quinta-feira, 23 de março de 2017

Dos atentados....

Das coisas mais difíceis de lidar, depois de vermos estes estúpidos atentados a acontecerem em várias partes do mundo, é explicar aos nossos filhos o que se passa.
Ainda no dia anterior tínhamos falado em visitar Londres um dia destes, visto que é uma cidade que há muito terem curiosidade em conhecer.
O Big Ben, o rio Tamisa, o Palácio de Buckingam. Principalmente porque dão inglês na escola, falam do Reino Unido e das principais atrações e características. E, a bem dizer, é uma língua que já não lhes é completamente estranha.
No próprio dia, quando íamos a caminho de casa, o meu filho perguntou-me então se no fim de semana não teríamos de tratar de decidir se íamos a Londres ou não, ao que eu lhe respondi que era capaz de ser difícil ir agora. Ele perguntou porquê, e eu disse-lhe que tinha havido um atentado.
Perguntou logo:

- Estado Islâmico?
- Sim, respondi eu, entre dentes.

Estas coisas começam ter repercussões nos medos e angústias das crianças. No outro dia soube de uma que não quer andar de metro com medo de atentados. Tenho um colega cujo filho, ainda bem pequenito, já diz recusar-se a andar de avião. Os meus ainda não disseram nada do género, mas tenho receio que ganhem medos complicados, tendo em conta que estas questões começam a acontecer em qualquer parte do mundo, indiscriminadamente.
Sei que é o que querem, lançar o medo, o caos por todo o lado, mas não podemos sucumbir-lhes.
Mas é complicado incutir isto num cérebro em formação, e que começa a ver o mundo lá fora como um perigo constante.
Bolas para isto! será que não é motivo para a Europa (pelo menos) se unir em força contra esta gente? unidos somos (tão) mais fortes....

quarta-feira, 15 de março de 2017

As pérolas de Sócrates

Ontei ouvia na rádio, incrédula, o que José Sócrates disse após o seu interrogatório: Que não conseguia perceber como é que passado tanto tempo, e após tanta investigação, não lhe tinham conseguido fazer ainda uma única acusação! Como é que era possível, que continuavam com uma escuta aqui, uma escuta ali....
Agora digam-me: é só a minha mente conspurcada a achar isto ou há mais alguém com a mesma opinião que eu:
Com este tipo de considerações, ele não está mesmo a dizer: "Com tanta porcaria que fiz e com o que já viram e ouviram, como é possível ainda não me terem conseguido acusar de nada?!"
É que a mim ocorreu-me ouvir uma clara demonstração de escárnio e gozação plena, sobre o facto óbvio das suas trafulhices.
Sinceramente, acho que não deve ter medido bem as palavras que, a meu ver, foram claramente contra ele próprio.
Mas este senhoreco já em nada me surpreende. Só me causa asco e repulsa, e uma enorme vergonha por um dia, eu própria, ter sido por ele ludibriada para conseguir o meu voto. Não me esqueço e não consigo ultrapassar esta minha (enorme) falha do passado.

terça-feira, 14 de março de 2017

Caril de Lentilhas e Batata Doce

Ando a ver se faço umas receitas vegetarianas de vez em quando. Não só porque a nossa alimentação é muito abusiva em carne e peixe, mas também porque devemos comer mais legumes e leguminosas que nos fazem bem, e que protegem o nosso organismo.
Acho que os meus filhos também se devem habituar a isso, para ver se ganham mais gosto pelos legumes que, como sabemos, não são propriamente das comidas mais desejadas pelas crianças.
Vai daí, tenho andado a ver se descubro receitas não muito complicadas na Net, e se não levam ingredientes daqueles que só achamos em lojas muito especializadas. Nunca tinha feito lentilhas (embora já as tivesse comido fora de casa), e ficaram maravilhosas.
Esta receita é fácil de fazer e muito boa :)


Ingredientes (Para 4 pessoas):

1 chávena de lentilhas vermelhas
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
2 c. chá de gengibre fresco, picado
2 c. chá de caril em pó
2 batatas-doce médias, descascadas e cortadas em cubos
1/2 a 1 chávena de água (dependerá depois da consistência do molho)
400 ml de leite de coco
sal q.b
coentros picados q.b
azeite q.b

Aqueça o azeite numa panela com a cebola, alho e gengibre. Deixe refogar em lume médio alguns minutos, até a cebola ficar macia. Adicione o caril, envolva-o no refogado, e junte a batata-doce em cubos. Adicione a água (comece apenas com 1/2 chávena) e o leite de coco. Deixe ferver 5 minutos. Adicione agora as lentilhas previamente lavadas. De seguida, reduza o lume e cozinhe as lentilhas mais 10 a 15 minutos, até estarem cozidas. Quando estiverem quase prontas, junte o sal. Eu ainda deitei uma malagueta sem as sementes, mas ao provar vi que estava muito picante para as crianças e retirei-a.
Junte por fim os coentros picados e sirva com arroz basmati e uma salada de tomate e abacate.
Esta salada eu temperei apenas com azeite e sal grosso.

Bom Apetite!



terça-feira, 7 de março de 2017

Salvador Sobral

Achava eu que nunca o tinha visto na vida, nem ouvido qualquer coisa sua.
Afinal estava enganada. Este rapaz já tinha sido concorrente do programa Ídolos em tempos, mas a sua imagem era bem diferente.
Era ainda um teenager, cheio de bom aspeto, e lembro-me de arrecadar vários elogios do público.
Agora apareceu com um aspeto lastimável (e desculpem, mas a doença a que supostamente foi operado não é desculpa para tudo), e com uma forma de estar em palco por demais suspeita.
Adoro a música, é linda, linda. Aliás, como a maioria das músicas cantadas pela irmã (não sei se serão todas compostas por ela). Adoro aquele estilo, ao jeito de canção de embalar. Mas, caso o seu comportamento em palco seja semelhante ao que foi no nosso festival, temo que fiquemos com toda uma Eurovisão de boca aberta, a achar que Portugal ensandeceu de vez por terem mandado um tipo meio deficiente cantar em palco.
É verdade que perdemos sempre, pelo que perdido por cem ou por mil, neste caso, já vai dar quase ao mesmo, maneira que é quase mais uma forma de chamar a atenção.
Quem sabe se até não teremos sorte...
Bom, só para resumir, dizer que Adoro mesmo a música, mas o rapaz causa-me deveras confusão.
Acho que também não custava nada passar um pente no cabelo, só para ficar um pouco mais arranjadinho.


domingo, 5 de março de 2017

Hype Market


Ontem à tarde passei no Hype Market em Alvalade. Não foi uma coisa premeditada, mas estava mesmo a passar perto, consegui lugar logo ali para estacionar, e entrei.
Aquilo fica numa garagem, o ar está um bocado poluído com monóxido de carbono, mas aguenta-se. 
Mas devo dizer-vos que foi uma verdadeira tentação. 
Havia coisas espetaculares, acho que todas as marcas tinham coisas giras. 
Nem olhei bem para muitas para não cair em tentação. 
Mas valeu a pena lá ir dar uma espreitadela.
Ainda trouxe esta camisolinha aqui em baixo, da marca Gralhas, uma verdadeira ternura.
O que estão a ver são as costas, à frente não tem nada, e é leve e folgada. Hoje já a usei porque a paixão por ela é demasiado grande.
Ainda lá ficou muita coisa que não me importava nada de ter trazido comigo, mas temos de ser criteriosas...




quinta-feira, 2 de março de 2017

Desligar o botão

Às vezes, é preciso desligar o nosso botão. Colocar-nos em "off" durante uns dias, de forma a conseguir recarregar baterias.
Já há algum tempo que não o fazia, por este ou por aquele motivo, e porque em férias normalmente gosto de aproveitar para conhecer outros lugares e passear muito.
Mas neste fim de semana de carnaval, que acabou por ser prolongado para mim, pois tirei os mesmos dias de férias dos miúdos, o objetivo foi mesmo descansar. E que bem que soube.
Não fiz absolutamente nada que me lembrasse a minha rotina diária. Não me preocupei com almoços, com jantares, com mochilas para o dia seguinte, com os lanches da manhã, com o que descongelar para o jantar do próximo dia, com os cadernos para as aulas de piano, com os lanchinhos da manhã que os miúdos têm de levar, com a pilha de roupa para passar a ferro, com o despertador a tocar em horas impróprias, com nada. Nadinha!
Foi um desligar completo da rotina e da cidade. Fomos para o campo, ali para os lados da Beira Baixa, aproveitar a desertificação que, para além de bastante triste, dá jeito nestas alturas. A única poluição sonora era o chilrear dos passarinhos. Tão bom!
O tempo nem esteve muito mau, ainda deu para dar umas voltitas por ali. Houve um dia em que fomos à Serra da Estrela para desenferrujar os pés dos skis, mas o tempo virou e apanhámos uma molha tão grande, tão grande, que acabou por ser um dia de ski um pouco desagradável.
Mas nem isso deu para dar cabo do momento off.
Tanto que as pessoas da cidade precisam deste silêncio de vez em quando. Começo a compreender tão bem aqueles que resolvem largar a cidade de vez e irem para o campo, para uma melhor qualidade de vida. Se bem que eu acho que com o meu feitio, mais uns dias naquele deserto e era capaz de me começar a pesar aquele silêncio todo, o facto de ter de me deslocar imenso para ir simplesmente a uma farmácia ou fazer umas compras rápidas.
Qualidade de vida por um lado, dificuldades por outro.
O que tenho a certeza, é que de vez em quando, é mesmo preciso ir desligar esta aceleração toda.
E soube muito bem.