Quando vi a publicidade ao programa, pensei logo que o queria ver. Mas no domingo esqueci-me e, ontem, quando me lembrei de repente, lá fui aproveitar as funcionalidades da Box, e por-me a ver o programa. Não sabia ainda a quantidade de comentários que já proliferavam pelas redes sociais a diabolizar o assunto, acerca da exposição das crianças, de ser tudo encenado, etc, etc.
Pois eu até gostei do programa e acho MUITO importante que se exponham os assuntos tratados.
Tenho naturalmente as minhas reticências pelas consequências que poderão existir pelo facto de as crianças estarem assim expostas no recanto dos seus lares. Os colegas de escola e a sociedade no geral podem não ser muito "generosos" ao ver estas fragilidades, mas tanto os Pais como os educadores responsáveis têm noção das possíveis consequências e, sinceramente, se se decidem expor desta forma, devem estar mesmo desesperados.
Há crianças que dão cabo de qualquer bom funcionamento de um lar, criam farpas no relacionamentos dos Pais, tornam o dia-a-dia num verdadeiro inferno. E, se é verdade que toda a criança é diferente e deve ser "levada" de maneira diferente, o dia-a-dia com a família em casa tem toda uma demais importância no seu comportamento. Há Pais que, embora só pensei no bem estar dos seus filhos, não se apercebem que as atitudes que têm, não favorecem o desenvolvimento saudável das crianças.
Não sou nenhuma mãe/educadora exemplo (longe de mim), mas também li vários artigos/livros sobre educação, e existem alguns pilares estruturais essenciais na educação das crianças.
Eu não tenho 2 filhos difíceis (nunca foram hiperativos, ou daqueles que nos sugam as energias pelas pilhas eternas), mas têm feitios completamente diferentes e têm de ser igualmente levados de formas diferentes. E são bem educados! Toda a gente o diz, eu também acho, já me deram várias vezes os Parabéns nos restaurantes por não serem verdadeiros índios à mesa e já me chegaram a vir dizer que achavam que os meninos tinham uma educação à moda antiga (o que será que quer dizer?).
E apenas posso dizer (pela minha parca experiência, pois tenho só 2 filhos, não tenho 6 nem 8) que não precisamos ter atenção a muita coisa. No essencial, basta garantir 3 pontos fundamentais:
1 - As crianças precisam tanto de Amor como de regras. São essenciais para perceberem os seus limites e não se sentirem perdidos, confusos. As regras são impostas pelos Pais e as crianças têm de obedecer!
2 - Não pode haver divergência de opinião entre os progenitores/educadores no que toca à educação ativa da criança (em frente dela);
3 - Os avós são fundamentais na educação das crianças, mas não podemos abusar deles, pois tendem a deixar a criança "desaprender" certas regras. Use, mas não abuse! A não ser que tenham uns avós completamente/muito alinhados com a educação dos Pais.
Partindo destes princípios, e que o programa basicamente mostrou muito bem, penso que estão traçadas as bases para que o caminho da educação se consiga fazer com mais tranquilidade.
Mais uma vez, não sou nenhuma expert no assunto, tudo se baseia na minha experiência e estudo, mas por vezes vejo algumas crianças que me deixam em verdadeiro estado de pânico, por saber que serão os meus filhos de futuro que terão de lidar com elas. Crianças mimadas, sem regras, que não sabem lidar com o não, com as contrariedades naturais.
Acho muito bem que haja um programa que "ensine" os Pais de hoje a agirem da melhor forma. Se aquele formato de programa é o mais indicado, não sei!
Mas que Portugal precisa de alguma ajuda nesta matéria, precisa! E vou continuar a ver o programa, e a perceber o que posso eu também melhorar na educação/relação com os meus filhos.
Trabalho, Casa, 2 Filhos, Carro, Trânsito, Stress, Escola, Receitas, Dúvidas existenciais...tudo isso e muito mais :)
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
12/12/2005
Foi há 12 anos. Há 12 anos tornei-me mãe pela primeira vez e hoje, para grande orgulho teu, já fazes 12 anos e casas os anos.
És praticamente sempre o último da turma a ter o aniversário, para alguma tristeza tua, que te sentes sempre o benjamim entre os teus pares, mas hoje atinges o patamar de igualdade até ao final do ano letivo.
Confesso que esta data me deixa com um misto de emoções (como é usual), mas este número começa a ser grande de mais. Eu? Já com um filho de 12 anos? Começam a olhar para mim do género: "Hum, já não deve ser assim tão nova, com um filho desta idade...."
Pois é! Fui mãe aos 30, coisa que hoje em dia já começa a ser quase rara. Tenho colegas que só a partir dos 35 começam a pensar no assunto. As mães de 40 que gravitam à minha volta, essas então, já lhes perdi a conta.
O mundo está a mudar, a sociedade é exigente, rigorosa, e não para melhor.
Mas hoje o meu menino faz 12 anos! Um menino que o foi desde sempre mais crescido do que devia, que vê e ouve o telejornal com atenção à hora de jantar e me faz perguntas complicadas sobre política e a dívida pública.
Hoje, o nosso Presidente da República também faz anos, para grande orgulho teu, que vais seguindo esta vida política portuguesa com alguma (demasiada para a tua idade) proximidade.
Os olhos brilharam-te a primeira vez que soubeste que o nosso ídolo Marcelo fazia anos no mesmo dia que tu! Que orgulho...o que quererá dizer?
Parabéns meu menino. Que a vida te sorria sempre e que te dê aquilo que mereces.
És praticamente sempre o último da turma a ter o aniversário, para alguma tristeza tua, que te sentes sempre o benjamim entre os teus pares, mas hoje atinges o patamar de igualdade até ao final do ano letivo.
Confesso que esta data me deixa com um misto de emoções (como é usual), mas este número começa a ser grande de mais. Eu? Já com um filho de 12 anos? Começam a olhar para mim do género: "Hum, já não deve ser assim tão nova, com um filho desta idade...."
Pois é! Fui mãe aos 30, coisa que hoje em dia já começa a ser quase rara. Tenho colegas que só a partir dos 35 começam a pensar no assunto. As mães de 40 que gravitam à minha volta, essas então, já lhes perdi a conta.
O mundo está a mudar, a sociedade é exigente, rigorosa, e não para melhor.
Mas hoje o meu menino faz 12 anos! Um menino que o foi desde sempre mais crescido do que devia, que vê e ouve o telejornal com atenção à hora de jantar e me faz perguntas complicadas sobre política e a dívida pública.
Hoje, o nosso Presidente da República também faz anos, para grande orgulho teu, que vais seguindo esta vida política portuguesa com alguma (demasiada para a tua idade) proximidade.
Os olhos brilharam-te a primeira vez que soubeste que o nosso ídolo Marcelo fazia anos no mesmo dia que tu! Que orgulho...o que quererá dizer?
Parabéns meu menino. Que a vida te sorria sempre e que te dê aquilo que mereces.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Emoções maternas
Assisti à primeira audição de piano dos meus filhos. Uma emoçao! No final, não consegui conter uma lagrimita e a professora do meu filho até comentou: "Até está comovida...." ao que eu respondi que era muito fraca nestas coisas e que começava logo a chorar (não sei a quem fui puxar esta moleza, que os meus Pais nestas coisas sempre foram duros que nem pedras), mas ela respondeu logo prontamente que com uns meninos destes só fazia bem era em me comover.
Que queridos. Tão pequeninos e nunca se enganaram. Tantos meninos tão fofos de volta de um instrumento tão grande.
Gostei tanto!!!
Que queridos. Tão pequeninos e nunca se enganaram. Tantos meninos tão fofos de volta de um instrumento tão grande.
Gostei tanto!!!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
A fadinha dos dentes
Não sou muito de alimentar os meus filhos com estas fantasias. Pai Natal, Fadas, etc...porque em criança apanhei a deceção da minha vida quando apanhei a minha mãe a colocar as prendas debaixo da chaminé e perceber - assim muito bruscamente - que afinal não existia Pai Natal coisíssima nenhuma. Há coisas que não se esquecem, e pelo drama da altura, não quis que os meus filhos passassem pelo mesmo. Por isso nao lhes alimento muito estas cenas do mundo da fantasia. Digamos que assim que começam a crescer ligeiramente, vou desfazendo a coisa assim de mansinho. Mas com a fada dos dentes tem sido diferente. Cá por casa não param de cair dentes aos petizes, ultimamente tem sido uma coisa por demais. O mais velho numa semana cairam-lhe 3 pré-molares, à mais nova são os dentes da frente, tudo abana, tudo cai. Está uma desdentada do pior. E instituí, tanto para o irmão como para ela, que a fadinha viria visitá-los no 1º dente de baixo e no 1º dente de cima. A mais nova já foj presenteada as duas vezes e hoje, que lhe caiu mais um dente em baixo, colocou-o debaixo da almofada na esperança de uma visita ainda de fugida da fada. Tadinha da minha fofinha. A fada não vai deixar prenda nenhuma desta vez, mas tenho uma enorme vontade de lá deixar qualquer coisa simbólica, nem que seja uma cartinha.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Coisas que não dão mesmo jeito nenhum
Tenho o meu filho doente. Começou no Sábado com febre, dor de cabeça, dor de garganta e um pouco de tosse. Ontem fomos à pediatra porque a febre já ía no 3º dia, e viu-se uma garganta demasiado inflamada para que a coisa se cure por si só, depressa. Viemos para casa com medicação e ordem para continuar em casa mais uns dias. Ela ainda estava boa. Estava, porque ontem quando chegou a casa vinha super rouca. Apanhou muito frio na garganta, anda por aí tudo doente, e os vírus que nos circundam são mais que muitos. Já lhe tinha dito há algum tempo que não podia adoecer nesta semana por causa do concerto da Violetta na próxima 6ª feira. Dei-lhe chás, bagas de goji, hoje agasalhei-a I-MEN-SO e levou ordens para ter MUITO cuidado com o frio e estar sempre de gorro e cachecol. Mas mesmo assim chegou pior a casa. Continua rouca, mas agora tosse um pouco e já tem o nariz ranhoso. Mais chás, mais bagas de goji, e o irmão a propagar vírus que hoje ainda teve febre. Acho mesmo que os meus 100€ vão parar ao caixote do lixo. Porque por este andar, lá para 5ª ou 6ª feira a miúda não se vai aguentar e vai ela ficar com febre, ainda para mais com o frio verdadeiramente horroroso que está. Depois de eu ter resistido, depois de ter fraquejada passado muito tempo e ter comprado os bilhetes, a miúda vai, com muita probabilidade, estar doente nesse dia. Vou pedir aos santinhos todos para que se aguente. Mas já estou com um mau prognóstico. Até a mim já me dói a garganta. Não dava para ter tudo acontecido uma semana antes ou depois, não? Que azar bolas! Mas sejamos positivos, e tenhamos esperança. Também não será nada de mais...há coisas bem piores.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Eles não param de crescer
E o que me custa ver que é um facto comprovado, e que nada posso fazer para parar o tempo?
Minha bebezinha!
Esta noite a fada dos dentes vem visitá-la. Sim, porque diz toda senhora do seu nariz que o Pai Natal não existe. Agora quanto à fada dos dentes, não há a mais pequena dúvida sobre a sua existência!
Minha bebezinha!
Esta noite a fada dos dentes vem visitá-la. Sim, porque diz toda senhora do seu nariz que o Pai Natal não existe. Agora quanto à fada dos dentes, não há a mais pequena dúvida sobre a sua existência!
domingo, 4 de janeiro de 2015
Acabei de cometer uma loucura
Depois de ver a minha boneca choramingar com a notícia do concerto da Violetta, e eu a dizer-lhe que era muito pequenina para um concerto, e ela a enumerar-me o nome de todas as colegas que vão, e depois de eu constatar no Natal e Ano Novo que os familiares e amigos mais próximos também vão, resolvi espreitar o ticketline. E não é que ainda haviam bilhetes para as sessões extra de 6ª feira dia 23? Não consegui ficar bem com a minha cosnciência e ... pumba! Antes que arranjasse mil desculpas, me pusesse a pensar muito no assunto, no dinheiro que ía gastar e mais num rol infinito de situações contra, dei uns cliques e já tenho os bilhetes no meu email.
Quando amanhã lhos mostrar, a miúda nem vai acreditar!!!!
Ai, ai! Isto para mim vai tão contra aquilo em que acredito ser a educação das crianças!!! Pagar mais de 100€ para levar a minha boneca que só tem 6 anos (Só!) a um concerto.... Jesus, estou mesmo a sair fora da caixa!
Devo estar a precisar de algum tipo de comprimidos...
Quando amanhã lhos mostrar, a miúda nem vai acreditar!!!!
Ai, ai! Isto para mim vai tão contra aquilo em que acredito ser a educação das crianças!!! Pagar mais de 100€ para levar a minha boneca que só tem 6 anos (Só!) a um concerto.... Jesus, estou mesmo a sair fora da caixa!
Devo estar a precisar de algum tipo de comprimidos...
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
As revelações surpreendentes que sabemos acerca dos nossos filhos
Fui buscar o meu petiz à escola. Encontro uma mãe de uma coleguinha e ponho-me à conversa com ela. Nisto, ela sai-se com esta:
- Bem.....o seu filho......
Fiquei a olhar para ela na expectativa de que desse continuidade à frase, porque no entretanto os meus olhos já quase saíam das órbitas e a minha cara devia estar do mais parvo possível à espera de um desfecho. Neste impasse, ainda pensei que se estivesse a referir às notas do miúdo, que tem sido um verdadeiro campeão nos resultados que tem trazido para casa....mas não. Afinal, aquele início de conversa deveu-se ao facto de eu ter, pelos vistos, um verdadeiro Don Juan em casa, em formato miniatura. Diz que as miúdas da turma são uma loucura de volta dele, quais abelhinhas à volta do seu mel. Ainda me disse que algumas se juntam em sua casa de vez em quando e as conversas só andam à volta do miúdo. E que algumas meninas já gostaram dele, e embora já não assumam que ainda gostem, têm ali ainda um sentimentozinho diferente, e que há as que gostam presentemente e ainda as que gostam dele e que ele nem sonha!
Meu Deus! Eu já sabia de uma ou outra porque as próprias meninas me tinham contado. Mas daí a ser praticamente a prol feminina toda da turma, vai uma grande distância.
Este miúdo não me conta nada destas coisas, e pior....se eu lhe falo destes assuntos, quase me insulta. Nem quer ouvir falar disso. Não percebo porquê, mas lá que esta conversa me deixou com um sorriso interior de orelha a orelha, e com uma vontade enorme de me rir às escondidas, deixou.
Meu rico m'neino!!!!
- Bem.....o seu filho......
Fiquei a olhar para ela na expectativa de que desse continuidade à frase, porque no entretanto os meus olhos já quase saíam das órbitas e a minha cara devia estar do mais parvo possível à espera de um desfecho. Neste impasse, ainda pensei que se estivesse a referir às notas do miúdo, que tem sido um verdadeiro campeão nos resultados que tem trazido para casa....mas não. Afinal, aquele início de conversa deveu-se ao facto de eu ter, pelos vistos, um verdadeiro Don Juan em casa, em formato miniatura. Diz que as miúdas da turma são uma loucura de volta dele, quais abelhinhas à volta do seu mel. Ainda me disse que algumas se juntam em sua casa de vez em quando e as conversas só andam à volta do miúdo. E que algumas meninas já gostaram dele, e embora já não assumam que ainda gostem, têm ali ainda um sentimentozinho diferente, e que há as que gostam presentemente e ainda as que gostam dele e que ele nem sonha!
Meu Deus! Eu já sabia de uma ou outra porque as próprias meninas me tinham contado. Mas daí a ser praticamente a prol feminina toda da turma, vai uma grande distância.
Este miúdo não me conta nada destas coisas, e pior....se eu lhe falo destes assuntos, quase me insulta. Nem quer ouvir falar disso. Não percebo porquê, mas lá que esta conversa me deixou com um sorriso interior de orelha a orelha, e com uma vontade enorme de me rir às escondidas, deixou.
Meu rico m'neino!!!!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
9, já????
Pois é. Faz hoje 9 anos que a minha consulta semanal no obstetra, acabou no hospital para dar à luz o meu primeiro príncipe.
O tempo passa a voar e, em vez de um bebé, tenho um rapazola já todo senhor de si, cheio de conhecimentos, de cultura, de vontades, de gostos, de hobbies, de sonhos, de revoltas e de coisas que também detesta. É um menino cheio de amor e de ternura para dar mas, tal como eu, esconde muito os sentimentos e gosta de mostrar o seu lado mais durão, mais gélido, mais contido.
Não engole bem a fofura que todos demonstram que a irmã é, e isso deixa-o com uns ciúmes doidos, agindo por vezes de forma implicativa e violenta. Mas a vida, meu filho, é feita de tantas coisas, que temos de nos habituar a lidar com o que ela nos traz de bom e de mau. Se bem que eu, quase à beira dos 40, continuo com muita dificuldade em lidar com as adversidades da vida. São os genes que não estão devidamente preparados para isso. Mas hoje é dia de festa. Está um dia feio, feito de um frio cortante, ao contrário do dia em que nasceste que, apesar de mergulhado já no gelado dezembro, mostrava um lindo dia de Sol e uma temperatura bem mais agradável do que hoje.
Parabéns meu menino! Tenhas um dia cheio de alegria e de coisas boas.
O tempo passa a voar e, em vez de um bebé, tenho um rapazola já todo senhor de si, cheio de conhecimentos, de cultura, de vontades, de gostos, de hobbies, de sonhos, de revoltas e de coisas que também detesta. É um menino cheio de amor e de ternura para dar mas, tal como eu, esconde muito os sentimentos e gosta de mostrar o seu lado mais durão, mais gélido, mais contido.
Não engole bem a fofura que todos demonstram que a irmã é, e isso deixa-o com uns ciúmes doidos, agindo por vezes de forma implicativa e violenta. Mas a vida, meu filho, é feita de tantas coisas, que temos de nos habituar a lidar com o que ela nos traz de bom e de mau. Se bem que eu, quase à beira dos 40, continuo com muita dificuldade em lidar com as adversidades da vida. São os genes que não estão devidamente preparados para isso. Mas hoje é dia de festa. Está um dia feio, feito de um frio cortante, ao contrário do dia em que nasceste que, apesar de mergulhado já no gelado dezembro, mostrava um lindo dia de Sol e uma temperatura bem mais agradável do que hoje.
Parabéns meu menino! Tenhas um dia cheio de alegria e de coisas boas.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
O meu filho tentou enganar-me
Ontem meteu-se na banheira para tomar banho, e passados alguns minutos chamou-me a dizer que já estava despachado e eu já podia ir dar banho à irmã. Achei estranho pois nem tinha ouvido o esquentador, mas lá fui. Estava pois sequinho que nem um carapau teso ao sol, já com os seus boxers vestidos a achar que eu não dava conta que não tinha tomado a "porra" (desculpem o mau jeito) de banho nenhum.
- Mas não tomaste banho - disse eu
- Tomei sim, disse ele todo zangado por não acreditar nele.
- Tens a cabeça toda seca
- Isso é porque eu sequei muito bem
- Está a toalha seca, o tapete seco, o cabelo seco, só tens um bocadinho do pescoço molhado. Que raio de banho tomaste tu?
E lá foi ele, a chorar para a banheira, comigo agora ao seu lado, a dar instruções para um banho bem tomado.
Ainda me deu vontade de rir, e disse-lhe:
- Não adianta mentires, que posso não descobrir logo, mas acabo sempre por descobrir as mentiras que me fazem. Sou adulta, já tive a tua idade, e sem bem o que as crianças fazem. Também sei que às vezes não apetece mesmo nada tomar banho, mas tem de ser. Temos de ser asseados.
Lá acabou o assunto por ali, e fomos à nossa vidinha. À hora de jantar contei ao Pai. Ficou ali um bocado incomodado enquanto o Pai lhe fazia o olhar nº 33, mas eu comecei a rir-me do disparate que foi a mentira.
À noite, enquanto o deitava, voltei a dar-lhe um pequeno sermão mas a rir-me porque não consegui mesmo disfarçar a gargalhada. E ali, num momento mais lúdico, lá contou que tinha passado o chuveiro à pressa pelo corpo, ainda com água fria, e que nem tocou no cabelo.
E pronto!
Assunto arrumado!
- Mas não tomaste banho - disse eu
- Tomei sim, disse ele todo zangado por não acreditar nele.
- Tens a cabeça toda seca
- Isso é porque eu sequei muito bem
- Está a toalha seca, o tapete seco, o cabelo seco, só tens um bocadinho do pescoço molhado. Que raio de banho tomaste tu?
E lá foi ele, a chorar para a banheira, comigo agora ao seu lado, a dar instruções para um banho bem tomado.
Ainda me deu vontade de rir, e disse-lhe:
- Não adianta mentires, que posso não descobrir logo, mas acabo sempre por descobrir as mentiras que me fazem. Sou adulta, já tive a tua idade, e sem bem o que as crianças fazem. Também sei que às vezes não apetece mesmo nada tomar banho, mas tem de ser. Temos de ser asseados.
Lá acabou o assunto por ali, e fomos à nossa vidinha. À hora de jantar contei ao Pai. Ficou ali um bocado incomodado enquanto o Pai lhe fazia o olhar nº 33, mas eu comecei a rir-me do disparate que foi a mentira.
À noite, enquanto o deitava, voltei a dar-lhe um pequeno sermão mas a rir-me porque não consegui mesmo disfarçar a gargalhada. E ali, num momento mais lúdico, lá contou que tinha passado o chuveiro à pressa pelo corpo, ainda com água fria, e que nem tocou no cabelo.
E pronto!
Assunto arrumado!
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Let's play the piano
Desde miúda que tenho uma adoração por este instrumento. Adoro o tipo de som que dele emana e acho que, por vezes, consegue dar magia a alguns momentos. Nunca tive oportunidade de aprender, mas ficava sempre fascinada quando alguém da minha idade fazia deslizar os dedos pelo teclado imenso, e fazer daqueles momentos, únicos.
Quando tive os meus filhos pensei em dar-lhes essa oportunidade, em homenagem ao meu gosto, e pensando que o pudessem também ter herdado. Já queria ter colocado o meu filho há mais tempo a aprender, mas não surgiu o momento certo. Até que me deu o clique do "Tem de ser agora que já está a fazer-se tarde". E depois de algumas prospeções, colocámos os 2 (o grande e a pequena) a aprender piano. Já tiveram 2 aulas, e estou radiante por ver a felicidade dos 2. Principalmente do mais velho que vem debitar tudo o que aprende com um entusiasmo que não lhe vejo muitas vezes. Hoje, já tiveram a treinar. E gostei tanto...ainda que o treino seja num órgão e não num piano (e o som não tenha mesmo nada a ver), mas a alegria e a dedicação à novidade estão a deixar-me tão feliz! E ao mesmo tempo, aproveito para aprender com eles. Coisas básicas que também não sei.
Agora é que vai ser. Let's play the piano!!!
Quando tive os meus filhos pensei em dar-lhes essa oportunidade, em homenagem ao meu gosto, e pensando que o pudessem também ter herdado. Já queria ter colocado o meu filho há mais tempo a aprender, mas não surgiu o momento certo. Até que me deu o clique do "Tem de ser agora que já está a fazer-se tarde". E depois de algumas prospeções, colocámos os 2 (o grande e a pequena) a aprender piano. Já tiveram 2 aulas, e estou radiante por ver a felicidade dos 2. Principalmente do mais velho que vem debitar tudo o que aprende com um entusiasmo que não lhe vejo muitas vezes. Hoje, já tiveram a treinar. E gostei tanto...ainda que o treino seja num órgão e não num piano (e o som não tenha mesmo nada a ver), mas a alegria e a dedicação à novidade estão a deixar-me tão feliz! E ao mesmo tempo, aproveito para aprender com eles. Coisas básicas que também não sei.
Agora é que vai ser. Let's play the piano!!!
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Este texto é assustador...e tão verdadeiro
http://portonovo.blogs.sapo.pt/578524.html
E eu, que acho que digo "Não" demasiadas vezes aos meus filhos, comparativamente com os exemplos que veem ao lado e que inevitavelmente me acham mais "má" que as mães dos outros, só penso que o melhor mesmo é continuar assim.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Só querer estar na pele de um filho
Hoje aconteceu uma coisa muito incomodativa. Estava num parque infantil com a minha pequenina, enquanto o irmão tinha uma aula de ténis. Sentei-me no banquinho enquanto ela andava por lá a trepar paredes de escalada, andar nas cordas, baloiço, descer do escorrega. Nisto ouço-a dar um grito. Depois outro e desata a chorar, mas aos berros sem parar. Fico aflita porque nem a estava a ver, tapada pela infraestrutura de escorregas cordas e afins, e não parava de berrar. Levantei-me de repente e vejo-a em cima de uma parte com cordas, a berrar e a mexer uma das mãos violentamente. Nunca a tinha visto chorar tão alto. Nunca! Por isso seria certamente mais grave do que uma feridita normal. Olhei depressa à procura de sangue ou de algo estranho e não via nada. Perguntava-lhe o que se tinha passado e ela só berrava. Pedi-lhe para descer dali mas ela não fazia mais nada senão chorar (a gritar). Um senhor que estava por perto, resolveu subir pelas escadas que tinha ao pé para ir buscá-la, e perguntou:
- Entalaste-te foi?
E ela, a berrar violentamente só disse:
- Não!!! Fui picada por uma abelha!!!!
Olhei-lhe para a mão e vi o ferrão (enorme). Mal me deixava ver a mão, berrava que se desunhava, e saímos dali à procura de algo (ou alguém) que nos pudesse ajudar. Ela nem queria ouvir que tínhamos de lhe tirar aquilo da mão (berrava ainda mais) e pusemos toda a gente à volta a olhar para nós. Lá arranjámos uma pinça e água oxigenada e tivémos de ser 3 adultos a agarrá-la para que segurássemos a mão com firmeza. Uma senhora lá lhe conseguiu tirar o ferrão que, embora eu nunca tivesse visto nenhum, disseram todas que era enorme. Esteve a chorar mais de meia hora. Já soluçava, gemia com dores, e eu ali, a tentar consolá-la de uma dor que preferia que fosse minha. Tadinha da minha bichinha. Só depois de chegar a casa e de por fenistil é que acalmou. Felizmente não inchou muito e agora à noite já quase não se notava a ferida. Disse que lhe doía só quando fazia força. Tadinha. Uma dor tão forte para um corpinho ainda tão pequenino. Minha linda!
- Entalaste-te foi?
E ela, a berrar violentamente só disse:
- Não!!! Fui picada por uma abelha!!!!
Olhei-lhe para a mão e vi o ferrão (enorme). Mal me deixava ver a mão, berrava que se desunhava, e saímos dali à procura de algo (ou alguém) que nos pudesse ajudar. Ela nem queria ouvir que tínhamos de lhe tirar aquilo da mão (berrava ainda mais) e pusemos toda a gente à volta a olhar para nós. Lá arranjámos uma pinça e água oxigenada e tivémos de ser 3 adultos a agarrá-la para que segurássemos a mão com firmeza. Uma senhora lá lhe conseguiu tirar o ferrão que, embora eu nunca tivesse visto nenhum, disseram todas que era enorme. Esteve a chorar mais de meia hora. Já soluçava, gemia com dores, e eu ali, a tentar consolá-la de uma dor que preferia que fosse minha. Tadinha da minha bichinha. Só depois de chegar a casa e de por fenistil é que acalmou. Felizmente não inchou muito e agora à noite já quase não se notava a ferida. Disse que lhe doía só quando fazia força. Tadinha. Uma dor tão forte para um corpinho ainda tão pequenino. Minha linda!
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Despertares....
O meu filho (mais velho) está a chegar àquela fase em que acordá-lo é um tormento. E visto que cá por casa, têm de se levantar às 07:30h da manhã, começa a ser uma tarefa deveras complicada para mim conseguir arrancá-lo da cama. Esfrego as costas, dou beijinho, faço festas, falo devagarinho...e não poucas vezes acabo já a gritar sem qualquer réstia de carinho: Levanta-te que já são quase 07:40h!!!!!
Ou seja, começo muito bem, e acabo mal. Eu sei que custa sair da cama. Todos sabemos, não é? Mas temos obrigações e o miúdo entra cedo para caramba e temos de nos despachar. Nisto, lembrei-me de lhe arranjar um despertador para que o começasse a despertar uns 5 minutos antes de eu chegar. Podia ser que assim me poupasse umas irritações e uns berros logo de manhã. E assim foi. Hoje foi o primeiro dia. Coloquei o despertador em cima da secretária (de forma a que não o alcançasse facilmente), e programei-o para as 07:27h (rigor...). O despertador toca sons da natureza, mas de forma bem audível e não tem ajuste de som. Por isso, ouve-se muito (para mim até demasiado) bem.
Hoje, primeiro dia da experiência, começou a tocar estava eu a sair da casa de banho para ir ter com ele. Aquilo ouvia-se na casa toda ainda em grande silêncio. Ouviam-se vacas a mugir, ovelhas a berrar, grilos a cantar, água do rio a correr, e um sem fim de sons que em vez de acalmarem já me estavam a complicar com os nervos. Parecia que tínhamos acabado de aterrar numa verdadeira rave campestre. Mas cheguei ao quarto dele e...... estava ferrado a dormir. Aquela barulheira toda e....nada!!!!
Perguntei-lhe como não tinha acordado com aquela barulheira e ele disse que a estava a ouvir na cabeça enquanto dormia. Ou seja, depreendi que os sons ainda se estavam a entranhar no seu sono, mas não o suficiente para o acordar. A conclusão é que acho que não correu bem. Amanhã volto a experimentar. Como já se apercebeu de quais são os sons que o vão despertar, pode ser que a sua mente fique mais desperta da próxima vez. Mas quer-me parecer que tenho aqui um futuro adolescente em grande potência, daqueles que só com um balde de água fria se levantam. Amanhã faço novo report.
Ou seja, começo muito bem, e acabo mal. Eu sei que custa sair da cama. Todos sabemos, não é? Mas temos obrigações e o miúdo entra cedo para caramba e temos de nos despachar. Nisto, lembrei-me de lhe arranjar um despertador para que o começasse a despertar uns 5 minutos antes de eu chegar. Podia ser que assim me poupasse umas irritações e uns berros logo de manhã. E assim foi. Hoje foi o primeiro dia. Coloquei o despertador em cima da secretária (de forma a que não o alcançasse facilmente), e programei-o para as 07:27h (rigor...). O despertador toca sons da natureza, mas de forma bem audível e não tem ajuste de som. Por isso, ouve-se muito (para mim até demasiado) bem.
Hoje, primeiro dia da experiência, começou a tocar estava eu a sair da casa de banho para ir ter com ele. Aquilo ouvia-se na casa toda ainda em grande silêncio. Ouviam-se vacas a mugir, ovelhas a berrar, grilos a cantar, água do rio a correr, e um sem fim de sons que em vez de acalmarem já me estavam a complicar com os nervos. Parecia que tínhamos acabado de aterrar numa verdadeira rave campestre. Mas cheguei ao quarto dele e...... estava ferrado a dormir. Aquela barulheira toda e....nada!!!!
Perguntei-lhe como não tinha acordado com aquela barulheira e ele disse que a estava a ouvir na cabeça enquanto dormia. Ou seja, depreendi que os sons ainda se estavam a entranhar no seu sono, mas não o suficiente para o acordar. A conclusão é que acho que não correu bem. Amanhã volto a experimentar. Como já se apercebeu de quais são os sons que o vão despertar, pode ser que a sua mente fique mais desperta da próxima vez. Mas quer-me parecer que tenho aqui um futuro adolescente em grande potência, daqueles que só com um balde de água fria se levantam. Amanhã faço novo report.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Marcos da vida
Hoje fui levar a minha bebé, a minha menina pequenina, a minha princesa, a minha bonequinha ao seu primeiro dia de escola a sério. A minha filha, por muito que me custe ver o tempo a passar, entrou para o 1º ano. Meu Deus! Lá foi ela, de mochila puxada pelo braço, abraçar o seu novo (e primeiro grande) desafio da vida: O ensino! que a bem dizer, não a largará durante muitos e bons anos (assim espero).
Passei o dia todo ansiosa a pensar nela. Se estaria bem, se estaria feliz com o dia que já esperava há algum tempo, se sentia saudades das férias e do pré-escolar.
Fartei-me de trabalhar durante o dia, produzi bastante, mas nunca deixei de pensar nela. Fui a correr buscá-la quando chegou a hora, e lá estava. Ela com mais 3 meninos (parece que os Pais dos outros resolveram todos ir buscá-los mais cedo), e lá veio a correr para mim. Minha menina! Está a fazer-se à vida, é o que é!
Que gostes da escola e de estudar, que te vai ser muito útil pela vida fora.
Boa sorte minha fofinha!
Passei o dia todo ansiosa a pensar nela. Se estaria bem, se estaria feliz com o dia que já esperava há algum tempo, se sentia saudades das férias e do pré-escolar.
Fartei-me de trabalhar durante o dia, produzi bastante, mas nunca deixei de pensar nela. Fui a correr buscá-la quando chegou a hora, e lá estava. Ela com mais 3 meninos (parece que os Pais dos outros resolveram todos ir buscá-los mais cedo), e lá veio a correr para mim. Minha menina! Está a fazer-se à vida, é o que é!
Que gostes da escola e de estudar, que te vai ser muito útil pela vida fora.
Boa sorte minha fofinha!
domingo, 10 de agosto de 2014
6 Anos
Há 6 anos atrás, a minha vida passou a ser mais cor-de-rosa. De um parto simples e tranquilo, numa madrugada quase deserta no Hospital Cuf Descobertas, nascia a minha princesa.
Os meus receios em educar uma menina têm vindo a desvanecer-se ao longo dos tempos, por ser tão tranquilo e compensador lidar contigo. Às vezes, acho mesmo que vieste ao mundo para me dar uma lição de vida. E para me ir tornando, a pouco e pouco, uma pessoa melhor.
Parabéns minha boneca. És linda!!!
Os meus receios em educar uma menina têm vindo a desvanecer-se ao longo dos tempos, por ser tão tranquilo e compensador lidar contigo. Às vezes, acho mesmo que vieste ao mundo para me dar uma lição de vida. E para me ir tornando, a pouco e pouco, uma pessoa melhor.
Parabéns minha boneca. És linda!!!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Canta no duche?
Desde sempre que ouvi esta expressão. Porque parece que é mais do que frequente as pessoas cantarem no duche. Eu nunca cantei e nunca vivi com ninguém que cantasse. Contudo, acredito que seja um pouco mais do que um mito urbano. E de há uns dias para cá, tive a certeza. O meu filho, que começou a tomar banho sozinho há pouco tempo, resolveu começar a cantar no banho. Cantarola, bem alto, músicas que vêm da sua cabecinha, e lá fica ele, todo contente a desfrutar do momento. O pior é que, tendo ele uma quantidade de genes meus considerável, até mais do que eu desejaria, o miúdio canta mal como tudo, tal e qual como eu.
Mas eu vou aguentar-me. Vou deixá-lo, que uma criança tem de desenvolver as ações que lhe dão prazer. É fechar ligeiramente as portas, e abstrair-me.
Avé!
Mas eu vou aguentar-me. Vou deixá-lo, que uma criança tem de desenvolver as ações que lhe dão prazer. É fechar ligeiramente as portas, e abstrair-me.
Avé!
terça-feira, 5 de agosto de 2014
A Fada Oriana
Há muitos, muitos anos atrás (para aí uns 30, cof, cof...), andava eu na escola primária quando me leram esta história. A minha professora primária, a competentíssima e queridíssima Drª Isabel Réfega, responsável em muito por algumas das minhas características (nomeadamente a de conseguir escrever os "às" com acento grave, saber distinguir o "há" de haver do outro "à", e de não dizer "Ó Você", mas "O Senhor"), resolveu ler esta história a toda a turma, mesmo sendo nós já uns meninos da primária e não da pré. Ficou-me na memória a forma delicada e assertiva com que a contava, e o momento em que ela decidia ler-nos mais um capítulo era uma verdadeira emoção. No outro dia, deambulando por uma livraria, vi o livro e nem pensei duas vezes para decidir comprá-lo. Decidi de imediato que o iria ler aos meus filhos, todos os dias um capítulo, tal como ela o fazia. Já não me lembrava da história, é um facto, mas percebo agora a razão de ela ter decidido contá-la. Uma história linda da Sophia de Mello Breyner que, didaticamente, explica as boas e más ações que por vezes tomamos. O bom e o mau caminho, as consequências das nossas decisões.
Os meus filhos têm agradecido e suplicado sempre mais um bocadinho de leitura. Neste momento, estou a um capítulo do final (terminarei o livro, em princípio, amanhã), e sinto-me muito feliz por lhes ter proporcionado estes momentos. Nunca me esqueci do impacto que teve em mim a leitura da história, em voz alta, pela minha professora. E estou à espera que o ciclo se repita, com os meus meninos lindos. Uma história de vida...que fica para a vida.
Os meus filhos têm agradecido e suplicado sempre mais um bocadinho de leitura. Neste momento, estou a um capítulo do final (terminarei o livro, em princípio, amanhã), e sinto-me muito feliz por lhes ter proporcionado estes momentos. Nunca me esqueci do impacto que teve em mim a leitura da história, em voz alta, pela minha professora. E estou à espera que o ciclo se repita, com os meus meninos lindos. Uma história de vida...que fica para a vida.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Dúvidas de boa gente...
Esta manhã, enquanto esperava pacientemente pela abertura do banco às 08:30h, fui-me sentar numa esplanada perto, com um café à frente. Olhava este dia, ainda mal amanhecido com pouquíssimo barulho, um ar calmo e quente já no ar, e só pensava: Agora, saía daqui e fazia milhentas coisas sem ser ter de ir trabalhar. Pegava nos meus filhos e podia fazer uma pipa de atividades com eles, agora que estão de férias e que ainda não têm preocupações de nada. E em vez de os ir enfiar num qualquer ATL de férias ou de os depositar nos avós já pesados pela idade, ía divertir-me com as minhas crias. Estes pensamentos levam-me sempre para um: Como é que eu posso ser free-lancer e trabalhar a partir de casa ou de onde me apetecer? Como é que eu posso ser dona do meu tempo sem ter de me ir enfiar num escritório todo o santo dia? O meu filho mais velho já comentou por várias vezes o facto de achar que os adultos têm muito poucos dias de férias. Pudera! A maior parte do tempo em que estão de férias nós estamos a trabalhar. A compatibilidade com eles dá-se somente em 22 dias úteis no ano, o que o deixa deveras espantado para a sua tenra idade.
Ai, vida, vida! Era tão bom, não era? Se fosse professora talvez conseguisse bem mais tempo, se bem que nos dias que correm, já tenho as minhas dúvidas. Mas não consigo grande alternativas. E o tempo vai passando, eles vão crescendo e depois.... já é tarde e o "timming" foi-se.
É a vida!
Ai, vida, vida! Era tão bom, não era? Se fosse professora talvez conseguisse bem mais tempo, se bem que nos dias que correm, já tenho as minhas dúvidas. Mas não consigo grande alternativas. E o tempo vai passando, eles vão crescendo e depois.... já é tarde e o "timming" foi-se.
É a vida!
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Cromo da bola
O meu filho descobriu a maluqueira da bola...do futebol. Até há bem pouco tempo ligava pouco. Como o Pai não liga muito, não o puxava para futeboladas ou para gostos desta natureza. Na escola, sempre que jogava com os colegas, a coisa não corria bem. Face à sua pouca senioridade no assunto em relação aos seus demais amiguinhos, acabava sempre na baliza ou sem tocar sequer na bola, durante todo um jogo. Houve uma altura que achei que se sentia um pouco frustrado neste campo, mas eu brincava com ele, até lhe cheguei a perguntar se queria ir para o futebol como um desporto, mas acho que acabou por habituar-se que não era a sua praia e pronto. Mas o mundial veio, e o miúdo mudou radicalmente. Descobriu-se-lhe ali uma veia futebolística, e desde então que não pára. Acorda de manhã e treina toques na bola. Chega a casa e treina mais uns toques. Chama a irmã para jogar e vai treinando as fintas com ela (adversário fácil). Hoje, eram 7:30h da manhã e ouvi o que me parecia alguém a martelar alguma coisa. Pensei: Mas que raio de vizinho é que anda em obras a estas horas? Não era vizinho nenhum. Era o meu filho no quarto a treinar com a sua bola a bater no chão (e em todo o lado) de uma ponta à outra. Tive de o repreender com firmeza não fosse algum vizinho mal humorado bater-me à porta com uma frigideira pronta a acertar-me nas frontes.
E agora é isto: bola para a frente, bola para trás, quer ver jogos de futebol na televisão, arrasta a irmã para uma partida a dois, e já chegou até ao ponto de tentar ver um jogo de futebol que já tinha decorrido e que queria ver a partir das gravações da ZON. Por um lado acho que isto até lhe faz bem ao ego. Por outro, tenho de gramar com uma coisa que detesto. Vamos ver se esta febre veio para durar ou se desaparece tão depressa como começou.
E agora é isto: bola para a frente, bola para trás, quer ver jogos de futebol na televisão, arrasta a irmã para uma partida a dois, e já chegou até ao ponto de tentar ver um jogo de futebol que já tinha decorrido e que queria ver a partir das gravações da ZON. Por um lado acho que isto até lhe faz bem ao ego. Por outro, tenho de gramar com uma coisa que detesto. Vamos ver se esta febre veio para durar ou se desaparece tão depressa como começou.
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