terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Vila Natal de Cascais - o Flop

Ontem, acedi a um convite de amigos para irmos dar uma volta à Vila Natal de Cascais. Nunca lá tinha ido, mas a perspectiva até era boa tendo em conta as atividades que ofereciam, e lá fomos.
Meu Deus, que dinheiro tão mal gasto. Para já, tivemos de pagar 24€ de entrada por um bilhete família de 4 pessoas. Depois, lá dentro, ainda se pagava mais por certas atividades como andar na pista de gelo, que os meus filhos até queriam ir, mas os senhores nem capacetes tinham para segurança dos petizes. E os meus filhos nunca tinham experimentado, por isso... no way!
Havia animais, sim, essa parte era interessante. Umas renas que mal se mexiam, coitadas, uns camelos ou dromedários (não sei bem porque tinham uma manta a tapar as supostas bossas) que nem se levantaram. Umas tentativas de teatros medievais (romanos, nazarenos) que deixavam demais a desejar... tão fraquinho.
Fui comprar umas castanhas assadas para comer, porque o resto era só fast-food (e que fartinhos andamos nós de doces e porcarias) e não havia uma única que não tivesse bolor (tive vontade de as ir espetar de novo na cara da vendedora).
Depois tivemos 1h15m numa fila para subir à casa da árvore (supostamente havia um teatrinho giro), mas a coisa foi tão deprimente que saí super-frustrada por perder tanto tempo e ficar com os pés gelados para aquilo.
A única coisa que ainda achei piada foi ao facto de lançarem neve artificial (foram só breves segundos), e por momentos ficarmos todos com bocadinhos brancos pelo corpo todo (não sei se aquilo era detergente ou sabão, era esquisito).
E no fim, ainda pagar estacionamento.
Olhem, só vos digo uma coisa... se em vez de ser em Cascais fosse em Oeiras, certamente que a entrada seria ou gratuita ou a 1/3 do preço. Os divertimentos bem mais interessantes porque o Isaltino teria de ser notícia badalada (e da boa).
Por favor.... Que coisa triste!

Para o ano se esta Vila Natal voltar, esqueçam. Guardem o dinheiro para o cinema ou o teatro que vale bem mais a pena.

Bom Ano de 2018 a todos!!!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Resoluções de Ano Novo

Não costumo ter resoluções de Ano Novo. Acho sempre que é um bocado só para a promessa, e que na realidade nada vai mudar, ou então acho que sou eu que não tenho noção de querer nada ao ponto de ser uma resolução de Ano Novo.
Mas este ano é diferente. O cansaço e o esgotamento físico e mental que me trazem até ao final de 2017, levam-me a ponderar fazer algumas alterações na minha vida, na tentativa de a conseguir viver com maior qualidade. Afinal de contas, só temos uma, e devemos poupá-la ao máximo.
Em jeito de balanço, 2017 foi para mim um ano sem grandes alterações em relação aos anos anteriores. A minha saúde manteve-se mais ou menos na mesma, com tendência infelizmente para piorar :( Em Abril achei que precisava novamente de ir à procura de uma ajudinha profissional para as minhas ansiedades e, em boa verdade, não tenho melhorado grande coisa. Senti-me obrigada a abandonar a ajuda inicial e ir à procurar de outra (que comecei mais agora ao final do ano), na tentativa de acertar de vez em quem me possa ajudar a desconstruir algumas coisas na minha cabeça.
Praticamente não viajei nada em 2017, sem ser uma ida à neve em Abril aos Pirinéus Aragoneses, o que me deixa muito desconsolada. O verão passou por mim sem que o tivesse gozado como queria e a minha vidinha lá vai andando sempre na mesma. Saí das aulas de yoga às quais ia, e que já me andavam a fazer mais mal que bem, e arranjei outras bem mais interessantes. Ganhei uma amiga nova, que agora me acompanha em algumas corridinhas semanais, e que muita alegria me dá pela companhia que me faz, e por tornar a corrida algo ainda mais prazeiroso. Cada vez me sinto mais viciada. Em 2017 adquiri um imóvel, o meu primeiro, por sinal, que me deu uma alegria imensa saber que tenho um bocadinho da cidade de Lisboa nas minhas mãos.
Mas chego ao fim do ano, com a necessidade urgente de mudar algumas coisas. Assim, as minhas resoluções de Ano Novo, são:

1- Deitar-me todos os dias de semana às 22:30h. Tenho de conseguir organizar a minha vida para este objetivo, caso contrário temo realmente pelas minhas capacidades físicas e mentais. Na loucura, só poderei ir até às 23:00h, e só podem ser casos pontuais;

2- Cada vez que fizer uma refeição (leia-se jantar) aos dias de semana, terei de fazer o dobro da quantidade para dar para mais um dia. Acabou-se o cozinhar todos os dias, já percebi pelas mulheres que me rodeiam que sou um verdadeiro alien, ninguém que trabalha faz isto... nerd!

3- Vou contratar um serviço de engomadoria e passar para eles a minha roupa. Acabou-se o facto de não ter um único serão de descanso durante a semana, porque estou sempre agarrada ao ferro. Finito!

E pronto! Acho que apesar de serem somente 3, são desafiantes o suficiente para me colocar à prova.

Au revoir, mes amis! Votos de um excelente 2018 a todos os que ainda me leem desse lado.
Chuac!

Bom 2018!

sábado, 23 de dezembro de 2017

A casa do Bacalhau

Já me tinham falado Muito Bem, por sinal, deste restaurante. Ontem calhou lá ir, num almoço de Natal com os meus colegas, e não desiludiu em nada.
O menu, tendo como base sempre o bacalhau, é verdadeiramente excelente.
Escolhi um caril de bacalhau sobre um risoto de espargos que estava, simplesmente, de ir aos céus.
Ainda tinha um tracinho de beterraba no prato, e um crocante não sei de quê, que parecia tudo casar na perfeição. Adorei.
Ora vejam as imagens abaixo e vejam lá se não são de babar. O restaurante não é barato, mas vale a pena uma visitinha de vez em quando.
Recomendo!





segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

6 Km

Ontem atingi mais um record pessoal nas minhas lides das corridas.
Consegui, pela primeira vez, chegar aos 6 km a correr sem parar.
Tendo em conta que no dia anterior tinha tido a festa do meu filho, e comi muuuuiiiita coisa (açúcar a mais, proteínas a mais, sei lá). O que sei é que ontem me sentia cheia de energia para correr, pelo que, apesar do frio gélido que se fazia sentir, às 18h, lá fui eu. Já há algum tempo que andava pelos 5 ou 5 e picos Km e sentia que, se eu quisesse, chegaria facilmente aos 6. E assim foi! Sem grandes problemas, lá atingi um novo patamar que me deixa cheia de vontade de ir cada vez mais além.
Muito devagarinho e grão a grão, lá vou fazendo pequenas conquistas que me deixam orgulhosa desta minha decisão de ter começado a correr.
Quando cheguei a casa, sentia literalmente as endorfinas a preencherem-me o corpo, tal era a sensação de bem estar que me percorria as veias.
Que bom!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

12/12/2005

Foi há 12 anos. Há 12 anos tornei-me mãe pela primeira vez e hoje, para grande orgulho teu, já fazes 12 anos e casas os anos.
És praticamente sempre o último da turma a ter o aniversário, para alguma tristeza tua, que te sentes  sempre o benjamim entre os teus pares, mas hoje atinges o patamar de igualdade até ao final do ano letivo.
Confesso que esta data me deixa com um misto de emoções (como é usual), mas este número começa a ser grande de mais. Eu? Já com um filho de 12 anos? Começam a olhar para mim do género: "Hum, já não deve ser assim tão nova, com um filho desta idade...."
Pois é! Fui mãe aos 30, coisa que hoje em dia já começa a ser quase rara. Tenho colegas que só a partir dos 35 começam a pensar no assunto. As mães de 40 que gravitam à minha volta, essas então, já lhes perdi a conta.
O mundo está a mudar, a sociedade é exigente, rigorosa, e não para melhor.
Mas hoje o meu menino faz 12 anos! Um menino que o foi desde sempre mais crescido do que devia, que vê e ouve o telejornal com atenção à hora de jantar e me faz perguntas complicadas sobre política e a dívida pública.
Hoje, o nosso Presidente da República também faz anos, para grande orgulho teu, que vais seguindo esta vida política portuguesa com alguma (demasiada para a tua idade) proximidade.
Os olhos brilharam-te a primeira vez que soubeste que o nosso ídolo Marcelo fazia anos no mesmo dia que tu! Que orgulho...o que quererá dizer?
Parabéns meu menino. Que a vida te sorria sempre e que te dê aquilo que mereces.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Concurso Montepio Acredita Portugal

Já concorri 2 vezes a este concurso.
Com projetos diferentes, nos quais eu obviamente acreditava, e consegui sempre superar várias fases até ao patamar financeiro, que não consegui ultrapassar com distinção.
Acho que me falta uma qualquer sensibilidade para conseguir expor as ideias de forma a que chamem mas a atenção, não sei bem. O que sei é que, à conta deste concurso e da plataforma que disponibilizam, já consegui estruturar ideias de forma a ter a noção de como se monta um negócio. Mas depois, à conta das 500001 coisas que tenho para fazer todos os dias, resolvi fazer uma pausa e não andar a arranjar mais lenha para me queimar.

Mas não percam esta oportunidade se têm uma boa ideia para levar em frente.

Já estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Concurso Acredita Portugal, o maior concurso de empreendedorismo do país. O concurso apoia qualquer pessoa que tenha uma ideia de negócio mas não sabe como avançar ou quem já arrancou mas quer feedback de especialistas.


As inscrições podem ser submetidas online, de forma gratuita, até ao dia 14 de janeiro de 2018 através de https://goo.gl/KKpNxx. Qualquer pessoa se pode candidatar, independemente da formação e idade. O objetivo é premiar os melhores projetos e ajudar todos os portugueses a desenvolver as suas ideias empreendedoras.


Há mais de 500.000 € em prémios e os finalistas terão contacto direto com investidores.


O concurso disponibiliza ainda um programa de pré-aceleração, em que mentores e especialistas dão feedback personalizado a cada projeto, preparando-o para o mercado.

Mais informações em: https://goo.gl/eiQ26v.

Vamos em frente!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Zé Pedro? Como assim... morreu?

Fiquei em estado de choque esta tarde, quando mo comunicaram no meu local de trabalho. Não sabia que estava novamente tão doente. Tenho andado a adiar, há anos, uma ida a um concerto dos Xutos. Adoro as músicas, acho que são um exemplo ímpar da música em Portugal e do companheirismo de uma banda que convive há tantos anos, tantas décadas. Mas falta-me companhia, falta-me quem me puxe para esses eventos, e sozinha não me aventuro por multidões adentro. Tanto fui adiando, que agora ... chapéu!
Nunca mais os vou ver todos juntos. É o que dá andar a dizer sempre: “Fica para a próxima”.
Mas o Zé Pedro era um exemplo para todos. Alguém que, sem medos ou pudores, veio sempre a público deixar transparecer todos os problemas que teve, as respetivas consequências, e como saiu vitorioso e estava cá para contar a história e ajudar quem pudesse estar a passar pelo mesmo. Gostava muito de o ouvir falar, porque era humilde, era grato, estava de bem com a vida.
Portugal perdeu mais um ídolo. E que pobre vai ficando este país de figuras que foram marcando, de alguma forma, o meu crescimento e a minha formação.
Mas a vida continua e Portugal vai sabendo manter a memória de quem o foi marcando na sua história.
Descansa em Paz Zé Pedro!! Nós vamos sempre lembrar-nos de ti. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Papas de Aveia com frutos vermelhos

Esta receita saiu claramente vencedora. Para complemento de um pequeno almoço mais reforçado, ou até como sobremesa, é um verdadeiro prazer para o palato, para além de saudável e aconchegante.
Descobri-a no casal mistério, e acompanhou-me por vários pequenos almoços durante uma semana. 



Ingredientes:

1 embalagem 500g de morangos
1 embalagem de sortido de frutos vermelhos (framboesas, amoras, mirtilhos)
2 chávenas de flocos de aveia
1 c.chá fermento
1 c.chá canela
1/4 c.chá sal
1/3 chávena açúcar amarelo
2 chávenas de leite meio gordo
2 ovos
1/2 c.chá extrato de baunilha
3 c.chá mel
1 1/2 c.chá margarina
Nozes ou avelãs picadas para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 200 graus.
Numa taça misturar a aveia, o fermento, a canela, o sal e o açúcar amarelo. Reservar.
Numa tigela à parte misturar o leite, ovos, mel, margarina e baunilha.
Num tabuleiro de ir ao forno, forrar o fundo com metade dos vários frutos, e por cima colocar a mistura de ingredientes secos.
Verter depois os ingredientes molhados e, por cima o resto dos frutos vermelhos. Polvilhar com os frutos secos partidos grosseiramente e levar ao forno por 15 a 20 minutos até a aveia ter absorvido o líquido.

Como dá para vários dias, guarde no frigorífico e vá aquecendo no microondas o que quiser comer. É uma delícia.

Bom apetite!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ainda há pessoas boas

Fui à máquina dispensadora de comida aqui do trabalho para ver o que havia para o meu lanche.
Escolhi uma banana, meti dinheiro a mais e esperei.
Saiu a banana e eu, perdida nos meus pensamentos, vim-me embora.
Estava já noutra porta de outro edifício à espera de elevador para subir, quando entra a senhora da limpeza:
- Alguma das senhoras acabou de sair da máquina?
veio-me logo à lembrança que não tinha esperado pelo troco.
- Eu! - respondi - Esqueci-me do troco, não foi?
E lá me estendeu ela a mão, com as moeditas que tinham sobrado, toda feliz da vida por ter encontrado o dono do dinheiro.
Possa, que ainda há pessoas boas nesta terra. Uma senhora humilde, que vive a vida a trabalhar que nem uma moura nas limpezas diárias, e deu-se ao trabalho de ir à procura de quem se tinha esquecido do dinheiro na máquina.
Por que será que é nestas pessoas mais humildes que encontro mais pureza e honestidade?
Este mundo está virado do avesso!

Obrigada, minha querida senhora da limpeza (que tem nome, e eu sei qual é, mas não o vou aqui colocar)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Pataniscas de legumes

Olá,
Vi esta receita na net, salvo erro no facebook, e achei logo que era para experimentar. Porque eram fáceis de fazer, rápidas e saudáveis, dado que nem são fritas em óleo, mas sim feitas como as panquecas, apenas com a frigideira untada com azeite. Ficaram muito boas e, apesar de só terem legumes, até os miúdos as devoraram.

 

Ingredientes (para cerca de 12 panquecas):

1 cebola pequena picada
2 cenouras médias raladas
1 curgete ralada
2 C.Sopa coentros picados
2 ovos
2 C.Sopa farinha
Sal e pimenta q.b

Misture a cebola, a cenoura, a curgete e os coentros numa tigela. Junte os ovos e mexa bem. Junte depois a farinha de forma a que a mistura fique ainda bastante húmida. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Numa frigideira anti-aderente, unte o fundo com azeite, deixe aquecer e, com a ajuda de uma colher de sopa, vá deitando um pouco do preparado formando um círculo. Quando estiver a solidificar, vire para o outro lado com a ajuda de uma espátula.

Sirva com arroz ou uma salada mista. Eu até as levei para o trabalho num tupperware, num dia em que tinha pouco tempo para almoçar.

Bom apetite!

domingo, 5 de novembro de 2017

Camarão com quinoa

Esta receita saiu do cadal mistério. E dado que me pareceu bastante simples, serviu para um jantar de sábado em que, a única coisa que me apetecia, era ficar assolapada no sofá.
Ficou uma receita bastante agradável, com sabores diferentes para voltar a repetir. Atenção ao camarão que usam, que tem de ser bonzinho.

 

Ingredientes (para 3 pessoas):

Camarão já descascado, cerca de 20 unidades e de um tamanho grande
Quinoa para 3 pessoas
Azeite q.b.
1 malagueta pequena (opcional)
1/2 cebola picada
3 dentes de alho picados
Pimenta q.b.
Sal q.b.
1 caldo de galinha
1 limão
Salsa picada q.b.

Numa frigideira larga aqueça o azeite e junte o camarão. Tempere com sal e a malagueta, e deixe saltear uns 3 minutos até que o camarão fique com uma cor alaranjada. Não deixe cozinhar demais, pois isso será crucial para o prato ficar bom. Retire os camarões para um prato. Junte mais um pouco de azeite à frigideira e junte a cebola até ficar macia. Junte os dentes de alho e refogue mais um pouco. No final junte a quinoa, junte o sal e a pimenta, e deixe cozinhar alguns minutos. Junte agora o caldo de galinha e deixe ferver. Deixe agora cozinhar cerca de 15 a 20 minutos em lume brando.
Destape e mexa com um garfo. Junte a raspa do limão, seguida do sumo de limão e da salsa.
Envolva tudo e junte o camarão. Volte a envolver e polvilhe com mais um pouco de salsa picada.

Bom Apetite!






segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Hype Market

Já é a segunda vez que lá vou, na Av. da Igreja e não me arrependo.
Várias marcas, muitas que só vendem via Facebook e afins, com peças giríssimas, originais e sempre na moda. Nota-se aquele amor que as pessoas colocam nos produtos que estão a vender, e torna-se também mais agradável a interação com os vendedores e com o ato da compra propriamente dita. 
Tem sempre bastante gente, mas não demasiada. Anda-se lá muito bem, o local é espaçoso mas não gigante, e uma hora dá para ver tudo com calma. Só é pena o espaço ser dentro de uma garagem, o que confere sempre aquele ambiente com um cheiro geral a combustível, o que, passado uma hora, confesso que me começa a agoniar. Mas da minha visitinha de sábado, trouxe duas peças lindas e fofas que passo a mostrar:
Estas jardineiras fofíssimas que combinam lindamente com ambiente de fim de semana, e uma blusa de flores completamente alinhada com as tendências desta estação.

 

 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Rotolo de abóbora e espinafres

Esta receita é do Jamie Oliver. Depois de a ver na TV, não resisti a experimentar rapidamente, dado o excelente aspecto que tinha, e por ser também um prato vegetariano.
Ficou muito bom, mas para a próxima, em vez de usar polpa de tomate, vou fazer mesmo um molho com tomate fresco para ver se fica um molho menos adocicado.

 

Ingredientes:

1 abóbora manteiga
1 cebola roxa
500g de espinafres congelados
Sal e pimenta q.b.
6 a 8 folhas de massa fresca para lasanha
3 dentes de alho
Noz moscada q.b.
Azeite q.b.
Orégãos q.b.
700 ml de polpa de tomate ou molho de tomate caseiro
Queijo feta q.b para esfarelar
Queijo parmesão q.b.

Comece por colocar a abóbora a assar, cortada ao meio, durante 1h30 a 180 graus.
Num tacho, deite a cebola roxa cortada aos pedacinhos, regue com um fio de azeite, e leve a refogar alguns minutos. Junte os espinafres, e deixe cozinhar cerca de 10 minutos ou até o líquido evaporar. Reserve e tempere com sal, pimenta e noz moscada.
Quando a abóbora estiver assada, retire do forno e, com a ajuda de uma colher, retire a polpa que deve já desfazer-se. 
Esmague-a com a ajuda de um garfo, e tempere com sal, pimenta e noz moscada.
À parte, pique os dentes de alho e refogue-os em azeite. Junte a polpa de tomate, tempere com sal, pimenta e orégãos e deixe cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos.
Agora vamos montar o preparado.
Estenda as folhas de lasanha na bancada e cubra cada uma com uma camada de abóbora, outra de espinafres e, por cima, esfarele um pouco de queijo feta.
Enrole a massa como se estivesse a fazer uma torta. Corte-a em 3 ou 4 pedaços.
Num pirex, verta o molho de tomate e disponha estes rolinhos ao lado uns dos outros. Polvilhe com queijo parmesão ralado e leve ao forno cerca de 40 minutos a 180 graus.
Sirva com uma salada mista e, bom apetite!



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Há esperança neste nosso cantinho

Há esperança!
Apesar de ter chegado a pensar que isto não ia a lado nenhum, hoje voltei a ter esperança.
Foi finalmente concluída a acusação do processo Marquês. E que acusação, meu Deus!!!
Estava à espera de muita porcaria, mas confesso que não esperava tanto. Aquilo foi o esgoto inteiro. Aquela gente mandava no País, senhores!
Era a quem estávamos entregues, a esta escumalha, alguns até cheios de boas recomendações na sociedade portuguesa. Que horror!
31 crimes? E mais 20 ou 12 ou 9?
Mas esta gente cometia um crime como quem vai ali ao restaurante e já vem? A sério, a ser tudo verdade (que ainda muita água há-de correr), isto tem de ser exemplarmente punido. Portugal não pode continuar a pensar que esta gente pode cometer crimes destes e andar por aí à vontade, porque é gente importante socialmente falando.
Eu tenho esperança. Muita! E, ao contrário de muita gente, acredito que se vai fazer justiça. 
Viva Portugal! E vivam os valores que têm de voltar novamente a ser valorizados nas pessoas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Da Ryanair e outros que tais ...

Acho esta história que se está a passar com a Ryanair, linda, linda, linda.
E não, não estou a ser irónica, nem tenho um toque qualquer sádico que me torne feliz em ver milhares de pessoas sem viagens por terem sido canceladas. São negócios que se tornam mais difíceis de fazer, famílias que ficam por se ver, viagens de férias adiadas ou estragadas. Todo um rol de situações de deixar qualquer um à beira de um ataque de nervos. Mas a Ryanair andava a pedi-las há muito tempo. 
É certo que não trabalho lá e não conheço os problemas na primeira pessoa, mas vou fazendo os meus juízos de acordo com o que vai saindo para a comunicação social dos relatos de quem vive a história bem de perto. 
O sr. Michael O'Leary abusava demais. Era o combustível sempre nos mínimos para o avião pesar menos e terem menos custos, tripulação com o mínimo de elementos, trabalho sem os devidos descansos obrigatórios, conceito de autocarro num avião, enfim.., muitas aterragens de emergência foram feitas à custa dos limites do combustível, e muita água correu à conta da suposta falta de segurança que tem, indubitavelmente de pautar, numa indústria do género.
A Ryanair era caso de estudo nas universidades de gestão por ser, supostamente, um caso de sucesso num mercado altamente competitivo. Pois é meus amigos. Mas as conclusões foram tiradas cedo demais. O regime praticado pelo sr. Michael O'Leary aproximava-se da escravatura. Era o vale tudo à conta de salários mais baixos, trabalho até aguentarem, segurança nos mínimos obrigatórios. Só que um dia as pessoas quebram, e deitam a toalha ao chão. Tanto abusou que agora os voos cancelados são aos milhares, e uma imagem que muito dificilmente se irá endireitar.  Este senhor joga no mesmo campeonato que uns certos senhores da Altice, que vêm para os jornais dizer que não gostam de pagar salários e que tentam sempre dar o mínimo possível. 
Eu cá, estou muito feliz com o que se está a passar na Ryanair. Estas pessoas não podem ser premiadas pela sociedade, mas sim esmagadas, afastadas, excomungadas. Não podemos aceitar a política do vale tudo, enterrar os nossos valores e não ter um mínimo de dignidade humana pelos trabalhadores.
Clap, clap, clap para o pessoal desta companhia que teve a coragem para dizer "Basta!!!"
E devíamos todos dizer o mesmo a todas as situações do mesmo género. Não sou nenhuma sindicalista, nunca o fui, e provavelmente nunca o serei. Mas para além de todos os deveres também temos direitos. Como trabalhadores e, acima de tudo, como cidadãos.