domingo, 19 de agosto de 2018

De férias na Sardenha!

Sim, estou de férias na Sardenha. Sim, este ano não fui para o Algarve como os 9 563 231 portugueses. Mas desta vez, queria ter a certeza de que tinha verão. Estou doida com o vento que se faz sentir em Portugal, e já percebi que começa a ser um padrão, ultimamente acontece em todos os verões e nem o Algarve escapa. Não há quase noites para andar sem casaco, a água é fria, a praia nem sempre é o mais agradável. 
De maneiras que, este ano, resolvi embarcar numa aventura até à Sardenha. Os pormenores ficam para um post posterior, agora queria apenas referir umas coisitas que me vão assolando a mente enquanto ando por aqui.
Está muito calor, e a água do mar é, simplesmente, fenomenal. Entro no mar como se estivesse a entrar na minha banheira. A água está a uma temperatura verdadeiramente deliciosa. As praias são parecidas com Menorca, pequenas e de um lindo azul turquesa. Algumas completamente a abarrotar, mas estamos em agosto, não há milagres.
Agora o que me deixa mesmo, mesmo com a pulga atrás da orelha é o figurino destes italuanos. Nunca vi tanta mulher elegante por metro quadrado. E quando digo elegantes, quase me refiro a mulheres que podiam perfeitamente entrar em anúncios de bacardi, bikinis, old spice e por aí fora. Nunca vi tanto rabo sem uma pinga de celulite (que inveja), tanta barriga sequinha sem uma ponta de gordura e flacidez, e depois ainda têm uma altura acima da média, o que me deixa mesmo roidinha até ao tutano. E eles? A mesma coisa. Andam todos muito tatuado e de tanga para que se veja bem o material, talvez. Secos, secos, para condizer com o par feminino.
Há que ressalvar que a grande maioria que tenho visto são seguramente mais novos do que a minha faixa etária, sem filhos, mas ainda assim.... como conseguem? Com tanta pasta, piza, gelati, qual é o segredo? Eles comem outras coisas? É das carradas de pomodoro? É do quê, senhores? Alguém sabe? Já das outras vezes que tinha estado em Itália tinha reparado. Mas agora que ando nas praias e vejo os corpos despidos, surge uma admiração ainda maior. 
Raios partam estas italianas! Anda uma pessoa a correr, nadar, fazer yoga, comer frutos secos, etc, etc, e mesmo assim tem sempre o rabo numa desgraça e a barriga flácida, e depois vem a Itália, à terra da comida pecaminosa e é isto.
Há por aí alguém com ideias? 
Agradecida!




domingo, 12 de agosto de 2018

10 anos e a incrível tendência de começar a desligar

A minha filha fez 10 anos. São já 10 anos daquela que, por ser a mais nova, eu tenho tido sempre a difícil capacidade de aceitar como não sendo um bebé. Mas de há uns bons meses para cá, tenho-me sentido diferente no que à relação dos filhos diz respeito. O cansaço, o sentimento de prisão por todo o controlo necessário, todos os afazeres por ter filhos e que não teria se os tivesse, fizeram-me começar a relativizar certas coisas. E se há 2 ou 3 anos atrás, por cada aniversário deles, caía sobre mim um manto terrível de saudosismo, a coisa agora mudou um pouco. Sim, são 10 anos, olha que bom. Estão a crescer, a depender cada vez menos de mim, a tornarem-se cada vez mais independentes. 
Quando, há uns anos, me pediam para dormir fora de casa, em casa de outros amigos, eu gelava. O pensar em acordar e ver uma cama vazia, o ter de passar mais de um dia sem os ver.... era um pesadelo para mim. Agora? Queres dormir fora? Há um acampamento no ATL e queres ficar? Tudo bem.... sempre são menos umas horas em que os tenho a implicar um com o outro. 
Estou cansada! E mudei! Não tenho mais a capacidade de um controlo gigante que sempre lhes fiz. Eles precisam crescer, aprender, e não podem estar à espera que a mãe vá sempre à frente limpar-lhes o caminho.
10 anos!!! Boa filha! Cada vez mais crescida e cada vez mais companheira para me ajudar a viver esta vida que é, cada vez, mais difícil.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Objetivos

É sempre bom ter objetivos. E já por várias vezes referi aqui a minha vontade em conseguir correr 10km. Mas como corro com pouca frequência, e o meu corpo também não evoluiu assim como eu queria, este tem sido um objetivo duro de alcançar.
Mas este ano já tomei uma decisão: vou correr a São Silvestre no final do ano. Serão, se Deus quiser, os meus primeiros 10km numa corrida.
De maneiras que estabeleci algumas metas até lá, de forma a que a coisa não seja demasiado sofrida. Como já há algum tempo que tinha conseguido correr 7km seguidos, defini um plano até Dezembro. Sendo assim, teria de atingir os 8km no pico do verão, no final de Setembro conseguir correr 9km, e depois correr 10km poucos dias antes da corrida, para o meu psicológico ir preparado para o sucesso.
Normalmente não é para mim fácil conseguir estes feitos no que ao exercício físico diz respeito. Mas ontem, dotada de muita energia à conta de um bom almoço, e decidida a conseguir uma boa performance antes da vaga de calor, lá me fiz ao caminho.
E consegui!!!!! Consegui o objetivo de correr os 8km sem ter sido um suplício. Demorei 1h certinha, nem mais um segundo, mas para mim, não é um resultado desastroso. Já consigo correr 1h sem parar, e agora é só continuar. Estou contente! E confiante de que vou conseguir :)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Parece que estamos em Cabo Verde

Só que não!!!
Estamos em Portugal, e isto não é bonito, nem bom :(
Há uns anos fui a Cabo Verde, à ilha do Sal. Tinha vontade de experimentar, diziam que a praia era boa e tal, e lá fomos.
Não é que não tenha gostado, mas fiquei assim de sorriso amarelo com aquelas férias. Era uma ventania pegada todo o santo dia. Se, de manhã, ainda se aguentava, à tarde era um verdadeiro vendaval. As palmeiras em volta da piscina, quase tombavam, a areia da praia levantava, não se conseguia estar bem, descansada, a aproveitar a praia. Disseram-me lá, na altura, que só em Julho e Agosto o vento abrandava. Pensei: “Que horror!!! Eu que odeio vento jamais conseguiria aqui morar. Só 2 meses de calmaria..,”
Mas agora, que continuo a morar em Lisboa, sinto-me em Cabo Verde. Já nem falo das temperaturas baixas para a altura do ano, mas falo nesta ventania horrível que nos acompanha todos os dias.
Ontem, domingo, fugi do litoral para ver se corria melhor. E correu. Não sei se em Lisboa o vento também amainou, mas eu fui para uma praia fluvial no Alamal para estar mais no interior do país e aproveitar o tempo mais seco e quente. E foi muito bom. Praticamente não tivemos nem uma aragem, e passámos um belo dia de praia (o meu primeiro dia de praia, finalmente).
Hoje o dia também esteve agradável. Mas amanhã regressa tudo. Vento e até ameaça de chuva. Por favor!!! E eu que sou daquelas que passa o ano à espera do verão.

Agora até ir de férias (para fora de Portugal), fico já com energia deste dia de ontem para ver se me lembro que estou no verão. Ai vida






terça-feira, 10 de julho de 2018

Com a respiração suspensa - pela Tailândia

Há muitos dias que a Tailândia não saía do meu pensamento. Aqueles miúdos presos na gruta há tanto tempo, aquela tranquilidade aparente face a um fim inevitavelmente próximo, e o facto dos miúdos estarem na faixa etária do meu filho, deixaram-me quase sem respirar.
Todos os dias andava à procura de mais notícias, cheguei a acordar de noite a pensar naquilo.
Isso, a juntar ao facto do salvamento ser em parte debaixo de água, em locais completamente claustrofóbicos, com garrafa de mergulho... estava a ser, na minha cabeça, um filme de terror.
Fala-vos uma pessoa com um trauma permanente depois de ter feito uma ressonância magnética, e que num batismo de mergulho, veio por aí acima de repente, por pânico absoluto. Já para não falar dos problemas de ansiedade que ainda vou resolvendo. E esta situação tinha tudo o que a mim me deixa à beira de um ataque.
Confesso que, no domingo, quando disseram que iam iniciar os resgates, temi o pior. Cheguei a dizer que havia fortes probabilidades de isto se tornar numa enorme tragédia. Estava em suspenso. Passei a ficar paranóica de notícias, acordava a fazer contas à diferença horária, mudava de canal de rádio no carro à procura de novidades. 
E hoje estou muito feliz. Porque correu tudo lindamente, porque conseguiram salvar todos, porque houve muita coragem de todos, de quem salvou e de quem foi salvo.
Não posso, no entanto, deixar de referir que houve uma morte no meio disto tudo. Alguém que se predispos a ajudar, e que não conseguiu aliar o planeamento com as ações necessárias. Uma grande tristeza.
Também não posso deixar mais uma vez de referir a importância da meditação, e que eu tanto apregoo, para ajudar numa situação tão delicada como esta. Eu sou um claro resultado positivo dessas técnicas. Desde que as descobri, nunca mais as larguei, ainda que não pratique com a regularidade e intensidade que devia. Mas funciona, e começamos todos a acordar para esse facto.
Esta história vai servir de exemplo de estudo para muita coisa. E ainda bem que será um exemplo feliz.
Uma grande salva de palmas a todos os que estiveram envolvidos nesta operação. Merecem uma vénia internacional. Clap, clap, clap!!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Cinema Paraíso

Quando chega o verão (que este ano parece estar a chegar apenas agora), chegam também as noites de cinema ao ar livre em vários pontos da cidade.
Este sábado, fui ver o filme “Cinema Paraíso” ao cine conchas. Disseram-me que seria giro para o tipo de filmes que aprecio (realmente nunca tinha visto), e lá fui com os miúdos, sem ter sido preciso convencê-los em demasia.
Pois deixem-me dizer-vos que AMEI!!!
Um filme tão simples, tão bonito, com uma história singela e delicada que aborda um vida mundana de outros tempos. Cada vez tenho menos paciência para ver filmes de grande elaboração, efeitos especiais, histórias de correria que obrigam o meu cérebro a pensar e reagir demasiado rápido. Não, não quero! Quero momentos tranquilos de lazer e contemplação. E o que eu chorei baba e ranho enquanto via o filme? Jesus!!! O meu filho só dizia: “Ó mãe, por favor!!!”
Mas eu sou assim. Gosto de uma boa história lamechas, o que hei-de fazer?
Se ainda não viram, aproveitem uma boa horinha de cinema bom.
Vão ver que não se vão arrepender.





quarta-feira, 4 de julho de 2018

Zmar

Já tinha ouvido falar (ou lido) várias vezes sobre este resort no Alentejo. Até já tinha pensado em ir acampar com os miúdos (só para experimentar) por lá pois há séculos que andamos a falar em ter uma experiência do género. Mas afinal fomos só para um bungalow no Zmar. Tínhamos combinado, em conjunto com os Pais da turma da minha filha, fazer-lhes uma surpresa de final de ano e final de primária. Alguém sugeriu o Zmar, por já conhecer, e foi realmente uma escolha indicada. O sítio é ótimo para grupos de amigos, tem imenso espaço, e o facto de serem bungalows separados dá-nos sossego, não temos de ouvir os vizinhos a abrir e fechar portas como nos hotéis, crianças a chorar nos quartos e outros barulhos que não vale a pena aqui detalhar....
Tem uma piscina exterior excelente, gigante, uma piscina interior que faz ondas de horas a hora. Foi o delírio dos miúdos. A comida também é muito boa, o pequeno almoço daqueles bem fartos como eu gosto. O jantar buffet muito bom também.
A animação noturna foi muito engraçada e posso dizer que foi um fim de semana muito agradável.
Só tem um pequeno senão: É que todos os acessos internos são em terra, e tanto os nossos pezinhos como os carros ficam imensamente porquinhos. 
Mas tirando isso... recomendo! Não é uma pechincha mas para ir descansar uns dias, há por ali muitas atividades para miúdos e graúdos.
Ficam algumas fotos:















quarta-feira, 20 de junho de 2018

Ídolos de Hoje - Que bom que eles existem

Nos últimos tempos, tenho dado comigo a pensar com bastante frequência na minha vida de criança e adolescente, há 30 anos atrás, quando tinha a idade dos meus filhos. O mais velho está quase a entrar na adolescência e tenho preocupações naturais com o seu ambiente do dia a dia, de quem o rodeia, de quem o influencia (sem serem os Pais e os familiares mais próximos), pois sabemos o quão isso é importante para o seu desenvolvimento e formação enquanto seres humanos.
Olho para trás, e não me lembro bem de quem eram os nossos ídolos na altura. Será que haviam? Na política, não me parece. O Soares era fixe, mas não passava disso. Na música, havia alguns, mas que, como exemplo, deixavam assim algo a desejar. Por isso, nunca ninguém me sobressai assim na memória, ninguém que mereça grandes destaques como exemplo. Era o George Michael dos Wham? Os Bros? O João Pinto que foi campeão de júniores? O tio Herman? Bom....
Mas nos tempos que correm, não tenho quaisquer dúvidas de que os meus filhos têm ídolos a seguir. E isso, confesso, deixa-me bastante feliz. Vejamos o exemplo do Cristiano Ronaldo. Um futebolista português, o melhor do mundo, que à medida que o tempo passa parece estar cada vez melhor. E porquê? Porque trabalha muito, porque gosta do que faz, porque tem brio profissional, porque quer orgulhar quem gosta de o ver, porque sabe que leva Portugal ao peito. É honesto, profissional, humilde q.b, com um respeito enorme por todos os cidadãos do mundo. Uma verdadeira inspiração para miúdos e graúdos.
Depois temos o Marcelo Rebelo de Sousa, nosso digníssimo Presidente da República. Outra verdadeira inspiração pelo trabalho, respeito, humildade, carinho, mensagens de paz e confiança que transmite a todos os portugueses. Se deve haver quem não gosta destes nossos ídolos? Pois deve, que nem Jesus Cristo agradou a todos. Mas que eu me sinto muito feliz pelos meus filhos terem estes excelentes exemplos portugueses enquanto crescem, há isso não há dúvida. É uma bênção e uma honra viver no tempo deles.
Um bem haja a estes 2 ídolos que eu adoro, e que Deus lhes dê muita saudinha da boa para que continuem a inspirar todos os portugueses (e não só) por esse mundo fora

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Uma vida com 2 empregos

Tenho andado um bocado (para não dizer muito) atarefada.
Nos últimos tempos nem tenho tido tempo para vir aqui dizer um "Olá" ou uma parvoíce que me apeteça desabafar, mas aqui a vossa amiga meteu-se numa aventura que lhe saiu bem do pelo.
Um dia destes, através do linkedin, mandaram-me uma mensagem a perguntar se eu não queria ir dar uma formação para a qual tenho alguma aptidão.
Ao início desdenhei um pouco, e dei uma resposta daquelas a desdenhar, mas que se por acaso as condições fossem boas, quem sabe...
Acontece que fui a uma primeira conversa, depois a uma segunda, e a coisa deu-se. Teria de ir dar formação todas as 2ªs e 4ªs entre as 19h e as 22:30h, durante 5 semanas.
Como foi a 1ª vez que tive de dar a formação, tive de a preparar, óbvio! De maneiras que passei todos os últimos fins de semana de volta daquilo. Estudar, preparar, afinar os textos e exercícios para caberem no programa...enfim, uma trabalheira.
Como no meu emprego diário começo a trabalhar a partir das 08:00h, o meu horário de trabalho nesses dias foi de, sensivelmente, 14:30h. É certo que parava para almoçar (mas sempre menos de 1 hora) e também tinha de me deslocar entre um emprego e outro, onde chegava sempre mais cedo para fazer uma preparação prévia.
Mas o que eu andei extenuada foi obra, meus amigos. Isto de ter 2 empregos já não dá para a minha idade e para todos os afazeres que tenho diariamente e que não se evaporaram no céu.
Ganhar dinheiro custa muito. E não ganhei propriamente para algo que valesse realmente a pena.
Caraças! Nem a trabalhar que nem uma verdadeira maluca fico rica.
Isto tem de haver outra maneira... sem ser roubar como o Sócrates, claro!
Uff...

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Harry e Meghan

Não é que o Harry faça o meu género. Sempre o achei feiinho, feiinho, comparativamente ao irmão que sempre achei lindo de morrer. Não acho piada a ruivos e ele, na minha modesta opinião, não traz assim nada de encantado como príncipe.
Mas como mulher, com o meu lado romântico e de coração de manteiga, não pude deixar de apreciar uma boa história de Amor.
Acho que esta relação tem tudo para dar mal, e acho que o casamento até foi demasiado precipitado, face ao tempo em que namoraram. Quiçá pela idade da noiva, que já não vai para nova, e a família real quer-se jovem e fértil, para dar continuidade à condição genética imposta.
Pois isto tudo para vir agora para aqui dizer que o vestido era assim a modos que.... a modos que... simples demais.
Também gosto de simplicidade, nada de coisas espampanantes, mas ele há coisas e situações que exigem assim um bocadinho mais de qualquer coisa. A moça chegou com um decote à barco, que foi a única coisa em que a imprensa se fixou para descrever o vestido que, a bem dizer, não tinha assim muito mais a descrever. Os tecidos podem ser nobres, sim, haver milhentos forros a tornar a coisa bem mais encorpada, mas qualquer semelhança entre aquele vestido e um outro qualquer comprado num catálogo online ou numa loja de chinês, não seria mera coincidência.
Por favor!!!
Bom, que sejam felizes enquanto puderem, que o Harry desfrute da sua morena bonita (muito gostam os ingleses de morenas, santo Deus, já nem podem ver loiras de olhos azuis à frente), e que não chateiem muito a família real que já tem chatices que bastem.
Felicidades!




quinta-feira, 17 de maio de 2018

Supermercados Biológicos

Já há algum tempo que queria ir experimentar fazer compras num supermercado biológico. Já tinha pensado, inclusivé, em mandar vir legumes e frutas daquelas empresas que vendem via NET e depois fazem as entregas de cabazes em casa.
Já andei a espreitar muitos, mas acabei ainda por não me decidir a encomendar por nenhum.
Mas no outro dia, à conta de ter tido um dia de férias só para mim, lá fui experimentar um supermercado biológico que fica ali para os lados do Saldanha.
Já tinha visto publicidade por variadas vezes, mas não fica propriamente em caminho, pelo que ainda não tinha dedicado um sábado qualquer para lá ir.
Mas fui, e fiquei lá imeeeeeennnnnso tempo. Vi tudo com calma, li rótulos e mais rótulos, comparei, mexi, analisei.
E lá trouxe um leque de produtos para experimentar, os que estão na foto.


Os iogurtes são, simplesmente, maravilhosos, adorei!
A mistura de muesli é agradável, o doce de mirtilos biológico, excelente, a manteiga Bio embora de sabor diferente, também é muito agradável, os espargos eram ótimos. O chocolate em pó que comprei para o leite, é ótimo. Mais amargo, mas uma colherzinha dá logo um sabor incrível e nota-se que não tem aquelas quantidades enormes de açúcar.

O que achei dos preços? São naturalmente mais caros do que os produtos não biológicos de um supermercado habitual, mas notei algo curioso: É que para os produtos que também já existem nos outros supermercados na prateleira dos produtos biológicos (tais como doce, espargos, etc), estes produtos são mais baratos.
Por isso, se querem produtos biológicos, não compensa ir às prateleiras dos Continentes e Pingos Doces desta vida, pois ele aproveitam-se bem nos preços.

E é isto. Foi uma boa visita. E vou regressar!


segunda-feira, 30 de abril de 2018

Filetes de peixe em crosta de ervas com legumes

Adoro esta receita. E de saber que só tem coisas boas e saudáveis ainda me faz gostar mais. A inspiração veio de um livro da Mafalda Pinto Leite, que tenho em casa, e que hoje resolvi fazer, com pequenas alterações.
Uma delícia.



Ingredientes (para 3/4 pessoas):
 
Para o peixe:
3 filetes de peixe panga
2 cháv. De pão ralado
Raspa de um limão
1 malagueta fresca sem sementes
Coentros picados q.b.
2 c. sopa óleo de côco 
Sal e pinenta q.b

Para os legumes:
1 batata doce cortada em cubinhos
1 cebola roxa picada
1 molho de espargos cortados em pedacinhos
1 pedaço de abóbora cortada emcubos

Comece por juntar os ingredientes para a crosta. Juntar o pão ralado com a raspa de limão, a malagueta bem picadinha, os coentros, sal e pimenta. Junte depois o óleo de côco de forma a que fique uma pasta e agarre aos filetes. Cubra o peixe com esta mistura e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal. Leve ao forno cerca de 20 min. a 200 graus.
Entretanto junte todos os legumes cortadinhos num outro tabuleiro, misture com sal, pimenta e regue com um bom fio de azeite.
Leve igualmente ao forno ao mesmo tempo que o peixe.

Bom apetite!!!!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

O meu chiliquito

Há muitos tipos de animais de estimação.
Há quem tenha cães, gatos, periquitos, canários, hamsters, cágados ou tartarugas, aquários com peixes, e até já vi quem tenha porcos.
Pois lá por casa, decidimos que havíamos de ter um animal de estimação assim fofinho, fofinho.
Se me perguntassem qual era o meu animal de eleição, talvez respondesse o Cão. É super leal, inteligente, um companheiro para a vida.
Mas eu não me consigo imaginar com mais tarefas do que aquelas que já tenho, e ter a obrigação de o ir passear é assim algo que ainda não consigo imaginar na minha vida. Depois há a questão de viver num apartamento e da nossa vida dentro dele se resumir a jantar, dormir, e deambular por lá aos fins de semana. Um cão é carente e precisa de mimo, de gente por perto. Não seria bom para o animal.
De gatos não gosto. Para além de serem uns grandes chulos porque só querem é comida e liberdade, deixam pelo por toda a casa. E se há coisa que a minha casa já nunca está - é limpa!
Vai daí, depois de estudar um bocado o assunto, e de perceber que os miúdos estão numa idade ideal para tomarem conta de um animal de estimação, decidimos-nos por um: Coelho!
Mas não é um coelho qualquer. É um belier anão e é assim das coisinhas mais fofas que já me vieram parar às mãos. Os miúdos adoram - principalmente a minha filha que acha tudo fofo e lindo. E eu vou-me derretendo completamente com aquela criatura.
Se dá trabalho? Também dá, claro, que aquilo não é nenhum boneco. Faz xixi e cocó, come que nem um alarve, e como o soltamos todos os dias, acaba por trazer sempre feno agarrado ao pelo, o que tem deixado a nossa casa um bocado mais suja que o habitual.
Ainda não sabemos se é macho ou fêmea, porque ainda é bebé, pelo que o nome ainda anda a ser discutido sem grande confiança para uma decisão unânime.
Mas é um animal inteligente. Já nos conhece lindamente e numa semana e meia deixou de fazer as necessidades no chão da nossa cozinha e só faz na gaiola. A nossa gaiola tem um recipiente próprio para fazer de casa de banho, e o xixi já só faz mesmo lá religiosamente. As bolitas de cocó, que mais parecem smarties, é que ainda ficam um bocado de fora (para aí 10% do total).
Em suma, o bebezão aprendeu depressa e, quando o soltamos na cozinha, lá anda a espreitar por todo o lado e a correr quando lhe dá na gana. Como às vezes se sacode todo enquanto corre, parece que está a ter pequenos chiliques, pelo que por agora farto-me de lhe chamar o meu chiliquito.
Adora ser penteado, e aquece-me as perninhas enquanto o penteio ao meu colo.
Enfim, é a  verdadeira fofura lá de casa.
Ora vejam lá se eu não tenho razão:



sexta-feira, 20 de abril de 2018

1986 - A Série do Momento

Sempre adorei ver séries de época portuguesas.
Não perdia um "Conta-me Como foi", babava em frente ao "Vidago Palace" e há uns tempos, quando soube que o Nuno Markl estava a escrever uma série de época, fiquei, obviamente, muito curiosa. Até porque 1986 é, desta vez, na minha época!
Confesso que tive medo de exceder as expectativas. O Nuno Markl tem imaginação para dar e vender mas, nunca se tinha atirado para estas aventuras, e tive mesmo (muito) receio que a coisa fosse bater um bocado ao lado.
Comecei a ver o primeiro episódio um pouco a medo, mas depressa me agarrei ao ecrã, como há poucos programas que o conseguem fazer. Ultimamente sou mesmo muito pouco televisiva, não tenho muita paciência para quase nada. Já não suporto novelas (só acompanho aquela que se chama "Processo Marquês", hihihi), notícias vejo muito poucas, já deito concursos pelos olhos, programas daqueles que só falam em desgraças e crimes são de fugir, de maneiras que os meus canais se resumem quase ao 24kitchen e ao ZenTV para ver se aperfeiçoo as minhas práticas de yoga e de vida mais Zen.
Mas continuando com a conversa da série, e de uma forma resumida: A-DO-RO!
Lembro-me lindamente de andar com o autocolante do "Soares é Fixe", de achar o máximo aos carros com as músicas da campanha, quase me emocionava a cantar aquilo. Eu tinha 10 anos e vi o debate Soares vs Freitas com todo o meu empenho de portuguesa.
Os Video-Clubes, a indumentária do programa, as rádios pirata (onde eu também participei em programas infantis, num sótão de um cimo de um prédio perto de minha casa). Ah, memórias boas e ao mesmo tempo tão frescas ainda...
E à parte de um ou outro personagem que acho um pouco exagerados (o Pai da personagem principal parece-me excessivamente comuna - nunca conheci ninguém assim naquela altura - e a menina gótica com uma mãe que só dá salvas a Hare Krishna - por favor, um bocadinho menos), de resto perfeito.
O betinho da mota, o típico miúdo mal vestido e inteligente, as miúdas betas, tudo!
Muito bem conseguido Nuno Markl. Se já gostava de ti antes, subiste ainda mais na minha consideração. 1986 - Para sempre!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Tratamento do rosto com radiofrequência

Isto nem parecem conversas aqui deste blog, mas há por aqui sempre lugar para a novidade.
Já há umas semanas que tinha uma clínica de estética a ligar-me constantemente para aproveitar uma promoção. Tinha colocado o meu número de telefone num anúncio de facebook pois, por 14,99€ faziam um tratamento ao rosto inovador, etc. E como eu nunca faço nada, e a idade - convenhamos - não para de avançar, lá resolvi aceder depois da insistência das senhoras que me ligavam e que de tudo faziam para que eu conseguisse fazer o tratamento dentro do período de promoção.
E lá fui ontem, sem saber muito bem ao que ia, na expectativa ínfima de inverter esta coisa do envelhecer.
Quando lá cheguei é que percebi que o tratamento era feito através de uma máquina inovadora com emissões de rádiofrequência e que, com o auxílio de alguns cremes, conseguia atuar nas camadas mais profundas da pele para uma regeneração.
Foi um tratamento agradável, ainda senti umas picadinhas das ondas emitidas pela máquina, mas o que é certo, é que fiquei realmente com a pele mais firme.
Esta era apenas uma promoção, agora teria de comprar a máquina e os cremes para ir fazendo em casa, mas eu vim embora na expectativa de investigar melhor o assunto.
Mas o mais engraçado está para vir.
Entrei no carro e, ao olhar-me ao espelho, deparei-me logo com uma imagem de mim própria muito mais agradável. Pele mais firme, bochechas mais subidas, parecia até mais magra na cara. Vim toda contente a contemplar-me em cada semáforo.
Depois cheguei a casa, a minha filha olhou para mim e perguntou:
- Mãe! Tu....tu... tu foste ao cabeleireiro?
Risada logo bem sonora minha por ela ter reparado que havia algo diferente em mim.
Mas não lhe disse nada e voltei a sair porque tinha uma consulta com o mais velho.
Quando voltei a casa, já o meu homem tinha chegado. Dei-lhe um beijo, ele olhou para mim e perguntou:
- Foste ao cabeleireiro?
Nova gargalhada minha pois parecia que tinham combinado.
Lá lhes respondi que estava diferente sim, mas não era no cabelo. Era mesmo na cara! E lá lhes contei onde tinha ido e o que tinha feito.
Por isso minhas amigas... para eles terem reparado, semsaberem de nada, que eu estava com qualquer coisa diferente.... é porque a coisa resultou mesmo.
A conclusão é que agora não paro de fazer pesquisas sobre aparelhos de rosto de rádiofrequência.
Porque aquilo..... funciona mesmo!!!!!!