mais jogos destes.
Acho que tem apenas um senão: É caro para xuxu!!!!

Já experimentaram?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Novos tempos / Novas realidades

Estava a ver ontem o Trump a falar nas notícias e de repente dei-me conta que há uns tempos atrás, aquando da campanha eleitoral, tinha pensado: "Bolas! Nunca mais acaba este período de campanha para ver se paro de ver o Trump na TV. Que cansaço!"
E agora, incrivelmente, tenho de o ver todos os dias!
Contra todas as (minhas) expectativas, aquele homem conseguiu tempo de antena diário do mundo inteiro.
Vemos um montão de americanos envergonhados com a realidade que eles próprios impuseram, já vi na Net um relógio countdown com o nº de dias que falta para Trump terminar este mandato (esperam eles que não haja outro), e o mundo fala diariamente desta obscenidade de homem que virou quase presidente do mundo..
E agora? Agora só mudando de canal...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Mário Soares

Já se disse tudo e mais um par de botas sobre este senhor.
Confesso que sinto que não tenho conhecimento suficiente de história para opinar sobre o trabalho dele, como muitos o fazem pelas redes sociais e tudo o que é site informativo.
A história sempre foi e sempre será o meu calcanhar de aquiles, não gosto, não ligo, não fixo, não consigo ligar acontecimentos.

Mas lembro-me bem de, em 1986, ter uns 10 ou 11 anos (idade atual do meu filho), e ter uma vontade enorme que Soares ganhasse as eleições presidenciais contra Freitas do Amaral. Gostava da música de campanha, gostava de ver passar na rua os carros de campanha, e davam autocolantes que cheguei a ter ao peito com: "Soares é Fixe".

E acredito que fosse bem fixe, embora nunca o tenha conhecido pessoalmente!
Lembro-me de há uns anos atrás, ter dado um documentário na RTP em que era Soares que contava umas histórias sobre o seu passado e certos acontecimentos que vivenciou (não me lembro minimamente do nome do programa e respetivos moldes), mas eu gostava de ver aquilo e lembro-me que, na altura, cheguei a pensar: Este homem deve ser um avô espetacular. Com a quantidade de histórias que consegue contar sobras as suas aventuras, consegue deliciar quem com ele convive.

Como a minha convivência com avós foi sempre muito na diagonal, porque estavam longe, porque os via muito pouco e porque foram morrendo sem que verdadeiramente os pudesse conhecer realmente, sempre tive uma certa inveja destes avôzinhos bonacheirões cheios de histórias e de ternura.

Este também mostrava ser um bocado bruto de vez em quando, com uma educação duvidosa por vezes, mas ao mesmo tempo engraçado. Aquela candidatura às eleições em 2006 foi uma verdadeira anedota, mas lembro-me bem de ver as imagens da sua assinatura aquando da nossa entrada na União Europeia (então CEE). E disso, meus caros, digam o que disserem, tenha eu os poucos conhecimentos de história que tenha, foi um momento único e jamais alguém pode dizer que tenha sido uma má decisão, mesmo com todos os problemas que agora possamos ter. Portugal, naquela altura, não teria outra opção.

Também falam muitos das colónias e do disparate que possa ter feito a seu bom proveito. Não sei, não consigo opinar.
Opino apenas por um passado mais presente, quando foi apoiar Sócrates na prisão. Que horror! que falha enorme! Sobre esse consigo opinar, sim, e é uma das maiores farsas que Portugal já viu na sua história.
Mas como este post é sobre Soares, não tenho dúvidas nenhumas que foi um homem muito importante para Portugal, e que deve ser recordado nos livros de história.
Teve uma vida longa, cheia de aventuras, e uma mulher admirável.

Paz à sua alma!
E foi muito duro ver Isabel Soares (essa sim, eu conheço de raspão e já tive algumas breves conversas com ela), que é uma mulher dura, fria, pragmática, líder, forte, completamente desfeita nas cerimónias fúnebres.

Mas a vida é assim, e continua para os que cá ficam!


Soares foi fixe!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Tem calma, mamã!!!

Não adoro propriamente andar de avião. Tenho medo ou respeito ou receio ou cagufa, ou sei lá o que é. Mas de há uns anos para cá que não é propriamente a coisa que mais gosto de fazer. Lembro-me das primeiras viagens que fiz, já uma jovem adulta, e não havia medo que se aproximasse. Era uma aventura, uma paixão, uma emoção!
Mas agora é diferente, a consciência é outra, tenho filhos que precisam de mim e a minha cabeça também não é a mesma (infelizmente).
Desde que comecei com problemas de ansiedade que não tenho coragem de fazer uma viagem de longo curso. E, mesmo sendo na Europa, tomo sempre metade de um calmante antes de embarcar (just in case). Mas as viagens têm corrido bem, não apanho muita turbulência, boas aterragens, também tenho viajado praticamente sempre pela TAP, que me dá muita confiança, aqueles pilotos são mesmo bons e ponto final.
Mas isto tudo para dizer que há sempre um momento pouco depois da descolagem que me atormenta por demais. Há ali umas frações de segundo, em que o bicho dos ares enquanto está a subir, tende a perder um pouco de altitude. E apesar de acontecer sempre, tenho a constante sensação de que o avião não está a ter força suficiente para subir e pode cair. Faço sempre um ar de pânico e agarro-me sempre com todas as minhas forças aos braços da cadeira. Nesta última viagem, não foi exceção. Mas o que achei piada foi à reação da minha filha que, ao ver a minha atitude de desespero, me olhou com a maior das calmas e me disse:
- Calma, Mamã!!!
Do alto dos seus 8 aninhos acalmou este mente cheia de toxicidade, que não é capaz de pensar positivo em primeiro lugar.
À vinda para cá, a mesma coisa. Mas desta vez foi o meu filho que se apercebeu primeiro da situação e logo proferiu:
- Calma Mãe!

Conclusão: É muito bom já ter filhos com uma idade em que já começam a dar apoio. Ainda que seja um apoio de uma ingenuidade pura, fiquei logo melhor depois daquelas frases proferidas por vozes pequeninas :)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Amesterdão

Já há muito tempo que queria visitar esta cidade. Já tinha ouvido inúmeros comentários positivos, que era uma cidade giríssima, que gostavam de lá viver, e as bicicletas, os canais, etc.
Não me desiludiu. As expectativas estavam elevadas, mas vim satisfeita. A paisagem acaba por ser de certa forma repetitiva com lindos canais e bicicletas por todo o lado, mas aquela dinâmica de se ir facilmente a pé ou de bicicleta para todo o lado, deixou-me cheia de inveja. Não é uma cidade gigantesca como Paris ou Londres, o que acaba por a tornar extremamente acolhedora. Estava fresquinho, mas quando chegávamos a casa o aquecimento central era maravilhoso e passávamos muito bem!
Gostámos todos muito, era uma cidade onde facilmente me adaptaria a viver, mesmo com frio, porque o andar de bicicleta para todo o lado iria aquecer-me o coração e deixou-me verdadeiramente apaixonada. Achei uma cidade um pouco descaracterizada ao nível de gastronomia, porque só se via fast food por todo o lado e, sem serem queijos e uma tarte de maçã, não provei nada típico. 
Mas adorei e aconselho a todos a visita.
Ficam algumas fotos:


Mercado de flores. Cada bolbo à venda, que nem vos passa os tamanhos.


Museu Van Gogh. Não sou muito de museus mas gostei muito deste. Não é muito denso, vê-se bem e as crianças nem chatearam.


A famosa tarte de maçã que falei há pouco. De fazer chorar todas as pupilas gustativas. Ma-Ra-Vi-Lho-Sa! O chá era de hortelã, e não podemos dizer que lhe faltasse erva!


Biclas, biclas e mais biclas!


A paisagem típica! Linda!!!





sábado, 31 de dezembro de 2016

Um resumo rápido de 2016

2016 foi um ano bom para mim. Não posso dizer que tenha sido ótimo, porque o mais importante de tudo é sempre a saúde, e é dessa que me queixo há algum tempo. Foi claramente um ano melhor que 2015, não voltei a ter crises de pânico, mas ainda vou tendo várias ameaças, e tenho ainda dias bastante complicados.
Acredito e tenho fé que isto com o tempo vá lá, mas tenho alturas que ainda preciso de me recolher no meu cantinho para evitar danos maiores.

Ao nível de lazer foi ótimo, este ano consegui ir conhecer 2 países pelos quais ansiava já há muito tempo. Em Março fiz uma viagem fantástica por Itália, e agora em dezembro, fui finalmente a Amesterdão, cidade que queria conhecer já há muito tempo, e da qual falarei em post próprio. Os meus filhos continuam um espetáculo, se bem que o crescimento traz sempre coisas menos boas que nos tiram os nossos bebés, mas é assim a vida e tenho de a deixar fluir.

Profissionalmente não posso dizer que tenha sido um ano espetacular, mas continuo com emprego e com dinheiro para pagar as contas. Gostava de ter tido outras oportunidades mas elas não surgiram e custa-me cada vez mais aturar certas pessoas e certos feitios. 2016 foi também um ano em que mais uma amiga com a qual me dava muito foi para fora de Portugal (excelente para ela), o que resultou em eu me ter sentido mais sozinha em determinadas situações (principalmente ao nível de trabalho).
Continuo a sentir-me na crise dos 40, parece que quero sempre mudar tudo radicalmente, mas acabo por não mudar nada e a vida lá vai passando.

Não consegui cumprir um objetivo para o qual me tinha proposto (conseguir correr 10 km seguidos) - shame on me - mas lá vou tentando melhorar dia a dia. Seguidos só consigo correr entre 3 e 4 Km, e ao todo consigo uns 7,5km aos solavancos entre correr e andar.
Vamos ver se consigo superar mais isto durante 2017.
De resto, não me lembro assim de mais nada de relevante, por isso olhem:

Feliz 2017!!!!!




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Amsterdam!

Andava com vontade de cá vir há anos!!!
Mas nunca calhava por uma ou outra razão. Foi agora com este frio. Chegámos ontem, e depois venho cá contar como foi :)




sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal

Olá a todos, 
Não poderia deixar de aqui vir desejar-vos um excelente Natal na companhia dos que vos são mais queridos.
Tenham muita Paz, alegria, saúde e, acima de tudo, uma consciência tranquila de tudo o que andaram a fazer no último ano.
É que não há realmente nada melhor do que nos deitarmos tranquilos sobre a nossa almofada.

Feliz Natal para todos!!!



domingo, 18 de dezembro de 2016

Massa vegetariana com queijo ricota


Desde que ando a ler o livro sobre o qual vos falei há pouco - How not to die - que sinto necessidade concreta de inserir mais legumes e leguminosas na alimentação cá em casa. Não é novidade nenhuma o bem que fazem à saúde, mas ao ler o livro e ter evidências concretas de experiências já feitas, dá outra dimensão à coisa. Por isso, tenho tentado ser mais rígida nesse aspeto, bem como em habituar os meus filhos a esta realidade. 
Esta receita passou claramente no teste. Os meus filhos, apesar de reclamarem quando souberam o que era o jantar, acabaram por adorar o sabor. Aqui fica a receitinha:

Ingredientes (para 4 a 6 pessoas):

1 courgette
1 cenoura
1/2 cebola
1 dente de alho
1 raminho de bróculos
1 alho francês 
1 molho de espinafres
1 embalagem 200g queijo ricota
3 ovos
Massa q.b.

Comece por fazer um refogado com a cebola, alho e azeite. Deite depois todos os legumes: cenoura ralada, courgette ralada, alho francês em rodelas fininhas, bróculos cortados em raminhos pequeninos, e os espinafres cortados miudinhos.
Mexa tudo e deixe cozinhar em lune baixo até que os legumes e sabores se envolvam todos. Tempere com sal e pimenta a gosto.
À parte, misture o queijo ricota com os ovos e misture aos legumes já tirados do lume.
Coza a massa conforme as instruções da embalagem (dê preferência a massa integral), e junte-a depois ao preparado anterior. Coloque num tabuleiro de ir ao forno e deixe cozinhar até ficar tosdadinho por cima. 
Sirva acompanhado de uma salada mista.

Bom apetite!




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Primeira Comunhão

A minha boneca fez ontem a sua primeira comunhão. Pareciam uns anjinhos, todos os meninos uns atrás dos outros, vestidinhos de branco, uns amores pequeninos rumo ao padre e à hóstia sagrada. 
E as dúvidas que tudo isto me gera? Desde que comecei a ter alguma proximidade ao budismo por causa da meditação, que me sinto mais afastada da religião católica. Não que não possa retirar o melhor que há nas duas, que posso, não que não me sinta bem na igreja, que sinto, mas parece que às vezes me sinto a trair a religião na qual  sempre vivi. Porque vejo no budismo uma proximidade tão grande à vida real, vejo ensinamentos tão certos, tão apropriados, tão alinhados com a nossa vida em sociedade apesar de serem ensinamentos milenares.... enfim, fico assim um bocado sem jeito. Apesar de agora termos um Papa que faz realmente juz ao título e que orgulha qualquer católico, parece que esta minha divisão mental me deixa um rasto de pecado associado. Tenho tentado convencer-me de que devo tirar o melhor das duas pois, afinal de contas, ambas querem é que façamos o bem enquanto cá andamos, embora com alguns racionais diferentes e mais ou menos difíceis de aplicar.
O que é certo é que continuo a educar os meus filhos na religião católica, e que vou tentar incutir-lhes alguns princípios budistas pois tenho a certeza de que só lhes fará bem!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Em casa

Não sou pessoa de ficar muito tempo em casa. Devo ter uma espécie de bichos carpinteiros embutidos em mim, que não consigo ficar muito tempo quieta, muito tempo no mesmo sítio. Ao fim de semana arranjo sempre coisas para fazer fora de casa, nem que seja ter de fazer compras a maior parte das vezes, ou ir tratar disto ou daquilo. Em casa é que não.
Mas hoje, que este querido feriado abandonado resolveu voltar, até dou graças a Deus que tem estado um tempo horrível a chover a manhã toda, e com um dia super cinzento.
Estava a precisar mesmo de não fazer nada, de passar um dia na ronha, a tratar de coisinhas cá de casa, a deambular pelo sofá, apanhar umas roupas, validar cenas de mulher a dias.
Não é normal em mim, mas está a saber muito bem.
Mandei vir comida para não dar por mim a ter de fazer tudo e mais alguma coisa ao mesmo tempo (já bem basta em dias de semana normais). Já tratei de assuntozinhos em atraso, já vi TV, já dormitei, já arrumei roupa, já fiz gelatina para os putos...enfim... dá para fazer tanta coisa num dia só!
Para a semana há mais (tão bom), que uma pausa a meio de uma frenética semana, é do melhor que podemos ter.